Mensagens no Japão foi moldada pela cultura dos emojis

Mensagens no Japão foi moldada pelos emojis

Veja como os emojis inventados pelos japoneses moldaram como a juventude manda mensagens no Japão e sua influência.

A cultura dos emojis surgiu, floresceu no Japão e virou fenômeno global. Elas se tornaram importantes para comunicação e envio de mensagens no Japão e fora.

Mensagens no Japão são uma das principais formas de comunicação

Tudo surgiu quando a empresa NTT Docomo lançou um pack de 26 emojis básicos em 1999.

Emojis clássicos DOCOMO

Depois daquilo ocorreu uma mudança significativa na comunicação das pessoas com muita gente comprando celulares na época do keitora, a cultura dos telefones celulares no Japão.

Escrever textos não era mais necessário para se expressar com a possibilidade daqueles emojis disponíveis, que podiam ser combinados ou ressignificados.

Esse modo de comunicação permanece até hoje nas redes sociais. Responder com um emoji é muito mais fácil e prático.

Muitas vezes, ele quebra o gelo da comunicação inicial e dá empatia. Mas, dependendo da cultura isso muda. Por exemplo, no Japão como você lerá neste artigo.

Recentemente, a empresa NTT Docomo que os lançou anunciou que não disponibilizará mais os clássicos. Terminando um ciclo, mas que influenciou muito os jovens das gerações atuais.

No Japão estes primeiros emojis revolucionaram como as pessoas mandam mensagens e logo se espalharam pelo mundo.

Na época fizeram tanto sucesso, que as pessoas trocavam de operadora só para ter acesso aos emojis no Japão.

No entanto, as coisas mudaram e apesar da importância e por ter feito história, estes emojis clássicos passaram a ser trocados em decorrência da adesão ao LINE e outros aplicativos de mensagens concorrentes.

Passaram a não ser mais exclusividade da Docomo. Aliás, LINE se especializou em criar milhares de emojis e stickers que facilitam ou deixam a comunicação divertida.

Faz parcerias com marcas para dar figurinhas a seus usuários, tendo criado um império em torno disso.

Além disso, o Google lançou seu pack padrão conhecido e usado pela maioria até os dias de hoje. Os das carinhas amarelas dando lugar aos ícones usando caracteres da Docomo.

Emojis padrão usados nos dias de hoje

O estilo clássico ficou ultrapassado e por isso a empresa japonesa chegou a conclusão de que seus originais já cumpriram sua missão.

Emojis usados para comunicação formal

O interessante é que eles são usados pelos grupos mais novos para falar com superiores de forma polida. Enquanto em suas conversas casuais não tendem a usar emojis. Ao contrário do ocidente, que usam imagens gráficas em comunicação informal e descontraída.

O uso dos emojis para mandar mensagens no Japão com superiores fez as empresas elaborarem manuais para que a comunicação não seja considerada seca ou rude.

Isso porque eles simplificam a linguagem, mas quando falam com amigos elaboram mais suas mensagens sendo mais pessoal.

Como jovens se comunicam no Japão

Jovens se comunicam através de LINE e redes sociais

Atualmente os jovens se engajam em muitas mídias alternando entre smartphone, internet com redes sociais, televisão digital e consoles de games aonde é possível conversar.

A geração Z usa as redes sociais como fonte de informações com muito uso do YouTube, Instagram, LINE, X e TikTok.

As interações são complexas e feitas mutuamente de forma online e offline através das redes sociais misturando os dois.

A maioria dos acessos na internet é feita pelo celular, além de ver televisão, tirar fotos, ouvir músicas, jogar. Ou seja, fazem tudo com seus celulares.

Oyayubibunka

Oyayubibunka, jovens que usam seus dedões para mexer no celular e sua hiperconectividade

Isso fez com que surgisse um termo para descrever essa geração conectada com seus celulares chamada oyayubibunka (cultura do dedão). Afinal, como se usa o celular usando apenas o dedão fica característico.

Eles sabem usar seus celulares sem sequer olhar e preferem se comunicar por texto do que falar. Seus aparelhos são chamados de ke-tai.

Além disso, ficam em um estado de conectividade total e constante. No entanto, ficam conectados, mas nem sempre se comunicam.

As amizades digitais são nutridas com respostas rápidas sem muita reflexão com superficialidade. Aliás, esse tem sido um fenômeno mundial.

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