Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias no Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Trabalhadores estrangeiros no Japão superam os 2 milhões pela primeira vez
A população estrangeira que trabalha no Japão atingiu o recorde de 2.048.675. Os dados são referentes a outubro de 2023 e revelam um aumento de 12,4% em relação ao ano anterior, que se traduz em 225.950 pessoas.
Os trabalhadores estrangeiros se beneficiaram com o relaxamento das políticas de controle de fronteiras por causa do coronavírus.
Por sua vez, o Japão também se beneficia enormemente dado o acelerado envelhecimento de sua população e a falta de mão-de-obra na economia.

Esse é o maior aumento de imigrantes que vão ao Japão para trabalhar desde 2013. O número de alocados no mercado de trabalho também atingiu um novo recorde de 318.775 contratação de estrangeiros, um aumento de 6,7%.
“Com o setor de construção, de saúde e bem-estar sendo os que mais empregam estrangeiros, o número de contratações está aumentando e chegando aos níveis pre-pandêmicos”, afirmou em comunicado o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

As maiores comunidades de estrangeiros no Japão são os vietnamitas com 518.364, o que representa 25,3% dos trabalhadores estrangeiros.
Depois vem a comunidade chinesa com 397.918 (19,4%), filipinos são 226.846 (11,1%) e os nepaleses são 145.587 (7,1%).
A maior parte desses trabalhadores estão em Tokyo, um total de 542.992 estrangeiros, seguida pela prefeitura de Aichi com 210.159 pessoas e a prefeitura de Osaka com 146.384 trabalhadores.
Corte de Tokyo obriga governo japonês a emitir passaporte para o jornalista Junpei Yasuda
A Tokyo District Court decidiu na quinta-feira, 25 de janeiro, que a decisão do governo japonês em se recusar a emitir passaporte para o jornalista e cidadão japonês, Junpei Yasuda é ilegal por entender que a recusa ‘excedeu e abusou do âmbito de sua autoridade discricionária’.
Junpei Yasuda de 49 anos é um jornalista freelancer que cobriu uma série de confrontos armados no Oriente Médio, incluindo a invasão estadunidense no Iraque e no Afeganistão, e também a guerra civil na Síria.

Yasuda foi detido no Iraque em 2004 por suspeita de espionagem e liberado três dias depois sem nenhuma contrapartida ou declaração.
Em 2015, Junpei Yasuda foi cobrir a guerra civil Síria e chegou ao país cruzando a fronteira da Turquia de forma ilegal.
Em algum momento entre os dias 20 e 23 de junho daquele ano, Yusada foi dado como desaparecido. Junpei passou 3 anos sequestrado pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham, uma das facções que seguem combatendo na Síria, e libertado em 23 de outubro de 2018.
Junpei foi entregue para a Turquia, que ordenou sua deportação para o Japão. Depois de retornar ao Japão, o jornalista solicitou um novo passaporte em 2019 alegando fins de turismo.
O governo japonês recusou usando como argumento a proibição do governo turco de Yasuda entrar no país durante 5 anos.
A corte de Tokyo apontou que o direito de viajar para o exterior é um direito humano fundamental garantido pela Constituição Japonesa e que restrições só podem dessa natureza só podem ser realizadas por questões razoáveis e inevitáveis.

Apesar da decisão favorável ao jornalista, a corte acatou o pedido do governo japonês em proibir que Junpei viajasse para Turquia alegando, que isso pode prejudicar as relações bilaterais Japão-Turquia.
Embora Yasuda não possa entrar na Turquia, isso não pode impedi-lo de visitar outros países. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo agirá após examinar o conteúdo da decisão com ministérios e agências relevantes.
Em conferência de imprensa após a decisão da corte, Yasuda afirmou a emissão do passaporte e ele gostaria de viajar com sua família. Ainda recorrerá da decisão de ser impedido por seu país de entrar na Turquia.
Mais de 8 mil empresas declaram falência no Japão em 2023
Um levantamento realizado pela Tokyo Shōkō Research mostrou o número de empresas que declararam falência com passivos de JP¥ 10 milhões (US$ 67,5 mil) ou mais cresceu em 35,2% em 2023 em relação ao ano anterior.
No total, 8.690 empresas declararam falência em 2023, o maior número em quatro anos. O total do passivo somado dessas empresas foi de JP¥ 2,4 trilhões (US$ 16,2 bilhões), um aumento de 3,1% em relação a 2022.

O setor mais afetado (o maior número de empresas) foi o de serviços com 2.940 falências, um aumento de 41,6% em relação a 2022.
A construção civil enfrenta falta de pessoal e elevação nos custos de materiais teve 1.693 falências, um aumento de 41,7%.
A indústria manufatureira sofre com o aumento de matéria prima e o custo da energia registrou 977 falências, um aumento de 35,3%.
O aumento de preços foi o caso direto na falência de 645 empresas representando 2,2 vezes em relação a 2022.
Após os anos de estagnação econômica causada pela pandemia de SARS-CoV-2, os lucros das empresas sofreram um sério impacto com o aumento do preço das comodities, especialmente óleo cru a partir do início da guerra na Ucrânia.
Mas, esse não é o único fator. O número de falência por falta de mão-de-obra foi 2,5 vezes maior em comparação com 2022 totalizando 158 casos, o número mais alto desde a primeira pesquisa realizada em 2013.
O aumento do custo do trabalho aumentou 8,4 vezes em relação ao ano passado, ao passo que o número de falimento de empresas por dificuldades em recrutar trabalhadores foi 2,1 vezes maior.

O total de empresas declarantes de falência em 2023 por razões relacionadas a pandemia de COVID-19 totalizou 3.127 casos, um aumento de 36,3%.
O fim dos programas que garantiram juros zero aos empréstimos durante a pandemia fecharam as portas de 631 empresas.
A Tokyo Shōkō Research ainda alerta para a possibilidade de o número de empresas declararem falência em 2024 superem a marca das 10 mil, a medida em que os empréstimos a juros zero deverão acabar em abril de 2024.


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