Confira em nosso artigo como a IA na publicidade e empresas do Japão está sendo um recurso muito presente com incentivo governamental para colaboração criativa, eliminação de tarefas repetitivas, preservação cultural e mais. Confira as aplicações, debates e questões regulamentárias.
IA na publicidade japonesa
O uso de IA na criatividade da publicidade japonesa está em tendência crescente para melhorar os resultados dos anúncios em busca de performance. A escolha de imagens juntando elementos que fiquem melhores para um resultado final é apenas alguns dos exemplos atuais.
Otimizações na rapidez
Separado em camadas com composição e fundo, a IA combina tudo. Isso é feito com base na performance otimizando o trabalho do designer da Dentsu que finalizava 30 peças para 220.
Gravações mais rápidas
Esse método de trabalho vem sendo aplicado em vídeo aonde os estúdios usam cenários para melhorar a eficiência das gravações. Ou seja, estão sendo mais rápidas.
O recurso sendo usado se chama CyberAgent aumentando velocidade, dando escala e fazendo as peças serem montadas baseadas em dados para que os anunciantes ganhem retorno garantido.
Tudo ranqueável e com melhora de performance
Já em relação aos vídeos, ele gera modelos de acordo com a efetividade da conversão, além de melhorar texto baseado nas palavras-chaves de busca analisando milhares de palavras. O copy é ranqueável, de acordo com os mecanismos de busca, melhorando seu posicionamento.
A tecnologia está sendo usada para analisar dados usando machine learning baseado em resultados anteriores. Dessa forma, anúncios com texto, imagem e design são montados com objetivo de ser criativo, mas também para ter melhores resultados de conversão. O slogan em destaque também é criado após análises da IA.
Além disso, houve avanços na parte de criação gráfica, efeitos, reconhecimento verbal e uso de robôs em serviços de atendimento.
CyberAgent
CyberAgent é uma empresa japonesa de publicidade na internet, que é a maior do seu segmento. Já faz um tempo que esta companhia usa tecnologia e inteligência artificial para melhorar seus serviços.
É deles o API Prompt que ajudou desenvolvedores para usar modelos de linguagem com comandos personalizados em apps. Também aplicado para os criadores de conteúdo do Ameba para a criação de títulos, cabeçalhos e melhorias gerais no resumo e em parágrafos.
Atualmente a empresa japonesa é a líder de seu segmento com anúncios online. O departamento de IA foi criado em 2016 chamado AI Lab. Desde então, desenvolvem pesquisas.
Em 2020 eles lançaram uma inteligência artificial que ajudava a produzir banner de alto impacto com frases e imagens para melhorar a eficiência dos anúncios.
Além disso, eles criaram uma ferramenta de criação com 13 bilhões de parâmetros para criar textos copy em japonês que seja eficiente em diferentes plataformas.
Em 2023 eles lançaram uma ferramenta com 6.8 bilhões de parâmetros que se adequa as necessidades de cada usuário para colaboração entre empresas.
Após a pandemia eles criaram um sistema centralizado com servidores com data centers para ser acessado em cloud.
Os estudos estão sendo feitos por uma equipe junto com pesquisadores de universidades como o professor Naoaki Okazaki do Instituto de Tecnologia e Edgar Shimo-Serra da Universidade Waseda.
Comercial com atriz de IA

O exemplo da aplicação da IA na publicidade do Japão não se limita apenas a melhora da performance dos anúncios, mas está permeando outras camadas.
A Ito En lançou uma campanha para a televisão com uma modelo gerada por IA. A fabricante de chá japonesa foi a primeira a usar uma modelo que não existe e gerada por inteligência artificial neste molde comercial que costumava ser estrelado por atrizes ou cantoras no Japão.
A modelo de meia idade IA segura o chá Oi Cha e depois que bebe ela rejuvenesce. Além da protagonista, também usou design futurista.
Regulação flexível e em camadas
O uso de IA na publicidade no Japão já vem sendo chamada de revolucionária pela mídia. Ao mesmo tempo questões sobre regulamentação também surgem. Em vez de adotar uma regulação rígida, está sendo construído uma forma em camadas, flexível e incerta, alvo de críticas.
Em vez de regular, o uso de IA está sendo incentivado, sendo visto como um ativo estratégico, com uso industrial, mas com controle de segurança a nível organizacional dentro das empresas e não delegada a departamentos específicos.
Para proteger direitos autorais existe limitações sobre o uso de dados para treinar os sistemas IA. No entanto, existem excessões. Por isso, o Japão está sendo chamado de país IA friendly.
Aplicações de IA nas empresas japonesas
Os editores de mídia agora usam tecnologia para editar vídeos em minutos com sugestões de cores e estilos personalizados. A TV estatal NHK já automatiza close captions para tornar os programas inclusivos.
Panasonic e videoconferências otimizadas
A Panasonic usa a tecnologia para melhorar as videoconferências ao tirar o barulho de fundo e regular o tom da voz, pois quando executivos falando diferentes línguas, o tom usado de uma maneira diferente pode causar problemas de comunicação, sendo rude dependendo da cultura.
IA para preservar cultura
Uma empresa de Kyoto criou pincel digital que simula a pintura tradicional sumi-e para ajudar artistas digitais a preservar o estilo de desenho.
A empresa de Tóquio Edo Labs se uniu em parceria com um museu para treinar IA em trabalhos antigos. Os criadores podem ter novos designs baseados nas padronagens tradicionais para conectar cultura.
Já a Sakura Sound Projects usa machine learning para restaurar e masterizar áudios de instrumentos ameaçados para que as próximas gerações saibam como era o som. Muitos instrumentos tradicionais correm risco de desaparecer, pela falta de artesãos especializados, quanto falta de interesse dos jovens em aprender a tocar.
Proteção Blockchain
A SoftBank passou a usar marca d’água com tecnologia blockchain para se proteger de deepfakes. Atitude que foi seguida pelo governo. A Uniqlo já usa imagens geradas por computadores em seus anúncios.
Um termo já está sendo usado no Japão: mídia sintética. A Universidade de Tokyo e a Adobe se uniram para recriar discursos históricos para uso em documentários.
A produtora de filmes indie Ripple usou IA para ambientar o som externo e colocar legendas para a comunidade internacional de um filme, que ganhou o Tokyo International Film Festival.
A Capcom e Bandai usam para melhor o motion caption e sintetizar vozes. Uma ferramenta de animação chamada Aiko ajuda a criar expressões faciais mais reais com análise de voz, ajuda na gravação e na produção de coordenação de movimentos.
Essa ferramenta foi útil para o estúdio de game indie Kiku, que conseguiu fazer um jogo com cenas de cinema com uma equipe de cinco pessoas. Outro exemplo da agência Dentsu é o EmoScan que analisa dados biométricos para detectar a reação emocional dos atores durante as gravações para o diretor fazer ajustes no ritmo.
Portanto, as ferramentas estão sendo usadas como colaboradores. A NHK está testando uma aplicação para usar em documentários que a audiência possam sugerir alterações no decorrer da trama com interação participativa.
A ferramenta Kodansha cria paineis de mangá por prompt de texto para que os criadores possam focar na criação de personagens e enredo em vez de ficar fazendo tarefas repetitivas de cenário.
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