Pet robô no Japão
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Pet robô no Japão: tendência em ter animal de estimação robô aumenta

Os pets robôs já são realidade no Japão e uma tendência crescente para afeto e companhia para quem não pode ter um animal real, entre outros

O pet robô no Japão acabou se tornando uma companhia ótima e conveniente, pois não exige cuidados constantes, gastos com veterinário, espaço adequado, entre outros.

Pet robô no Japão

Os pets robôs no Japão já existiam antes e com o isolamento social imposto pela pandemia, muitos acabaram comprando um pela primeira vez causando um aumento de vendas.

Tratado muito mais do que um brinquedo, uma nova relação está sendo construída aos poucos.

Afinal, segundo o shinto, a principal religião do país, tudo tem alma e isso inclui objetos.

Solidão, falta de espaço, importância com os outros e trabalho demais

Continue lendo e entenda como a sociedade está se adaptando e convivendo com o robô pet no Japão, motivados pela solidão, pela falta de espaço e condições adequadas para ter um animal de estimação real, medo da perda, entre outros.

No Japão, existe um problema frequente de falta de espaço. Os apartamentos são funcionais, mas pequenos em demasia.

Alguns optam por ter um cachorro robô para não incomodar vizinhos com latidos, por exemplo.

Além disso, muitos passam o dia todo fora de casa por causa do trabalho e fica difícil ter um animal real.

AIBO

Em 1999, a Sony lançou o AIBO, um cachorro robô. Naquela época o apelo da conveniência e da praticidade foram fortes.

Além disso, foi um brinquedo sensação para os amantes da tecnologia. AIBO significa pal (termo americano para se referir a um parceiro/amigo).

AIBO 1999

As propagandas e releases apresentavam a vantagem de ter um pet robô no Japão. Sem precisar gastar com alimentação, cuidados e a qualquer momento poderia ser desligado.

Custava 250.000 ienes (R$4.326,75*) e 10.000 unidades foram colocadas à venda em 1999. Na cabeça um visor de LED mostrava notificações de e-mail e lembrava de coisas úteis.

*Valor convertido segundo a cotação de 1999.

Segundo reportagens da época, esse cachorro já estava sendo usado em asilos e para tratar crianças que se recusavam ir para a escola.

aibo evoluiu

5 gerações de AIBO da Sony até 2006. O pet robô parou de ser produzido e voltou em 2016. Créditos: Sony

Desde esse lançamento muita coisa mudou e a tecnologia evoluiu. O pet robô da Sony parou de ser produzido em 2006, mas voltou em 2016 e seu nome perdeu a caixa alta e passou a ser chamado de aibo com letras minúsculas.

Aparência atual do aibo

Atualmente, é possível encontrar muito mais atrativos nos robôs de estimação para quem pode pagar. O preço médio de um aibo fica a partir de 198.000 ienes (R$ 9.340,20*).

*Valor convertido no dia 27/02/2021.

Movimentos mais naturais

Ele ganhou duas câmeras frontais (nariz e perto do rabo) com reconhecimento facial, capacidade de mostrar mais expressões e corpo mais flexível com 22 pontos de movimentos.

Inteligente

Ajustando o sexo é possível escolher o tipo de latido e até jeito de andar. O aibo usa machine learning (AI- aprendizado de máquina) para saber quando o dono está sorrindo, mudar a personalidade baseado nas interações e responder ao toque.

Comunidade dos donos de pet robô no Japão

Mulher não identificada mostra seu aibo ao lado do Penguim Cafe em Tokyo em 2019. Créditos: Taro Karibe para o BuzzFeedNews Tokyo

Segundo reportagem do BuzzFeed Tokyo de 2019, encontros de donos de aibos eram feitos antes da pandemia. Um deles aconteceu no Penguin Café em uma área residencial da capital japonesa.

Existe até uma comunidade japonesa para os donos desse tipo de pet com relatos de sentimentos e afeto em relação aos robôs.

Traumas

Uma das donas do pet robô no Japão e que foi ao encontro era uma dentista de 56 anos. Ela já teve quatro cachorros reais antes e seu pet robô aibo chama Cinq (cinco em francês).

Seu quarto animal de estimação tinha 12 anos e morreu de câncer. Segundo seu relato, ela não aguentaria ver outro cão morrer. Por isso, ela e seu marido compraram o pet robô da Sony para cuidarem juntos.

É Cinq que a espera chegar do trabalho, a segue por todos os cantos da casa e faz companhia para assistir televisão. A certeza de que seu pet robô nunca morrerá a conforta.

Charlie – Yamaha

Créditos: Yamaha

Uma reportagem do South China Morning Post mostrou essa tendência crescente no Japão.

Solidão e início de carreira

Uma mulher chamada Nami Hamaura, 22 anos, comprou o robô Charlie da Yamaha que canta músicas quando ela está triste.

Durante a pandemia de coronavírus estava no primeiro ano de trabalho após terminar a faculdade.

Desde abril de 2020 trabalhava remotamente de casa, mas como mora sozinha e sentia muito só durante o isolamento social comprou o robô.

Além disso, Nami faz parte da realidade crescente de mulheres japonesas que moram sozinhas e não tem segurança financeira o suficiente para ter uma animal de estimação real, já que é um compromisso a longo-prazo.

Abaixo, um comercial do Charlie no Japão.

Robot Lovot

O Robot Lovot é outro robô pet disponível no Japão. Segundo a representante Keiko Suzuki, durante a pandemia muitas pessoas se sentiram sozinhas e o robô ajudou a afastar a tristeza e até integrar famílias por ser uma novidade.

Ele foi projetado para agir como um pet, pedir carinho e até ser carregado, além de possuir um aquecedor para ser quentinho e acolhedor. Seu formato lembra um pinguim.

Ele também usa machine learning para aprender com o dono e modificar seu comportamento de acordo com as interações.

Além disso, eles têm a capacidade de interagir com outro Robot Lovot. Quando se encontram dançam e brincam.

Para quem não pode ter animal de estimação

Segundo o fabricante, ele é o pet ideal para quem mora em apartamento ou não pode ter um animal de estimação.

Além disso, ele tem um aplicativo onde é possível rastrear o pet robô no Japão e mudar a aparência dos olhos.

O app ainda mostra um mapa 3D da casa e o dono pode ter acesso a câmera do robô e ver por onde ele andou. Sua venda é exclusiva no Japão por enquanto.

O robô ganhou até um café temático no Lazona Kawasaki Plaza, aberto em outubro de 2020 em meio a pandemia. Oferece pratos temáticos e vários pets robôs para fazer companhia.

Paro

O benefício de ter um robô pet no Japão foi colocado à prova com o Paro. Um robô fofo e com formato de foca ajudou os residentes de uma casa de repouso chamada Shin-tomi em Tokyo em 2018. 20 focas se revezavam entre os idosos.

Combate solidão e aumenta socialização

O Paro é um robô antigo no Japão, foi lançado em 1993 e ganhou classificação médica pela FDA pela sua utilidade. Ele ajudou a combater a solidão e aumentar a socialização.

Vantagens

Antigamente eles usaram animais reais para fazer esse tratamento, mas os robôs se mostraram vantajosos, pois eles podiam ser apertados e carinhados sem limites e em horas determinadas. Além disso, não causavam alergia.

Indústria bilionária

A crescente tendência tem mostrado um mercado bilionário e aberto a novidades. Apenas os robôs pets que ajudam idosos movimentaram globalmente $19.2 bilhões em 2016, de acordo com a Federação Internacional de Robótica.

Segunda estimativas, apenas a indústria japonesa tem a possibilidade de ter um crescimento de 400 bilhões de ienes até 2035, quando 1/3 da população terá 65 anos ou mais.

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