Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias no Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Metro de Tokyo poderá ser listada na bolsa de valores em 2024
O governo central japonês e o governo metropolitano de Tokyo estão considerando listar a Tokyo Metro Co., empresa que transporta em média 6,84 milhões de usuários todos os dias, no mercado de ações no começo do ano fiscal de 2024 e começa no dia 1º de abril.
O governo central detém 53,4% da companhia e o governo metropolitano de Tokyo detém 46,6%. A ideia é dos dois governos vender algo próximo a metade de suas ações conjuntamente.

A ideia é captar recursos com o boom no mercado de ações japonês. A Nikkei registrou a pontuação mais alta em 34 anos em 22 de janeiro de 2022.
Além disso, há uma grande expectativa de que o país consiga emergir de um longo período deflacionário.
A venda das ações deverá acontecer em fases com os governos avaliando o melhor momento para realizar as operações.
Os fundos serão captados pelo governo central e deverão ser alocados para a reconstrução das regiões ao norte do país, que ainda sofrem com as consequências do terremoto de 2011.
Ao que tudo indica, o governo central e o governo de Tokyo, juntos, serão os sócios majoritários da Tokyo Metro Co.
O governo central já reservou JP¥ 3,6 bilhões (US$ 24,2 milhões) para o custeio das operações de vendas das ações no mercado financeiro.
Casas abandonadas no Japão despertam interesse de estrangeiros
Um levantamento realizado em 2018 pelo Ministério do Interior informou que o Japão possui aproximadamente 8,49 milhões de residências abandonadas espalhadas por todo o país, e cerca de 1,15 milhões desses imóveis, 13,6% do total, são casas.
O número é 1,5 vezes maior do registrado em 1998 quando o Japão registrou 5,76 milhões de residências abandonadas.
A expectativa é do número continuar a subir em 2025 quando a geração baby boomer, os nascidos entre 1947 e 1949, terão 75 anos ou mais.

Muitas são as razões para o elevado número de propriedades abandonadas. Alguns proprietários não conseguem demolir suas casas por causa das memórias afetivas.
Outros não querem assumir as propriedades deixadas por familiares por causa dos custos de reforma e manutenção.
E mesmo que esses imóveis sejam ofertados no mercado, não são o tipo de produto que os japoneses buscam.
Os japoneses têm interesse em propriedades novas, o que abre espaço para estrangeiros, que muitas vezes nunca estiveram no Japão a se interessarem por elas.
De acordo com consultoria Nomura Research Institute Ltd. (4307.T), se as casas abandonadas não forem demolidas, representarão 31,5% de todas as habitações do Japão em meados de 2038.

Uma imobiliária de Tokyo, Akiya & Inaka, afirma receber centenas de pedidos de informações de compradores estrangeiros todos os meses.
A preferência, segundo a imobiliária, são casas próximas ao mar ou as montanhas, e quanto mais velha, melhor.
Parker Allen, estadunidense de 34 anos do estado de Tennessee diretor da companhia Akiya & Inaka, afirmou em entrevista ao Asashi Shinbum: “Da perspectiva estrangeira, não há nenhuma percepção negativa em relação a casas abandonadas”.
Ministério da Economia, Comércio e Indústria deixa de utilizar disquetes
Pode parecer mentira, mas não é. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão anunciou no dia 23 de janeiro de 2024 o fim do uso de disquetes (floppy-disk) nas 34 portarias ministeriais sob seu guarda-chuva.
É surpreendente que o país tido como um dos mais tecnológicos do mundo ainda conviva com tecnologias obsoletas como disquete, CD e fax, por exemplo, especialmente no setor público em pleno 2024.

A digitalização do Japão é um projeto iniciado somente em 2022 pelo ministro da Transformação Digital, Taro Kano, para por fim ao uso de tecnologias obsoletas em mais de 2 mil orgãos governamentais.
O disquete é uma tecnologia criada pela IBM (IBM.N) em 1971 e se tornou popular nas décadas de 80 e 90.
Nos anos 2000 foi substituída por tecnologias de armazenamento superior como os Compact-Disk (CD), DVD e finalmente os pendrives.
Em entrevista coletiva no final de agosto de 2022 sobre a chamada “Guerra Contra os Disquetes”, o ministro Kano disse: “Estou tentando me livrar das máquinas de fax e ainda pretendo fazê-lo. Onde é que se é possível comprar um disquete hoje em dia?”

A medida deve entrar em vigor no Ministério da Economia, Comércio e Indústria ao final do ano fiscal de 2023 (31 de março) e abarcará todas as formas magnéticas de armazenamento de dados.
A portaria não menciona precisamente qual será a forma de armazenamento quando a medida passar a vigorar, mas tudo leva a crer que o ministério utilizará o armazenamento em nuvem para permitir que colaboradores acessem e produzam de forma remota.
Ex-chefe de polícia alerta sobre falsos rumores sobre crimes cometidos por estrangeiros após o terremoto na península de Noto
Após o terremoto de 7,6 na península de Noto, prefeitura de Ishikawa, em 1º de janeiro de 2024, não demorou muito para surgir nas redes sociais e na internet japonesa rumores sobre gangues de estrangeiros que estariam atuando na região.
Esse não é um caso isolado. Acusar estrangeiros de crimes após um desastre natural é uma tendência em alta no Japão nos últimos anos.
Isso aumenta significativamente os casos de discriminação e xenofobia contra estrangeiros residentes no país.
Os mesmos rumores aconteceram no Grande Terremoto de Tohoku em 2011 quando oficiais da polícia da Miyagi Prefectural Police viajavam pelas zonas afetadas e refutavam as histórias falsas disseminadas por onde passavam.

O então chefe da Miyagi Prefectural Police durante o terremoto de 2011, Naoto Takeuchi, criou contra medidas contra os rumores falsos, como a segunda das quatro diretivas que ele deu aos chefes de seções e para a força tarefa de campo. “Senti que não seria bom ignorar o problema, algo precisava ser feito”, afirmou Takeuchi.
Naoto Takeuchi relembra que após o Grande Sismo de Kantō em 1º de setembro 1923 causador entre 105 mil e 142 mortes, um número incerto de chineses e coreanos foram assassinados por vigilantes japoneses (entre 6 mil a 10 mil vítimas).
O agora ex-chefe de polícia de 66 anos afirmou: “O número de estrangeiros residentes está aumentando, e a ansiedade pode fazer as pessoas que interagiam normalmente com estrangeiros antes do desastre passem a acreditar que eles estão cometendo crimes”.
Kihwan Kwak, professor da Tohoku Gakuin University entrevistou 770 pessoas dos bairros de Wakabayashi-ku, Miyagino-ku e Aoba-ku em Sendai, prefeitura de Miyagi,e questionou sobre rumores de crimes cometidos por estrangeiros após o terremoto de 2011.

Dos entrevistados, 51,6% disseram ter ouvido rumores sobre crimes cometidos por estrangeiros nas áreas afetadas pelo desastre, e surpreendentes 86,2% dos que ouviram esses rumores disseram acreditar que era verdade.
14% dos entrevistados disseram ter ouvido histórias sobre estrangeiros roubando itens de valor dos corpos das vítimas do desastre. Contas de grupos ultranacionalistas publicaram nas redes sociais que chineses estavam cortando dedos para roubar anéis.
Esses grupos incentivaram por mensagens online as pessoas se armarem com barras de ferro e teasers. Uma conta publicou: “Fale com as pessoas que passarem por você, se ela falar chinês, mate-a imediatamente”.

“Para prever danos reais de rumores como já aconteceu no passado, é essencial melhorar a qualidade da informação para a sociedade. Pode parecer presunçoso, mas acredito que é importante as mídias comunicarem isso repetidamente”, afirmou Naoto Takeuchi.


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