No artigo de hoje você aprenderá os significados sutis de tremer as pernas no Japão, que pode ser interpretado de forma rude no país, mas que é um tique comum em outros.
Bimbo yusuri descreve aquela pessoa que fica sentada balançando os joelhos ou os pés de um lado para o outro.
Interpretação de tremer as pernas no Japão

Na maioria das culturas, essa pessoa pode ser vista apenas como ansiosa ou inquieta. No entanto, no Japão ela será considerada rude e com problemas de autocontrole, o que pode afetar a forma como as pessoas a enxergam de maneira profissional.
Impactos na vida profissional e social
Portanto, esse hábito inocente acaba tendo consequências no meio social e deve ser evitado, se conseguir. Por exemplo, no ambiente de trabalho. Quem atende ao público e fica chacoalhando as pernas é visto como impaciente e isso é uma qualidade ruim para esse tipo de serviço.
No Japão, as pessoas não pedirão para a pessoa parar ou dar esse toque social, pois a sociedade japonesa evita conflitos. A cultura também é de não se dizer o que se pensa para não causar distúrbios, mas isso causará incômodo de forma interna influenciando no meio social a reputação. Portanto, não é algo que vão indicar ou tentar consertar.
O que torna ainda mais difícil para estrangeiros que estão tentando se encaixar e serem aceitos. Uma coisa é ser turista e estar de passagem. Seus modos serão relevados. Outra é a estadia ser longa aonde terá que entender costumes e modos japoneses.
Falta de confiança e autocontrole
Ficar chacoalhando as pernas para quem não tem problemas neurológicos como explicaremos mais para frente ou outra condição de saúde mental, mostra uma falta de autocontrole, o que afeta a confiança dessa pessoa. No caso de vendas e atendimento é péssimo. O perfil deste trabalhador é alguém paciente e atencioso para lidar com diferentes situações e clientes.
Se não tem contato com o público, no ambiente interno essas qualidades ruins vão ficar ali prejudicando na percepção como profissional em outros setores. Em trabalho de escritório, corporativo, braçal, seja qual for a área ou o tipo, paciência é algo que se deve cultivar.
Uma das formas de se tentar controlar é cruzar as pernas e mantê-las assim para quem o faz inconsciente como um hábito, pois em sua cultura não há problemas. No entanto, no Japão, este hábito inconsciente é algo que pode ser interpretado de forma negativa. Aliás, na Índia ficar mexendo as pernas também é ruim, mas com outros sentidos.
Agora que você entendeu as expectativas sociais, saiba que o ato de mexer as pernas pode estar ligado a condições neurológicas como a RPS (Síndrome das Pernas Inquietas) e certas pessoas não conseguem parar, pois os movimentos ajudam a aliviar sensações incômodas.
Se existir essa condição com diagnóstico ela pode ser explicada no âmbito profissional para melhorar a compreensão de chefes e colegas. No entanto, a impressão ainda será essa para quem não o conhecer inicialmente e afetar relacionamentos.
Afeta relacionamentos de amizade
No meio social, amigos podem ter um olhar diferente também. Uma pessoa que fica mexendo as pernas enquanto conversa com amigos pode parecer não querer estar lá, com pressa de sair ou de escapar da situação.
Comunicação não verbal no Japão
No Japão os gestos dizem muito, mais do que palavras. Por isso, coisas sutis acabam tendo muito mais interpretações do que outras culturas. A comunicação não verbal desempenha um papel muito importante na sociedade.
Existem muitos exemplos que podem ser encaixados na comunicação não verbal. Um deles é a dificuldade em expressar sentimentos de maneira falada, por isso é mais comum se declarar dando flores ou chocolates.
Gestos no Japão dizem mais que palavras
Os gestos no Japão cabe a interpretação do indivíduo se ele vem de fora e entendê-los dependerá da imersão cultural e dos seus costumes. Se gosta da cultura japonesa, este artigo será muito útil para entender melhor como as interações ocorrem e as impressões são ditadas por como a pessoa se comporta possuem tanta influência sem nem abrir a boca para falar.
A sociedade japonesa é baseada no coletivismo e o ato individual de balançar a perna pode ser apenas um tique pessoal, mas lá ganha mais peso com interpretações mais profundas sobre o caráter, postura interna e isso afetará como os outros interagem ou mesmo se confiarão no profissional como colega. Até mesmo como amigo em horas que será preciso ter paciência.
Ao mesmo tempo em que a sociedade é pautada pelo coletivismo, existe um senso de preservação de intimidade que causa uma barreira inicial. Então, imagine que você está trabalhando no Japão e quer ter uma proximidade maior com seus colegas para que vire amizade.
Isso será um caminho longo a depender do ambiente de trabalho e das pessoas também. Se fizer hábitos incômodos com interpretação negativa, atrapalhará o processo. Por exemplo, balançar a perna de forma contínua e descontrolada. Entende?
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