O Bonsai é uma das primeiras expressões artísticas japonesas a se popularizar a nível mundial.
Embora seja originalmente chinesa, a arte ganhou fama pelo desenvolvimento dentro do Japão – muito por conta de sua geografia.
Os ideogramas da palavra Bonsai são “盆栽”. O primeiro kanji “盆, Bon” significa tigela, prato ou vaso cortado.
Já o segundo kanji “栽, Sai” significa árvore ou outra planta em crescimento que é plantada.

Como o país representa cerca e 4% do território da China continental, houve muitos limites na forma de reproduzir a natureza em um vasilhame.
Isso fez com que outras formas criativas surgissem refletindo os valores, a cultura, a tradição e a espiritualidade japonesa
O termo Bonsai significa “árvore plantada em recipiente raso”, mas é mais do que isso.
Uma árvore Bonsai é uma réplica da natureza feito de forma que intervenção humana seja o menos perceptível possível.
Também é necessário que as árvores tenham detalhes suficientes para indicar que já é uma árvore plenamente crescida, embora não seja essencial que todos os detalhes sejam exatamente iguais a de uma árvore comum.

Cultivados pela aristocracia, classe guerreira e por monges zen mais proeminentemente a partir do período Kamakura (1185 – 1333), as árvores Bonsai se tornaram um símbolo do Japão mundo afora.
Origem do Bonsai
A ideia de replicar a natureza começou baseado no Wu Xing (“五行”, Teoria dos Cinco Elementos).
Teóricos e estudiosos da época – meados do século III a.C – acreditavam que recriar a natureza daria acesso a poderes mágicos da própria natureza.

Apesar de começar com miniaturas, se partia do pressuposto que quanto maior e mais próximo da realidade a natureza fosse recriada, maiores seriam os poderes mágicos obtidos.
O conceito foi sendo transformado ao longo dos séculos durante a dinastia Han (206 a.C – 220 d.C).
Neste período foram criadas as Rotas da Seda (entre elas a Rota dos Incensos que ligava a Índia ao Oriente Médio e ao norte da África.
Com o comércio com nações vizinhas, uma nova forma de recriar a natureza ficou popularizada em incensários.

Os objetos eram chamados de Penjing – a partir do século XVII – ou Pun-sai (“盆景” ou “盆栽”) remontavam montanhas acima do mar em um recipiente feito de bronze, cerâmica ou bronze dourado em referência a morada dos Imortais, uma crença popular sobre as míticas e abençoada terra dos deuses.
O primeiro Bonsai da história
A primeira evidência histórica do que posteriormente veio a ser denominado como Bonsai no Japão é datada do ano 704 no mausoléu do príncipe herdeiro Zhanghuai da dinastia Tang.

No túmulo há pinturas de duas mulheres oferecendo o que na época era descrito como Pun Wan – basicamente Bonsais que apesar de estar em um estado avançado, ainda estava em processo de maturação em termos de arte.
Uma das ideias que fizeram com que os primeiros Bonsais (pun wan) fossem considerados sagrados foi sua inutilidade para o mundo real em oposição a árvores normais, essas poderiam ser transformadas em outra coisa como uma mesa ou cadeira, portanto, árvores profanas.

Acredita-se que os primeiros pun wan tivessem formatos inspirados em posições de yoga em uma tentativa de tentar dar fluidez e vitalidade.
Mas, essa inspiração foi transformada ao longo dos séculos, especialmente quando a arte começou a ser desenvolvida no Japão.
O Bonsai no Japão
O Bonsai chegou ao Japão durante o período Heian (794 – 1185), e originalmente era um presente (souvenirs) de natureza religiosa.
Tornou-se popular entre a aristocracia, classe guerreira e monges budistas a partir do período Kamakura e período Muromachi (1336 – 1573).

Durante esse período, o Bonsai era chamado de Hachinoki (“鉢木”, árvore em vaso) ou Hachi Eu (“鉢植”, vaso de plantas) e recriavam paisagens chamadas de Bonsan (盆山) com colinas e rios utilizando pedras.
A partir do período Edo (1603 – 1868) começou uma nova era de desenvolvimento artístico do Bonsai motivada principalmente pelo período de paz que permitiu ao Japão ao inovações sociais, econômicas, artísticas, jurídicas, educacionais e mais.

Popularização do Bonsai no Japão
Como dito acima, o período Edo inaugurou um período de paz sem precedente no Japão. Isso possibilitou avanços surpreendentes como a alfabetização de parte significativa da população em uma era feudal.
Ainda que, nem todas as pessoas fossem suficientemente letradas eram capazes de ler por si mesmas as determinações das autoridades.
Com o desenvolvimento das capacidades da sociedade civil, o Bonsai rompeu as barreiras das castas e chegaram as classes populares.

O acesso das pessoas comuns aos jardins de templos e santuários, além dos funcionários que mantinham os quintais dos samurais espalhou a cultura.
Independente da origem de quem possuía um Bonsai, esse objeto possuía um grande valor sentimental, espiritual e estético.
Mesmo que o indivíduo perdesse todas suas posses e bens, ainda assim relutava até o fim antes de se desfazerem de seus Bonsais.

Bonsai, budismo e filosofia
Junto com a transmissão da doutrina budista da China vieram os primeiros Bonsais. Nos monastérios japoneses, o cultivo dessas árvores em jardins miniatura eram parte do curriculum, mas com menor destaque e importância.
Mas com o passar dos anos, o cultivo do Bonsai se tornou muito importante dentro das escolas budistas por enfatizar a persistência e a contemplação em silêncio, uma espécie de meditação ativa.

De uma forma inusitada, o Bonsai que foi tão importante para o budismo Zen, ajudou a difundir uma prática meditativa no sentido de foco em uma atividade em que o indivíduo está plenamente entregue a ela
A estética Wabi-sabi (侘寂) também foi profundamente introjetada no fazer do Bonsai no Japão.
Características de um bom bonsai
Para os mestres da arte, um bom Bonsai além de não buscar a perfeição simétrica, deve revelar o mínimo possível de intervenção humana.
A beleza da imperfeição natural que dá razão a própria noção de perfeição deve ser perseguida.
A assimetria é o objetivo, por isso, galhos com formas não naturais devem ser removidos completamente e as cicatrizes devem ter aparência natural.

Direções de um bom cultivador
As principais direções que um cultivador de Bonsai deve seguir: o budismo zen, isto é, criar um movimento que transcenda o significado de uma existência através da paciência e do auto controle.
Além disso seguir a concepção Wabi-sabi, isto é, a aceitação das muitas imperfeições da vida através do silêncio, da solitude e da inabalável apreciação da decadência do mundo ao redor pela ação do tempo.
Bonsai na cerimônia do chá
Durante um tradicional Sadō ou Chadō (“茶道”, caminho do chá), também chamado de Chanoyu (“茶の湯”, água quente para chá), a cerimônia do chá, o Bonsai compõe parte fundamental para a completude do ritual.

As nuances da cerimônia do chá são tão vastas quanto a literatura acerca do tema. Partindo do pressuposto de que a cerimônia do chá é um movimento contínuo que reflete como um espelho o mundo exterior para o mundo interior.
Todo o cenário composto pelo mestre ou pela mestra de cerimônia do chá tem uma razão de ser e de estar onde está. Todos esses elementos criam uma amálgama que transcende os reinos filosóficos e estéticos individuais.

Dentro dessa simbiose do ritual, o papel do Bonsai como extensão do chá é ser o símbolo que representa a atitude dos japoneses em relação a vida e a natureza, reforçando o conceito de harmonia e equilíbrio e convidando os participantes a um estado mental meditativo e pacífico.
Bonsais Shohaku e Zoki
Essencialmente há dois tipos de árvores cultivadas em Bonsais. As árvores Shohaku (“松柏门”, coníferas) são Bonsais que mantém suas folhas sempre verdes escuras.
As principais espécies cultivadas do tipo Shohaku são o matsu (“松”, pinheiro) e o shimpaku (“杜松”, juniperus).

Árvores bonsai Zoki
Já as árvores Zoki (“雑木”, caducifólia) são Bonsais que mudam sua folhagem de acordo com as estações do ano, elas podem florescer ou até mesmo dar frutos.
Suas principais representantes são o momiji (“紅葉”, acer) e kaede (“楓”, bordo japonês).

Formatos de Bonsai
Há uma grande variedade de formatos de Bonsai possíveis, tudo dependerá da criatividade do artista e de sua visão pessoal, assim sendo, o formato não precisa necessariamente seguir um padrão pré-definido.
Contudo, há algumas formas básicas que devem ser mencionadas para melhor compreensão da extensão das possibilidades dentro da cultura Bonsai. Confira 15 formas de bonsai:
1) Hokidachi
O estilo Hokidachi (箒立ち) de Bonsai se caracteriza por sua semelhança a uma vassoura de palha.
O tronco é único, reto e com galhos que representam 1/3 e se ramificam por todas as direções formando uma espécie de bola. As mudas de zelkova são mais indicadas para esse tipo de Bonsai.

2) Chokkan
O formato Chokkan (直幹) é considerado o mais comum entre os Bonsais. O tronco das árvores (geralmente espécies que são expostas a uma grande quantidade de luz solar) tem um formato ereto e cônico, isto é, mais grosso na base e afinando no topo.

Os galhos devem começar a 1/4 do tamanho do Bonsai e seu topo não pode ser o tronco, é necessário que o topo seja exclusivamente por seus galhos.
As mudas mais indicadas para esse tipo de Bonsai são o cedro, pinheiro negro, cipreste e juniperus.
3) Moyogi
O estilo Moyogi (模様木) são árvores de Bonsai em um formato “S”, e tal como no formato Chokkan, o tronco Moyogi também deve se afilar.
Seus galhos devem surgir junto as curvas da árvore. Com exceção das árvores retas, todas as mudas são aptas para os Bonsais Moyogi.

4) Shakan
A forma Shakan (斜幹) são árvores que devem ser cultivas com luminosidade parcial para que o tronco cresça buscando a luz do sol, fazendo com que o tronco desse formato de Bonsai se desenvolva em uma inclinação entre 60° a 80°.

Há um desenvolvimento desequilibrado das raízes, algo que deve ser objeto de atenção de seu cultivador.
O primeiro galho deve nascer na direção oposta a inclinação do tronco – que pode ser completamente reto, com ligeiras curvas, mas com a lógica de afilamento.
Entre as muitas espécies propícias para o cultivo do Bonsai Shakan, se destacam o pinheiro negro, pinheiro vermelho, pinheiro abeto jezo, cedro, juniperus e cipreste.
5) Kengai
O estilo Kengai (懸崖) são Bonsais em formato de cascata, isto é, árvores que crescem para baixo.
São de difícil reprodução pois são encontradas na natureza em penhascos e afetadas pela queda de rochas ou pelo peso da neve.
É consideravelmente difícil cultivar um Bonsai Kengai, afinal, o curso natural de qualquer árvore é a busca pelo Sol, portanto, para cima. Para esse tipo de formato, o Bonsai deve ser cultivado em um vaso alto.

O tronco deve crescer um pouco para cima, mas logo depois deve ser dobrado para baixo.
O primeiro ramo de galhos nasce na parte superior do tronco, os demais devem nascer alternando entre esquerda e direita, sempre na direção horizontal.
As mudas mais indicadas para esse tipo de Bonsai são o pinheiro branco, juniperus, azaleia, maple, bordo japonês e sândalo vermelho.
6) Han Kengai
A forma Han Kengai (半懸崖) se assemelha ao estilo Kengai. As árvores desse estilo costumam ser encontradas na natureza, além de penhascos e regiões acidentadas, nas margens de rios e lagos.

A grande diferença entre os dois formatos é que o Han Kengai não cresce para a parte inferior do vaso.
A copa deve preferencialmente ficar na parte onde a árvore fará a inclinação para baixo e os outros galhos abaixo da linha do vaso.
As recomendações de mudas para o estilo Han Kengai são as mesmas do Kengai: pinheiro branco, juniperus, azaleia, maple, bordo japonês e sândalo vermelho.
7) Bunjingi
O estilo Bunjingi (文人木) de Bonsai são típicos de árvores de encontradas em matas e florestas onde a competição por luz e nutrientes é enorme.
Comuns em cultivo de pratos ou vasos redondos, são árvores que crescem sem ramificações e de forma sinuosa.

Dois detalhes são fundamentais nos Bonsais Bunjingi: os galhos só crescem no topo do tronco onde recebem os raios solares e tem galhos e até mesmo o tronco descascados demonstrando a força e resiliência da árvore na luta pela sobrevivência.
As recomendações de mudas para o Bonsais do estilo Bunjingi são o pinheiro vermelho japonês, pinheiro negro, ameixeira, juniperus e teixo-japonês.
8) Fukinagashi
A forma Fukinagashi (吹き流し) de Bonsai árvores que crescem de forma irregular.
Fukinagashi significa “varrido pelo vento”, isso significa que seu tronco é curvado como se o vento o tivesse moldado.

São árvores que demonstram suas capacidades de resiliência as adversidades e a sobrevivência.
Enquanto o tronco parece ser levado pelo vento para um lado, os galhos desse Bonsai crescem na direção oposta.
Com exceção das árvores retas, todas as mudas são aptas para os Bonsais incluindo pinheiros e teixo-japonês.
9) Sokan
Os Bonsais Sokan (双幹) são aqueles que possuem tronco duplo. Embora comuns na natureza, o cultivo desse formato é mais incomum.
O estilo Sokan pode fazer surgir os dois troncos diretamente da raiz ou o segundo tronco se desenvolva a partir do primeiro.

O tronco principal é naturalmente maior e mais grosso, tende a crescer mais verticalmente.
O segundo tronco, menor e mais fino costuma crescer inclinado. Porém, há diversas possibilidades do desenvolvimento dos troncos, inclusive, relativamente simétricos.
Entre as mudas possíveis para os Bonsais Sokan se destacam o pinheiro, ameixeira, maple, bordo japonês, caquizeiro, cedro e cipreste.
10) Kabudachi
Semelhante ao estilo Sokan, o Kabudachi (株立ち) são Bonsais de múltiplos troncos (pelo menos 3) formando uma só árvore, portanto, partindo necessariamente da raiz.
O cultivador do formato Kabudachi deve eleger um tronco para ser o principal, portanto, o maior.

Também é importante que os troncos não se cruzem nem se sobreponham para que a forma do Bonsai seja a mais harmônica possível.
As mudas mais recomendadas para Bonsais Kabudachi são gardênia, marmeleiro do Japão, ameixeira e ginkgo biloba (nogueira do Japão).
11) Yose Ue
O formato Yose Ue (寄せ植え) é relativamente parecida com o estilo Kabudachi, contudo, em vez de muitos troncos partindo da mesma raiz, portanto, sendo a mesma árvore, o estilo Yose Ue são Bonsais que simulam uma floresta.
Há muitas formas criativas de cultivo, uma das mais famosas cria uma “coroa” triangular com as árvores, ou seja, árvores que começam menores nas extremidades e vão aumentando de tamanho até chegar ao meio do vasilhame.

O cenário dependerá muito da referência do artista, mas os troncos são necessariamente finos e irregulares para reproduzir de forma mais fiel possível o ambiente de uma floresta.
O estilo Yose Ue é considerado um dos mais difíceis de serem cultivados, reproduzido e harmonizado.
As mudas mais indicadas para o cultivo de Bonsais Yose Ue são o fagus (faia), himeshara (stewartia monadelpha), árvore-de-cera (toxicodendron succedaneum), cedro, cipreste e pinheiro.
12) Sekijoju
Os Bonsais Sekijoju (石上樹) são aqueles que tem suas raízes crescem agarrados a uma rocha, mas firmes no solo e expostas.
Na natureza são árvores que, na maioria dos casos, têm as raízes expostas por causa da erosão do solo ao longo dos anos.

É um Bonsai difícil de cultivar. É preciso escolher uma pedra (e não pode ser artificial), amarrar as raízes da árvore com um barbante para fixá-las na rocha e colocá-la em um vasilhame grande o suficiente para que a planta se desenvolva.
Para Bonsais Sekijoju são recomendadas o pinheiro branco, pinheiro negro, pinheiro vermelho, ameixeira, azaleia, maple e cipreste.
13) Ishisuki
Semelhante ao estilo Sekijoju, os Bonsais Ishisuki, Ishitsuki ou Ishizuki (石付き) são árvores que também crescem agarradas a rochas, porém, suas raízes chegam ao solo através das fendas da rocha. Isso muda radicalmente o tamanho que a planta terá.

Enquanto os Bonsais Sekijoju tendem serem plantas com troncos exuberantes, os Bonsais Ishisuki são menores e com menos ramificações e galhos por causa da quantidade de nutrientes que essas árvores podem absorver do solo.
Para Bonsais Ishisuki são recomendadas as mesmas mudas que os do estilo Sekijoju: pinheiro branco, pinheiro negro, pinheiro vermelho, ameixeira, azaleia, maple e cipreste.
14) Ikadabuki
Bonsais Ikadabuki (根連なり) tem esse nome por se assemelharem a uma balsa, isto é, uma árvore que tombou e que acabou se tornando a raiz de seus ramos que acabam se desenvolvendo em árvores individuais, mas conectadas pela mesma “raiz”.

As mudas recomendas para Bonsais de estilo Ikadabuki são o pinheiro branco japonês e as azaleias satsuki.
15) Sharimiki
O estilo de Bonsais Sharimiki (蟠幹) são caracterizados por terem partes de seu tronco sem cascas e esbranquiçados.
São árvores que na maioria das vezes é cultivada para crescer de forma de uma serpente.

Por causa da sua forma sinuosa e partes do tronco sem cascas, também são conhecidos como Bonsais Tanishi (タコ作り) por sua forma encaracolada.
As mudas mais indicadas para os Bonsais Sharimiki são o pinheiro negro, juniperus e teixo-japonês.
Classificação de Bonsai por tamanho
Embora o objetivo de cultivo de Bonsai seja replicar a natureza em menor escala, o estado da arte caminha mais para o lado abstrato do que para a recriação de uma paisagem da forma mais precisa possível.

Por isso, existe uma classificação para o tamanho dos Bonsais, principalmente para nível de disputa, mas que ajudam a compreender a estética e os aspectos da arte. Confira a classificação em ordem crescente:
- Keshitsubo: entre 3cm a 8cm (1” a 3″);
- Shito: entre 5cm a 10cm (2” a 4″);
- Mame: entre 5cm a 15cm (2” a 6″);
- Shohin: entre 13cm a 20cm (5” a 8″);
- Komono: entre 15cm a 20cm (6” a 10″);
- Katade-mochi: entre 25cm a 46cm (10” a 18″);
- Chumono ou Chiu: entre 41cm a 91cm (16” a 36″);
- Omono ou Dai: entre 76cm a 122cm (30” a 48″);
- Hachi-uye: entre 102cm a 152cm (40” a 60″);
- Imperial: entre 152cm a 203cm (60” a 80″).
Lojas especializadas em Bonsais
Durante o período Meiji (1868 – 1912) começou a cultura das lojas especializadas em Bonsais, as chamadas Bonsai-en.
Esses estabelecimentos comerciais eram dirigidos por jardineiros especializados que atendiam a casa de políticos e empresários.

Após o Grande Terremoto de Kanto em 1923, esses comércios se transferiram coletivamente para Saitama no bairro conhecido como Ōmiya Bonsaimura (Vila Bonsai Ōmiya). Pouco tempo depois esse tipo de comércios se espalhou para o Japão.
Popularidade do Bonsai no mundo
Hoje em dia, é comum encontrar as lojas Bonsai-en em todos os continentes dado o nível de popularização que a arte do cultivo do Bonsai teve no mundo.
Embora os primeiros contatos entre os Bonsais e o mundo ocidental só tenha acontecido em 1604, as primeiras descrições dos espanhóis na Europa causou alvoroço e a curiosidade da aristocracia.

Mas, foi a partir do século XIX que os Bonsais se tornaram uma verdadeira febre nas potências ocidentais com artigos, revistas e livros sobre o tema.
A proporção de aficionados por Bonsais no mundo se tornou algo surpreendente.
Quando a 8ª edição da World Bonsai Convention foi realizada na capital da província de Saitama, mais de 45 mil pessoas de cerca de 40 países compareceram ao evento.
No portal da World Bonsai Friendship Federation é verdadeiramente impressionante a quantidade de eventos no mundo sobre Bonsai (inclusive no Brasil), para além das associações regionais.


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