Com objetivo de tornar o Japão um hub de semicondutores e a reavivar o status mundial, a empresa Okuma Diamond Devices está liderando o desenvolvimento de um semicondutor de diamante capaz de suportar radiação e calor extremo.
Semicondutor de diamante é tecnologia do Japão
Os semicondutores convencionais atuais são mais frágeis com partes internas feitas de silicone. Já o supersemicondutor aguenta temperaturas de 500 graus Celsius e resistência a radiação 10.000 vezes mais.

O CEO da empresa Hoshikawa Naohisa afirmou que este semicondutor de diamante poderá se tornar um componente crítico na planta de Fukushima Daiichi por conta de sua resistência.

Peça chave para usar em reator de Fukushima
Dessa forma, se tornando essenciais em plantas nucleares. A produção massiva começará em breve e será fundamental também na exploração espacial e nas indústrias futuras.
Estes semicondutores são fabricados com diamantes sintéticos produzidos na cidade de Okuma na área afetada pelo terremoto que atingiu a usina de Fukushima em 2011.
Produção nacional
A empresa Okuma estabeleceu uma operação completa para fabricar os semicondutores de forma local. Portanto, toda a produção é independente e nacional.
Em um tour guiado o CEO mostrou como o silicone foi substituído pelo diamante na parte central do semicondutor.
O comum sofre com temperaturas acima de 150 graus Celsius e o diamante acaba sendo muito mais resistente.
Um dos seus usos primários é ajudar a remover alguns destroços na planta de Fukushima por ser componente de equipamentos que possa funcionar sob radiação intensa.
Além disso, será importante por fazer o Japão ganhar destaque na competição global dos semicondutores dando uma revitalização e retomar sua reputação tecnológica.
Cidades futurísticas
Um dos vislumbres para o futuro será a construção de cidades futurísticas alimentada por uma infraestrutura resiliente. Além disso, o fato da produção estar sendo feita em Fukushima possui significado simbólico.
Um local conhecido pelo seu desastre pode se tornar um catalisador para a reinvenção industrial, além de se tornar um hub de inovação futurística.
Próxima geração de semicondutores
Este semincondutor de diamante representa a próxima geração para ser usada em eletrônicos por ser um condutor termal, sendo muito mais eficiente em termos de voltagem também.
Diamantes sintéticos
Além disso, eles são mais velozes, robustos e duráveis. Os diamantes sintéticos usados são produzidos usando gás metano, que possui grande impacto no aquecimento global.
Portanto, uma forma sustentável, já que será possível retirar o gás de entrar na atmosfera com intuito de produzir um material e será bem utilizado no futuro.
Desde a década de 80 pesquisadores tentam produzir semicondutores de diamante, mas enfrentavam dificuldades na comercialização.
Primeira empresa do mundo
Este cenário mudou após um protótipo criado pela empresa Ookuma, uma start-up criada em conjunto com a Universidade de Hokkaido e o Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia (AIST).
Além disso, eles contaram com a expertise da Agência Japonesa de Energia Atômica (JAEA) e a Organização de Pesquisa de Alta Energia Aceleradora (KEK).
A empresa foi a primeira no mundo a conseguir estabelecer uma produção vertical com sistema integrado, cobrindo os processos de design do substrato a montagem do produto final.
Outro fator importante para os semicondutores de diamante estão ligados a alta demanda no processamento de informações lideradas pelas necessidades criadas pela inteligência artificial.
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