Evaporados da sociedade japonesa conhecidos como johatsu
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Johatsu: evaporados da sociedade

Johatsu é um termo usado no Japão para as pessoas que optam por evaporar de seus meios de um dia para o outro. Saiba mais.

Johatsu é um termo usado para pessoas que somem de seus convívios familiares, de trabalho e estudo como se tivessem evaporado deixando poucas ou nenhuma pista. São diferentes dos desaparecidos.

Tabu

É um fenômeno pouco discutido dentro da sociedade, não tratado pelo governo como problema social e um tabu causando desconforto e sendo evitado.

Continue lendo e saiba mais sobre este aspecto que reflete as consequências de normas e mentalidade de uma sociedade baseada em valores coletivos.

Mas não só, sendo intrínseco e com causas mais profundas indo de pressões ao papel de homem e mulher, cultura de trabalho e pacto de silêncio para manter a harmonia e as aparências.

Johatsu – os evaporados do Japão

Johatsu, evaporados da sociedade japonesa

Johatsu é uma palavra informal para este fenômeno e significa evaporados de forma literal. Ela é usada, pois nos casos destas pessoas que somem de seus convívios, o fazem de um dia para o outro sem dar pistas ou sinais.

No período feudal era comum pessoas irem a águas termais onde há vapor e lá decidiam se acabavam com sua vida ali ou recomeçavam em outro lugar.

Em épocas mais distantes era comum a lenda kamikushi quando dizia-se que uma pessoa tinha sido sequestrada pelos deuses.

Não são considerados desaparecidos

São diferentes dos desaparecidos, pois não são procurados pela polícia ou classificados como tal de forma legal ou governamental não havendo indícios de crimes ou suicídio.

Protegidos pela lei de privacidade

Os johatsu são pessoas que decidiram se demitir de sua identidade original por uma série de problemas sem aparente solução no modo de pensar japonês.

Eles são protegidos pela lei de privacidade de informações pessoais mesmo após suas mortes, vigente no Japão para evitar abuso de autoridades e perseguições militares.

Por vontade própria

Eles evaporam por vontade própria deixando familiares, clientes e amigos com dúvidas, que comumente ficam sem respostas, deixando seus afetos presos no tempo.

No entanto, em alguns casos, optam por fazer johatsu famílias inteiras sumindo de suas comunidades.

Abaixo veremos as causas mais comuns de quem optar por evaporar e ao final alguns aspectos da sociedade convergindo para elas decidirem esta ação radical.

Problemas familiares

Relações familiares não são fáceis por si. No Japão, existem fatores que agravam os conflitos entre mãe, pai, irmãos, tios e avós.

Basicamente a hierarquia é patriarcal. O homem deve prover dinheiro e trabalhar ficando em uma empresa por muitos anos. A mulher deve cuidar da casa e dos filhos.

Os filhos devem obedecer incondicionalmente, estudar, passar nos exames, conseguir uma colocação no mercado de trabalho e se prover quando chegar a hora. Dificilmente escolherá os seus caminhos profissionais.

Os avós não desejam ser um fardo para suas famílias, mas a responsabilidade de cuidados fica com os filhos causando um impasse quando estes não conseguem seguir normalmente com suas vidas.

Papeis e pacto de silêncio

Cada papel deve ser cumprido, mas quando existem conflitos, estes não podem ser resolvidos com conversa. Então, pais, mães, filhos ou avós optam por se afastar de seus problemas.

Um marido que não deseja mais ser casado com sua esposa pode sentir vergonha de pedir o divórcio, por exemplo, pela sensação de fracasso de um relacionamento ou mesmo desistência.

Um filho pode não querer tocar os negócios da família, ter falhado em exames escolares ou apenas não aguenta a pressão de conseguir um bom emprego considerado decente pela sua família.

Uma filha que se sente pressionada pela mãe a seguir uma carreira que ela não deseja. Uma filha que sofre abuso psicológico sobre a obrigação do seu papel na sociedade para casar antes dos 25 anos e ter filhos. São muitos os exemplos.

Perda de emprego

A perda de emprego é um causador, já que a cultura de trabalho gira em torno de um funcionário ficar sua vida toda em uma empresa. Quando ele é demitido isso causa vergonha extrema.

A perda de emprego e a possibilidade de uma recolocação com salário menor é igualmente vergonhoso.

Este é um dos motivos de famílias inteiras optarem por fazer johatsu. Por exemplo, uma família respeitada em sua comunidade que será rebaixada economicamente opta por evaporar de sua antiga casa sem avisar vizinhos.

Violência doméstica

A primeira lei de violência doméstica apenas surgiu em 2001. Ainda assim ela é pouco eficiente deixando uma brecha para maridos vingativos. Se o homem for preso a detenção é de no máximo 2 anos. Muitos saem da prisão e voltam a infernizar suas ex-esposas.

Quando há filhos envolvidos ou avós o caso é mais preocupante. Por isso, Johatsu é um método para sair de rotinas de agressão.

Não existe proteção policial e os casos de denúncia ficam sem solução. Muitas vezes, a esposa faz a denúncia e tem que voltar para casa para o agressor.

Dívidas

Se chegou a um patamar de vida e houver problemas financeiros, famílias tendem a se endividar com bancos e instituições financeiras para conseguir manter o padrão estabelecido.

Assim como podem abrir negócios, mas dar errado. Uma pessoa pode se viciar em jogos também e pedir empréstimos a máfia ou agiotas.

Escapar de cultos religiosos

O escândalo da Igreja da Unificação no Japão trouxe à tona casos de pessoas que tem suas mentes sequestradas por cultos religiosos.

Muitas vezes, eles não sabem como escapar. Assim como tem gente que deseja escapar de familiares fanáticos religiosos.

Escapar de perseguidores

Pessoas que não sabem ouvir não e perseguidores obcecados são um problema no Japão sem aparente solução.

Pessoas no Japão optam por desaparecer e recomeçar em outros locais abandonando família e comunidades

Um empregador abusivo

Uma vida inteira corporativa leva a casos de abuso psicológico em ambientes tóxicos. Empregos chamado Burakku também são um dos motivos de johatsu.

Falta de pertencimento ou identificação com a vida atual

A vida conduzida de acordo com vontades de pais e mães ou mesmo escolhas erradas levam pessoas a não se identificarem com suas vidas, amigos e empregos.

Melhor evaporar do que morrer

Pessoas que evaporam na sociedade japonesa são chamadas de johatsu, pois somem sem deixar pistas.

Em sociedades ocidentais muitos destes problemas listados são facilmente resolvidos pela flexibilidade mental e diferenciação entre mundo interno e externo. Se não gosta do trabalho é só buscar uma recolocação.

É comum trocar de emprego buscando salários maiores ou trocar de profissão e recomeçar sem sentimentos de vergonha no ocidente.

Pressão social no Japão é grande gerando problemas que parecem não ter solução
Pressão social no Japão é grande gerando problemas que parecem não ter solução

Em países ocidentais divórcios são bem comuns e troca de marido/esposa também. Quando não se gosta de algo, existe a conversa ou comunicação de falar sobre o incômodo preservando sua individualidade e o seu mundo interno em sociedades ocidentais.

Já no Japão é diferente quando interior (uchi) e o exterior (soto) se misturam. O mundo interno é regido pelo externo e vice-versa.

Todo mundo observa e vigia o outro, digamos assim. Olhos invisíveis pairam sobre todo mundo e a sensação é de ser visto o tempo todo.

A sociedade japonesa é mais complexa com muitas regras sociais e regem não só as aparências, mas os indivíduos.

Vergonha e humilhação

Muitos evocam sentimentos de vergonha e humilhação que tornam a vida insuportável com senso de honra ferido.

Então, o pensamento é em vez de cometer suicídio, estas pessoas optam por evaporar.

Segundo relato do jornalista Jake Adelstein contou para a France 24 (o mesmo da série Tokyo Vice), melhor evaporar do que morrer. Este é o pensamento de muitos.

Aliás, Adelstein fez uma série de podcast sobre o tema com co-host da modelo Shoko Plambeck chamado Evaporated: Gone With The Gods (Evaporados: Sumido com os Deuses) com a Sony Music e a Campside Media.

Ele conta sua própria experiência de johatsu no Japão onde vive há mais de 30 anos quando seu contador de confiança sumiu e aborda o tema. Programa disponível em inglês.

O sociologista Hiroki Nakamori completa em explicação para o programa Undercover Asia, o motivo nem sempre é óbvio, estas pessoas desejam apenas desaparecer e assim o fazem.

Ichi-nin-mae

Ichi-nin-mae é uma filosofia regendo a vida. De acordo com o preceito uma pessoa deve ser capaz de lidar com suas coisas e seus problemas. Portanto, pedir ajuda não é visto como bom.

Então, abandonar a vida fracassada em vez de pedir ajuda é uma solução.

Honne e tatemae

Assuntos pessoais e vontades não são discutidos de forma ampla e democrática sendo esmagados pelo honne e tatemae.

As pessoas não colocam suas vontades em evidência buscando a harmonia familiar e da sociedade.

Por isso, falar o que se pensa é considerado rude se for causar desarmonia, tanto dentro de casa, quanto fora de casa. Então, se esconde o verdadeiro sentimento.

Portanto, as relações são seguidas pelo silêncio e sendo repressivo.

Sekentei

Sekentei é sobre manter as aparências. Algo muito valorizado. Uma família deve ser perfeita dentro do que é esperado quanto a composição, modo de vida e ichi-nin-mae.

Como vivem os johatsu

Com vergonha de pedir ajuda, são elegíveis a benefícios sociais, mas não o fazem. Pois assim seriam descobertos.

Quando alguém pede auxílio do governo, todos os familiares são contatados buscando saber se não há recursos para prover esta pessoa necessitada pelos oficiais.

Então, uma pessoa que faz johatsu busca sumir de suas relações familiares, não deseja ter seus dados divulgados.

Ela se limita a empregos informais ou atividades ilegais. Moram em bairros pobres sem necessidade de apresentar documentos para trabalhar ou morar.

Onde moram

Sem poder ter empregos formais, os evaporados da sociedade japonesa tendem a mudar de cidade escondidos sobre a proteção de dados de municípios que não se intercomunicam ou se limitam a viver nos bairros pobres das grandes cidades.

Em Osaka é Kamagasaki. Em Tokyo é Sany’a, mas este bairro foi retirado do mapa pelas autoridades com seus limites distribuídos entre as regiões adjacentes, mas nos becos ainda existe pobreza extrema.

São locais em que as pessoas dormem nas ruas, onde a pobreza fica escondida ou existem quartos baratos para serem alugados.

Quem tem mais recursos opta por morar em hoteis cápsula, assim como em cafés em cubículos alugados por dia sem criar laços ou moradia fixa.

Por quê não são descobertos

O governo não libera dados das pessoas que somem por conta própria pela lei de proteção de dados. Então, familiares com recursos financeiros não tem onde recorrer a não ser detetives particulares.

Os detetives particulares podem fazer muito pouco também, seguem pistas de últimos locais onde a pessoa foi vista como estações de metrô ou hoteis.

Quando chegam a um ponto sem saída, como carros abandonados ou itens pessoais deixados para trás chegam a um momento em que não é possível prosseguir.

Dados bancários, movimentações de dinheiro ou comunicações não podem ser rastreados no Japão.

Yonige

Yonige são empresas de mudança especializadas em fazer o transporte de johatsus em tempo recorde e com discrição
Yonige são empresas de mudança especializadas em fazer o transporte de johatsus em tempo recorde e com discrição

Yonige é um tipo de serviço de mudança especializada em johatsu. Eles fazem a mudança de uma casa toda em poucas horas e de forma discreta para esposas fugirem de seus maridos, como famílias de suas comunidades.

No entanto, nem todo johatsu tem dinheiro para contratar yonige. Muitos abandonam tudo para trás.

Segundo um site de Yonige, o perfil de pessoas contratando esse tipo de serviço é o das pessoas que deseja fugir de credores comumente ou de esposas sofrendo violência.

O custo varia dependendo do caso. Quando fica perigoso eles cobram mais. Assim como não aceitam qualquer um evitando evaporar criminosos. Estas empresas cobram em torno de 80 mil ienes a 482 mil ienes.

O trabalho é perigoso também. Miho Saita é dona de uma das empresas de Yonige do Japão.

Seu caso mais perigoso custou 1,2 milhões de ienes em que a mulher queria se mudar o mais rápido possível e a mudança foi feita antes do marido voltar de seu trabalho.

Segundo contou para a CNA existem agora 100,000 negócios que fazem o mesmo no Japão.

Problemas de fazer johatsu

As pessoas acabam em um limbo, pois não podem transferir sua residência para não serem descobertas, ficam sem acesso a um sistema de saúde, não podem renovar sua licença de direção, não pode usar serviços públicos de creche, ter empregos formais, não tem benefícios governamentais e não podem votar.

A vida como fantasma não é fácil com muitas dificuldades e muitos se arrependem, mas não conseguem voltar pelo sentimento de humilhação de terem sido egoístas, o que é repudiado na sociedade.

Já as famílias tendem a reconstruir suas vidas em outras comunidades e conseguem se estabelecer em segredo mudando de profissão, mas deixando suas vidas passadas como um fantasma não resolvido com sentimento de fracasso.

Auge do Johatsu

No período feudal a vida não era fácil e os evaporados eram constantes. Os momentos de crise é quando ocorrem mais johatsus, com pico na década 90 quando a bolha econômica estourou e em 2008 quando o mundo entrou em colapso.

Exemplos de johatsu

Se no Japão o problema é um tabu, a mídia evita abordar este assunto. Quem trouxe à tona este problema varrido para debaixo do tapete foi uma jornalista francesa chamada Lená Mauger.

Livro Lena Mauger trouxe a tona assunto tabu no Japão sobre os johatsu
Livro de Léna Mauger e Stéphane Remael trouxe assunto tabu na sociedade japonesa sobre os evaporados conhecidos como Johatsu

Ela escreveu um livro sobre o tema (Os desaparecidos) resultados de uma pesquisa de 5 anos e paciência, já que familiares tendem a não querer tocar no assunto e o governo não faz um censo. As fotos foram feitas pela jornalista Stéphane Remael.

Mas, na esperança de que os johatsu vissem os relatos ou acender um alerta para os perigos desta prática, muitos aceitaram contar suas histórias para a jornalista e depois para a mídia ocidental como Time, BBC, Vice, France 24, que se interessaram pelo tema.

Alguns relatos ajudam a entender o outro lado também com pessoas arrependidas de terem feito esta escolha e as consequências da fuga.

Segundo dados da polícia repercutidos pelas mídias, entre 80,000 a 100,000 pessoas evaporam todos os anos. Destes, apenas 10% acabam sendo descobertos como suicídio. Dois terços são homens.

Não existe registro de pessoas desaparecidas no Japão e esse número é rebaixado, pois muitas famílias não procuram autoridades, pois nada pode ser feito.

Um cidadão japonês possui o direito total de ir e vir protegido pela legislação.

A família que escapou de suas dívidas

No livro da jornalista francesa Os Evaporados mostraram alguns relatos. A família Kurihama fugiu de seus débitos.

O pai de família era instrutor de artes marciais Kendo e optou por sumir de sua comunidade há 23 anos. Para a ocasião vestiu as roupas de sua antiga profissão pela primeira vez desde sua fuga para a sessão de fotos.

“Desaparecer é algo que fica com você”. “Fugir é como correr em direção a morte”.

Ele e sua esposa tinham um recém-nascido quando decidiram pegar um empréstimo e abrir um restaurante.

Quando o mercado quebrou na década de 90, venderam a casa e se mudaram se sua comunidade sem avisar ninguém em uma noite silenciosa.

Débitos de 400 milhões

Kuno Kuzifumi evaporou na década de 70 após sua empresa perder 400 milhões de ienes. Após fugir, mudou de sobrenome e abriu uma empresa de mudança. Atualmente, ajuda outros johatsus a evaporarem.

Fugindo de abusos

Masashi Tanaka com 49 anos em 2023 mudou para Kamagasaki em Osaka para fugir de abusos. Ao ser preso por porte de drogas sua mãe não quis mais lhe ver.

O outro lado: o irmão que deixou tudo para trás

Apesar de ter johatsus que contam suas histórias, há também familiares presos no tempo em busca de evaporados.

É o caso mostrado no programa Undercover Asia da CNA sobre este tema. A família busca um dos membros desaparecidos. Os pais já velhos e com sinais de perda de memória por conta do avanço de idade ainda esperam seu filho voltar.

O irmão Naoki não consegue esquecer ou entender os motivos e se culpa por não tê-lo ouvido com atenção meses antes de sua evaporação.

Suas coisas foram encontradas a bordo de um navio e não se sabe se ele pulou ao mar ou recomeçou em outro local. Seu quarto continua intacto.

O homem envergonhado de ter perdido seu emprego

A revista Time cobriu o tema em 2017. Um homem chamado Norihiro foi demitido de seu emprego de engenheiro e não teve coragem de contar para sua família.

Por um tempo ele saía de casa como se fosse trabalhar e até chegava tarde, pois era costume beber com seu chefe pós expediente. Passava o dia dentro de seu carro.

Quando o salário não entrou mais em casa, não pôde mais fazer isso. Então, uma manhã nunca mais voltou e foi morar no bairro de Sany’a, um gueto de Tokyo.

A filha que não deixou pistas

Um casal viu sua única filha evaporar de suas vidas deixando tudo para trás. Seu quarto e suas coisas permanecem os mesmos, a chave foi deixada na janela.

O casal tem por hábito ficar sentado em uma rede de supermercado da região com esperanças de ver sua filha passar, como mostrou a reportagem da France 24 publicado em 2023.

Quando foram procurar a polícia foram avisados de milhares de casos semelhantes, mas sem solução, pois se a pessoa vai embora por livre e espontânea vontade ela possui este direito. Sem indícios de crime nada se pode fazer.

O homem que morreu para sua família

Já o South China Mouring Post em um vídeo dirigido por Jonathan Vit mostrou um homem de Kamagasaki que foi considerado morto por sua mãe ao ser preso.

Depois ficou sabendo que ela o procurava, mas as ações já tinham tomado consequência e o homem ressentido não voltou a procurá-la.

O fim da vida de sua mãe impossibilitou um reencontro quando os ânimos já estavam apaziguados levando a um sentimento de arrependimento.

O filho que cansou de ser vigiado

No programa Undercover Asia mostrou ainda um homem na faixa dos 40 anos e era herdeiro de uma empresa.

Sentindo a pressão de ser constantemente vigiado por todos por ser filho de um homem rico, largou sua posição e sua família. Hoje, vive com um salário menor e por isso se sente envergonhado em voltar.

Atualmente tenta uma aproximação com seus dois filhos, mas repele a ideia de voltar ao convívio enquanto não conseguir uma renda superior ao que ganhava na empresa de sua família.

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