Toyota War é um termo informal para um conflito que ocorreu em Chade na África ao final da década de 70 e seu uso decisivo que venceu tanques de guerra, um batalhão de soldados treinados, aviões e mais.
Os carros Toyota Hilux são reconhecidos por serem um veículo robusto para terrenos difíceis, que é durável e virou item essencial de sobrevivência em países de terceiro mundo.
Toyota War

Conhecido entre os militares como a AK-47 dos carros, o Hilux da Toyota é um modelo resistente, tático, silencioso, de fácil manutenção, versátil para adaptações, veloz e com tração nas rodas para andar em qualquer tipo de terreno, além de qualquer pessoa que saiba dirigir poderia pilotar um sem dificuldades.
Conhecido como carro tático, pois é civil, mas pode ser modificado para fins militares.

Aliás, esta característica de ser um carro civil para passeio é o que o possibilitou ser enviado sem ser classificado como militar, mas como item básico de sobrevivência.
Fazendo tudo isso com menos consumo de gasolina que um tanque de guerra, que é pesado e de manutenção cara.
Aliás, as modificações são as mais variadas possíveis, fazendo com que a parte traseira seja usada para abrigar desde metralhadoras de calibre 50, artilharia de defesa anti-míssel, lançadores de mísseis anti-tanque, entre outros equipamentos de guerra, além da capacidade de levar 20 pessoas na parte de trás fortemente armados.

Para ter ideia, um tanque de guerra equipado custa o equivalente a 266 picapes Toyotas. Além disso, suas peças de reposição podem ser encontradas com facilidade em qualquer país ou serem repostos e substituídos por peças de qualquer caminhonete.
Terrenos
Os conflitos de países em desenvolvimento do terceiro mundo tem terrenos de difícil acesso, destruídos, com pontes frágeis e destroços pelo caminho.
A rapidez e agilidade destes veículos acabam sendo um diferencial em percorrer terrenos em pouco tempo, fazendo um contraponto com defeitos de inteligência operacional e de liderança.
Batalha de Fada
Era 1978 quando existia um conflito em Chade na África. A região é rica em urânio e por isso o então presidente da Líbia, Muammar Gaddafi desejava domínio.

A Líbia tinha ocupado com uma base aérea a faixa de Aouzou que durou de 1983 a 1987, uma região estratégica perto de sua fronteira e ao norte de Chade e eles estavam há anos nesta disputa.
Os Chades estavam em desvantagem de mobilização de seus cerca de 10,000 soldados.
Então, eles receberam da França através de um avião Air Force, 400 picapes Toyota em 1986, que mudou os rumos do conflito e ajudaram a estabelecer as novas ordens de fronteira.
Os carros de uso civil não foram classificados como armamento de guerra e isso ajuda o envio deste tipo de carro até os dias atuais por governos estrangeiros para países de terceiro mundo.
O embate histórico
Na batalha de Fada que ficou conhecido por seus rumos nada óbvios, 5,000 tropas de Chade e 400 Toyotas enfrentaram 1.400 tropas equipadas com tanques da era soviética T55 e BMP-1 armados chegaram a um embate pela região.
Velozes não disparavam minas
Os carros da Toyota deram uma grande vantagem para os Chades, já que eles eram tão velozes e leves que não disparavam as minas colocadas pela Líbia.
Além disso, eram pequenos e de difícil alvo pelas forças aéreas, não podendo ser detectados enquanto se moviam.
Vitória improvável dos Chades
Estas condições fizeram com que os Chades saíssem vitoriosos com perdas mínimas de 18 homens e apenas três veículos, além de terem capturado 13 tanques e 18 BPMs no embate.
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Elemento surpresa
Eles tiveram o elemento surpresa, já que um grande número de picapes chegou chamando a atenção por um lado, enquanto outra leva chegava pelo outro destruindo os tanques com mísseis por dois lados diferentes.
Já as tropas da Líbia tiveram grandes prejuízos com 784 baixas, perdendo 33 tanques BPM e 92 tanques.
Ao final das contas, o conflito acabou e as forças rebeldes de Chade ocuparam a região ganhando posição que dura até os dias atuais.
Ao todo, a Líbia tinha acesso a 8,000 soldados, 300 tanques, 60 aviões de combate, helicópteros Mi-24, peças de artilharia pesada e rocket lauchers que não foram suficientes para os rebeldes de Chade e seus Toyotas Hilux enviados pela França equipados com artilharia pesada.

O carro ainda foi usado na Somália na década de 80 pela força nacional e em diversos conflitos de países não desenvolvidos, assim como no Afeganistão, México, Iraque, Síria, entre outros países nos anos seguintes, sendo o carro tático preferido pelos militares, forças, rebeldes, insurgentes, mas não só.
Além deste tipo de uso, ele é o escolhido para cidadãos comuns conseguirem atravessar terrenos e item de sobrevivência em países de terceiro mundo por órgãos humanitários e demais pessoas.



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