O período Yayoi, ou Yayoi Jidai (弥生時代) é um grande marco para a história do Japão por questões econômicas, políticas e culturais. O período Yayoi vai mais ou menos de 300 a.C, fim do período Jomon, até o ano 300 d.C.
Modelagem do povo Yayoi feito pelo CINQ ART para o Museu Nacional de Natureza e Ciência
O povo Yayoi é uma etnia diferente do povo Jomon que migrou do sudeste do continente eurasiático para o arquipélago japonês. Os Yayoi vieram do norte do continente e são considerados por alguns estudiosos como neo-mongóis.
A historiografia aponta que os Yayoi migraram para o Japão através da península coreana e se fixaram na região norte da ilha de Kyūshū no final do período Jomon, mas não demorou muito para que eles se espalhassem por todo o arquipélago.
Uma das principais contribuições dos Yayoi para o Japão foi o cultivo de arroz, Inasaku
Os Yayoi trouxeram com eles o que em japonês é chamado de Inasaku (稲作), isto é, a tecnologia do cultivo de arroz. Junto com essa tecnologia, mudanças significativas aconteceram no Japão. Continue o artigo para descobrir.
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Período Yayoi: onde de fato tudo começou
Em termos históricos, o período Yayoi inicia em 300 a.C. Porém, evidências arqueológicas da década de 70 e 80 sugerem que na verdade o cultivo de arroz que foi trazido pelos Yayoi começou em meados de 400 a.C.
Imaginava-se que o cultivo de arroz que começou com o período Yayoi começou por volta de 300 a.C, mas evidências arqueológicas apontaram que o plantio começou 100 anos antes
Essas descobertas levaram a crer que o período é pelo menos um século mais longo do que a historiografia tradicional sugere. Mas a história é viva e há sempre novas descobertas com novas técnicas e tecnologias.
Em 2003, uma pesquisa realizada pelo National Museum of Japanese History com equipamentos de radiocarbono afirma que o cultivo de arroz no Japão começou por volta do século X a.C.
Pela pesquisa realizada pelo National Museum of Japanese History, o período Yayoi começa muito antes ou já no período Jomon algumas comunidades já sabiam como cultivar arroz para além das atividades de caça e coleta
Os primeiros períodos do Japão possuem muitas lacunas e dúvidas sobre muitas coisas, mas o mais importante aqui é demarcar que o período Yayoi começa com o cultivo de arroz no Japão, uma técnica que provavelmente veio da China e da península coreana.
A revolução do arroz no período Yayoi
Qual foi a principal revolução humana na sua opinião? Renascentismo? Revolução Francesa? Revolução Industrial? Sem dúvidas todas elas tiveram seu valor, mas nada se aproxima da revolução agrícola.
O plantio de arroz no Japão transformou o modo de vida semi nômade das populações nos processos de sedentarização que fixou a população em torno dos terrenos agricultáveis e isso mudou radicalmente o estilo de vida dos povos do arquipélago
A revolução agrícola na Ásia Oriental começou entre 8 e 9 mil anos atrás na China com o processo de sedentarização. No Japão esse período é conhecido como Período Jomon, mas o povo Jomon era um povo semi nômade.
Eles cultivavam algumas coisas, mas dependiam muito da caça e da pesca que era muito abundante. A partir do período Yayoi em que o plantio de arroz toma forma e volume, o processo de sedentarização se intensifica. Isso revolucionou o estilo de vida da população.
Sítio arqueológico Toro Iseki em Shizuoka, província de Shizuoka
As pessoas começam a viver em áreas de planície que comportassem os campos de arroz. Você pode visitar campos de arroz do período Yayoi em sítios arqueológicos como o Itazuke Iseki em Fukuoka, província de Fukuoka, Toro Iseki em Shizuoka, província de Shizuoka e Karako-Kagi em Tawaramoto, província de Nara.
Plantando e colhendo arroz no período Yayoi
Os campos de arroz eram lavrados com enxadas e arado feitos de madeira e os agricultores utilizavam Tageta (田下駄), tamancos de arrozal tradicionais que evitavam que os pés dos agricultores afundasse na lama ao trabalhar nos arrozais.
Tageta, os tamancos do período Yayoi utilizados para o plantio de arroz sem afundar na lama
O campo era semeado com sementes de arroz não descascado e na época da colheita era recolhido com ajuda de Ishibōchō (石庖丁), um instrumento de pedra utilizado para colher o grão sem danificar a planta.
Celeiros Takayuka-sōko (高床倉庫) desenvolvidos no período Yayoi para armazenamento de grãos (arroz)
Depois que o arroz era colhido, os grãos eram armazenados nos Takayuka-sōko (高床倉庫), celeiros elevados semelhantes a palafitas que, por causa de sua altura, mantinha os grãos ventilados e secos, e protegidos contra umidade insetos e inundações.
Tecnologias e religiosidade Yayoi
Os Yayoi trouxeram outras técnicas e tecnologias para o Japão para além da arquitetura e do plantio de arroz. O mais impactante foi a metalurgia. O povo Yayoi forjava objetos de cobre e bronze, especialmente espadas, espelhos e sinos
Lanças feitas com tecnologia de metalurgia trazido ao Japão pelo povo Yayoi
Os sinos dos Yayoi se chama Dōtaku (銅鐸) e eram feitos de bronze e foram amplamente utilizados durante o período, mas eles eram utilizados mais em cerimônias religiosas.
Esses sinos, os Dōtaku são de uma beleza impressionante, cheios de adornos e detalhes que contam muito sobre o plantio de arroz, o que demonstra a centralidade que o grão tinha para aquela sociedade.
Sino Yayoi Dōtaku (銅鐸), uma das obras de metalurgia mais impressionantes do período e da história japonesa
Os Yayoi também tinham sua própria cerâmica que se diferenciava e muito da famosa cerâmica Jomon. A cerâmica era mais simples, mais fina, mais durável e menos artística.
A cerâmica Yayoi foi descoberta por acadêmicos em 1884 no bairro Yayoi em Bunkyo Tokyo, e é por causa disso que o período tem o nome que tem. Assim como o nome do período Jomon está ligado à cerâmica, também é assim com o período Yayoi.
A cerâmica Yayoi era bem diferente da cerâmica Jomon. Além da estética, a cerâmica Yayoi era mais fina, porém mais resistente do que a cerâmica Jomon
Pelo que se sabe sobre o povo Jomon e o povo Yayoi, é de se supor que os Yayoi eram mais religiosos que o povo Jomon. Isso se explica pelo fato de que o clima e a chuva são essenciais para a agricultura, no caso, o arroz.
Festivais e rituais foram criados para agradar as deidades da natureza e se tornaram um aspecto bastante central na vida do povo Yayoi.
Ao que as evidências indicam, o povo Yayoi era mais religioso do que o povo Jomon por causa da agricultura e a necessidade de pedir as deidades da natureza por boa colheita
Gōzoku: uma nova formação política e social
Como todas as civilizações que inciaram seu processo de sedentarização, o Japão começou a ter uma sociedade mais complexa. O cultivo de arroz se tornou intrínseco no arquipélago e as comunidades começaram a crescer.
O processo de sedentarização promoveu o excedente de produção, a noção de riqueza e, inevitavelmente, o aumento significativo da população
A necessidade de aumentar o número de pessoas em uma comunidade estava diretamente ligada com a necessidade de aumentar a eficiência do processo de plantio aumentando a força de trabalho.
Com o aumento no número de pessoas, foi necessário que surgissem figuras de liderança que organizassem essa nova forma de sociedade. Por causa dessa necessidade, surgiu no Japão a primeira classe de governantes, os Gōzoku (“豪族”, clã proeminente).
A criação de uma classe dirigente, os Gōzoku (“豪族”, clã proeminente), foi uma necessidade dada a nova complexidade da formação social que emergiu junto com o processo de sedentarização e aumento da população
Mas não foi só a classe política que surgiu. O processo de sedentarização fez com que pela primeira vez houvesse excedente de alimentos, e com isso, a diferenciação de uma forma de riqueza entre os indivíduos também apareceu.
Você já deve imaginar para onde essa história caminha. Toda a complexidade que a nova forma de viver trouxe levou a confrontos armados entre assentamentos onde os maiores e mais fortes absorviam os menores e mais fracos.
O excedente e a riqueza da terra como água e terra fértil se tornaram objeto de disputa entre os assentamentos Yayoi
A anexação de territórios e assentamentos começaram a formação de pequenos estados ou uma organização social muito parecida com um estado. Os assentamentos são chamados Mura (むら) e os estados primitivos são chamados de Kuni (くに).
Os Kuni do período Yayoi
A historiografia chinesa conta no Hanshu (“漢書” Livro de Han) que por volta do século I d.C, a terra de Wakoku (“倭國”, Nação Wa), nome que os chineses se referiam ao Japão, tinha mais de 100 Kuni, pequenos estados ou reinos.
O reino de Nakoku ficava na região marcada com o ponto inferior dentro do círculo laranja (círculo da direita)
Entre esses pequenos reinos, Kuni, um em particular chamado Nakoku (“奴国”, Província de Na ou Estado de Na) enviou tributos para o Imperador Guangwu em (5 a.C – 57 d.C) no ano 57, mais ou menos na metade da dinastia.
O Imperador Guangwu retribuiu os tributos com um selo de ouro para o rei de Nakoku reconhecendo sua soberania de seu reino. O selo desapareceu e só foi encontrado 1727 anos depois em Shikanoshima, província de Fukuoka, bem próximo ao local onde existiu o reino Nakoku.
Selo dado pelo Imperador Guangwu reconhecendo a soberania do reino de Nakoku. O selo tem 2,2cm de altura, 2,3cm de comprimento e peso de 108,7g
Para entender melhor a evolução dos Mura e Kuni durante o período Yayoi indicamos estudar o sítio arqueológico Yoshinogari Iseki na cidade de Kanzaki, província de Saga. Esse sítio arqueológico é um Mura fortificado cercado por paliçadas e fossos secos.
Esse tipo de fortificação tem o nome de Kangō Shūraku (環濠集落). O sítio de Yoshinogari tem um fosso em formato V com cerca de 6 metros de extensão e profundidade de 3,5 metros, além de torres de vigia Monomi Yagura (物見やぐら) e obstáculos defensivos chamados Sakamogi (逆茂木), pontas afiadas no chão voltadas em direção ao inimigo.
Sítio Arqueológico Yoshinogari Iseki revela a preocupação com a segurança e a beligerância do período Yayoi
Paradoxalmente, a estabilização de fontes de alimentos e seus excedentes em vez de pacificar as pessoas, fizeram com que as comunidades lutassem entre si com mais violência e ferocidade.
Riqueza, ganância e guerra
Esse espírito beligerante que surge após o processo de sedentarização não é uma exclusividade dos japoneses, todos os povos que começaram a ter uma sociedade mais complexa passaram pelo mesmo processo, eles seguem até hoje e provavelmente nunca deixarão de existir.
Os confrontos armados durante o período Yayoi aumentaram significativamente por causa do aumento da população e necessidade de aumentar o controle dos recursos naturais
Mas voltando ao caso japonês no período Yayoi, esse também foi um período de avanços na tecnologia e técnicas militares. Foi nesse período que armaduras começaram a ser produzidas.
Por volta do ano 200 armaduras para a região toráxica feitas de madeira começaram a ser empregadas no campo de batalha bem como grandes escudos de madeira, que apesar de móveis eram fixados no chão no campo de batalha e forneciam proteção ao corpo todo.
O armamento até o ano 200 era rudimentar e feito basicamente com pedra, mas a partir daí começaram a surgir armas feitas de ferro e aço graças a tecnologia da metalurgia que antes era restrita à produção de material cerimonial.
A tecnologia militar do período Yayoi evoluiu rapidamente conforme o aumento dos conflitos entre assentamentos
Esse novo tipo de armamento só começará a ser menos utilizada a partir de 1543 com a introdução da Tanegashima, mosquetes que foram levados por mercadores portugueses e holandeses que transformaram o campo de batalha no Japão.
As razões pelas guerras que aconteceram durante o período Yayoi não foram muito diferentes das guerras que acontecem hoje: recursos naturais como água, terra, arrozais ou para saquear as riquezas do inimigo.
As guerras de pilhagem eram mais comuns em épocas de seca, frio ou de enchentes que desestabilizavam a economia dos Mura ou Kuni e os Gōzoku, a classe política dirigente, encontravam na guerra a única resposta para manter a ordem e a estabilidade dessas comunidades.
Réplica de guerreiro com armadura e arma do período Yayoi
O sítio arqueológico Yoshinogari Iseki revela a natureza violenta do período que passou não só a aumentar a produção de alimentos, mas também aumentar radicalmente a sua população, e consequentemente, a quantidade de pessoas que precisavam ser alimentadas e integradas no novo modo de vida.
Yamatai-koku e a Imperatriz Himiko
Em meados de 220 algo surpreendente aconteceu: o Japão passou a ter uma governante, uma rainha xamã chamada Himiko. Isso é bastante surpreendente porque embora pouco se saiba sobre essa personagem obscura, sua existência é relatada pela historiografia chinesa.
Imperatriz Himiko, a rainha xamã que governou mais de 30 Kuni e liderou o Japão
O reino da rainha xamã tinha sob seu controle cerca de 30 Kuni. Ela foi escolhida como governante após 80 anos de governo regido por homens que foram incapazes de trazer paz e prosperidade para o arquipélago.
Himiko conseguiu pacificar os reinos. Sua autoridade era baseada em seus poderes místicos e ela governava supostamente através de mensagens que ela recebia dos deuses.
Wajinden, o texto chinês que trata sobre Wakoku (Japão)
A rainha nunca saía de seu palácio e nunca casou, a única pessoa com quem ela se encontrava era com seu irmão mais novo que repassava as ordens de Himiko para seus súditos.
A maior parte do que se sabe sobre a rainha xamã Himiko está registrado no Wajinden (“倭人伝”, Tratado Sobre o Povo Wa), uma passagem dentro Gishi (“魏志”, Registros de Wei) no livro Sanguo Zhi (“三國志”, Registro dos Três Reinos).
O reino de Yamatai surgiu mais ou menos no mesmo momento em que a dinastia Han caiu após uma revolta camponesa e a China se dividiu em três grandes reinos: Cao Wei, Shu Han e Wu.
Estátua de rainha Himiko na Kanzaki Station, província Saga
No ano 239, Himiko enviou um embaixador para o reino de Wei e o reino de Wei enviou para a rainha xamã 100 espelhos de bronze e um selo de ouro semelhante ao que o Imperador Guangwu enviou para o rei de Nakoku e a declarou como “amiga de Wei e governante de Wa” (lembrando que os chineses chamavam o Japão de Wakoku).
O mistério da Imperatriz Himiko
Inexistia um sistema de escrita durante o período Yayoi e tudo o que se sabe em termos de registro histórico do reino de Yamatai vem dos escritos chineses sobre a terra que eles chamavam de Wakoku.
Existem duas teorias sobre onde ficava o reino de Yamatai: a teoria de Kyūshū e a teoria de Kinki ou Kinai
O Wajinden também descreve como chegar ao reino através da península coreana, porém, a indicação dos escritos leva diretamente ao oceano Pacífico. Existem duas teorias entre os acadêmicos para essa questão: a teoria de Kyūshū e a teoria de Kinki ou Kinai (sinônimo de Kansai).
A teoria de Kyūshū diz que os registros no Wajinden erraram na distância do reino, e a teoria de Kinki é que foi um erro de direção. A teoria de Kinki, se correta, sugere que o reino de Yamatai tem conexões com o vindouro reino Yamato.
A teoria de Kyūshū tem em seu favor o sítio arqueológico Yoshinogari Iseki. Há um problema, no entanto, quanto a data. O assentamento de Yoshinogari é anterior ao reino de Yamatai em um ou dois séculos.
A teoria de Kyūshū enfrenta um problema temporal sobre o reinado da rainha xamã Himiko
A teoria de Kinki é considerada a mais provável por causa de evidências arqueológicas. Uma delas é as ruínas de Makimuko em Sakurai, província de Nara, local em que se acredita ter sido ou capital ou o centro cerimonial do reino de Yamatai, um assentamento que existiu no mesmo período em que Himiko foi a governante do país.
A outra evidência arqueológica é o Hashihaka Kofun (箸墓古墳) também em Sakurai, província de Nara, o primeiro grande mausoléu do Japão e que possivelmente é o mausoléu da rainha xamã Himiko.
Oficialmente, o Hashihaka Kofun é o túmulo da princesa Yamato-toshi-momoso-hime, lendária princesa real descrita no Nihon Shoki e filha do sétimo Imperador do Japão, Korei-tennō.
Hashihaka Kofun, local em que se acreditar ser o mausoléu da rainha xamã Himiko. O local fica muito próximo as ruínas de Makimuko em Sakurai, província de Nara
De acordo com o Nihon Shoki, Yamato-toshi-momoso-hime era casada com Ōmononushi-no-Kami, deidade da construção da nação, agricultura, negócios, medicina, fabricação de cerveja e navegação.
Ōmononushi-no-Kami só visitava sua esposa durante a escuridão da noite. Yamato-toshi-momoso-hime então implorou para que ele a visitasse durante a luz do dia.
Ōmononushi-no-Kami então se materializou em uma serpente dentro do estojo de pentear de Yamato-toshi-momoso-hime. A princesa gritou assustada e Ōmononushi-no-Kami fugiu constrangido para as montanhas.
Ilustração da princesa Yamato-toshi-momoso-hime de Totoya Hokkei (1781–1850). Há especulações de que a princesa mítica citada no Nihon Shoki seja a rainha xamã Himiko
A mitologia conta que a princesa arrependida com a situação começou a chorar e sentou em um par de hashi que perfurou suas partes íntimas e causou sua morte, daí Hashihaka (Hashi = par de madeira para comer, e Haka = cova).
A questão é que muitos acreditam que a rainha xamã Himiko e a princesa Yamato-toshi-momoso-hime eram a mesma pessoa. Há também a teoria de que Himiko foi a lendária Imperatriz Jingū que derrotou o reino de Silla (Shiragai) na península coreana.
Himiko, na verdade, talvez nem seja o nome da rainha xamã, afinal, seu único registro está nos escritos chineses. Há quem defenda que Himiko significa na verdade sacerdotisa do Sol (“日” Hi = Sol e “巫女” Miko = sacerdotisa).
Ilustração da Imperatriz Jingū de Tsukioka Yoshitoshi (1839 – 1892). Há também a especulação de que a lendaária Imperatriz Jingū e a rainha xamã Himiko fossem a mesma pessoa
Há também a possibilidade de que Himiko seja a variação da palavra Himeko (姫子) que também quer dizer princesa ou criança real, filhinha que é princesa.
O mistério permanece, mas após a morte de Himiko, quem assumiu o reino de Yamatai foi Iyo, que também era uma rainha xamã. Iyo teria enviado tributos ao Imperador da dinastia Jin, mas as menções de Wakoku na historiografia chinesa simplesmente desapareceu nesse período.
Enquanto o reino de Yamatai entrava em seu ocaso, o Reino de Yamato em Nara começou a ascender e formar a história do Japão tal qual conhecemos hoje.
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