Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias no Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Carta escrita por Date Masamune foi descoberta na prefeitura de Hyogo
Um documento escrito pelo antigo daimyo de Sendai, Date Masamune (1567 – 1636), foi recentemente descoberto no Hyogo Prefectural Museum of History, em Himeji, prefeitura de Hyogo.
A carta de 35cm por 43cm, doada em 2019 por um indivíduo que não foi identificado pela reportagem divulgada pelo Mainichi Shimbun, está muito danificada e não é possível ler parte do conteúdo.

A verificação da autoria da carta foi realizada por Kenji Matsuo, professor emérito da Yamagata University, especialista em história medieval japonesa.
O professor estima que a carta tenha sido escrita a Tsumaki Yoritoshi, um samurai de alta classe, em 1635.
No que foi possível traduzir, o conteúdo traduzido para o japonês moderno diz:
“Na manhã do dia 16 de março, Hosokawa Tadatoshi [daimyo de Kumamoto] fará uma visita [a residência de Masamune em Edo. Você não gostaria de se juntar, caso não tenha outra prioridade?”
Para entender melhor a troca de mensagem sobre visitas de daimyos nesta época, acesse Sankin Kōtai no período Edo: saiba como funcionou o sistema que conectou o Japão todo e manteve a paz
Matsuo e outros colegas especialistas foram capazes de determinar a autenticidade do documento baseado no selo que Date Masamune utilizava em seus últimos anos de vida, o conteúdo da carta propriamente dito e outras fontes históricas que deram suporte a conclusão.

“Tsumaki Yoritoshi não era um daimyo, mas um hatamoto com um pequeno domínio de apenas 7,5 mil koku de arroz. Masamune era um daimyo com um domínio de 620 mil koku. Considerando que Hosokawa também era senhor de Kumamoto com um domínio de 540 mil koku na província de Higo, essa fonte histórica indica que Masamune construía seus relacionamentos independentemente da posição social e nomes de família”, afirmou o professor Kenji Matsuo.
Hatamoto (旗本) era um samurai a serviço direto do shogunato Tokugawa, os vassalos sêniores do shogun. Diferente dos Gokenin (御家人), os hatamoto tinham direito a audiência com o shogun.
JAXA divulga foto enviada pela Sora-Q da sonda SLIM na missão Moon Sniper
A agência espacial japonesa, JAXA, divulgou na quinta-feira, 25 de janeiro, a primeira imagem da sonda SLIM (Smar Lander for Investigating Moon) capturada pela Sora-Q (LEV-2) momentos após a aterrisagem na Lua.
A fotografia revelou que a sonda realizou o pouso a 55 metros de distância do local previamente do alvo pretendido pela JAXA, a cratera Shioli que fica em na região conhecida como Mare Nectaris (Mar de Néctar).
Apesar da sonda ter sido programada para ter autonomia e avaliar com imagens instaladas o melhor local para pousar, a suposição para a inesperada mudança de trajetória tenha sido a perda de um dos dois motores nos 50 metros finais do pouso lunar.

Quando foi verificado que os painéis de energia solar da SLIM não estavam gerando energia para a sonda, a JAXA priorizou a transmissão de dados coletados do pouso antes da bateria acabar.
A JAXA desligou a sonda quando estava com apenas 12% de energia, isso porque a equipe da missão Moon Sniper ainda tem esperanças de que os painéis solares possam gerar energia para a sonda.
De acordo com os dados transmitidos pela SLIM, os painéis solares estão voltados para o oeste.
Isso dá aos técnicos esperanças de que em algum momento o Sol irradiará sua luz a partir do oeste da Lua e restaurará a energia da sonda japonesa.
A missão Moon Sniper deverá buscar água no satélite natural da Terra e permitirá que a colonização da Lua seja facilitada.
China e EUA estão em uma corrida espacial para instalar bases lunares para fins científicos e extração de recursos minerais.
Novos apartamentos em Tokyo atingem recorde de preço em 2023
A Real Estate Economic Institute revelou na quarta-feira, 24 de janeiro, um apartamento novo na capital japonesa, Tokyo, teve um custo médio em 2023 de JP¥ 114,8 milhões (US$ 776.378,62), um aumento de 39% em relação ao ano anterior.
É a primeira vez que um imóvel em Tokyo chega ao patamar dos JP¥ 100 milhões. Isso dificilmente beneficia o cidadão japonês, na verdade, a maioria dos compradores são estrangeiros aproveitando o valor mais baixo do iene em 33 anos.
Muitos investidores estão buscando trocar seus investimentos na China. Por causa do baixo valor do iene, a segurança jurídica e a potência econômica, o país se tornou um destino atrativo para investimentos no setor imobiliário e no mercado de ações da Ásia.

Para uma pessoa japonesa que recebe a média salaria anual, isto é, JP¥ 4,6 milhões (US$ 31.175,87), se ela for comprar um apartamento recém construído, terá de pagar 25 vezes os seus ganhos anuais.
Segundo o relatório da Real Estate Economic Institute, a maioria desses imóveis foram ofertados na região central da capital.
Em março, por exemplo, das novas 2.439 unidades ofertadas no mercado, 221 (9,1%) foram vendidas no mesmo dia.
Os preços nas regiões da grande Tokyo, bairros mais afastados do centro da capital, também viram os preços dispararem 28,8% em relação ao ano passado atingido o patamar médio de JP¥ 81 milhões (US$ 547.793,28), 17,6 vezes o salário anual de um trabalhador japonês.
Segundo os dados divulgados, um dos imóveis mais caros vendidos em Tokyo foi uma unidade de 376,5m² no Mita Garden Hills, região central, ao valor de JP¥ 4,5 bilhões (US$ 30,45 milhões).
Governo japonês estipula o custo dos danos causados pelo terremoto da península de Noto
O governo central do Japão pulicou uma estimativa dos danos causados pelo terremoto de 7,6 que aconteceu no dia 1º de janeiro de 2024 na península de Noto, prefeitura de Ishikawa: entre JP¥ 1,1 trilhão (US$ 7,4 bilhões) e JP¥ 2,6 trilhões (US$ 17,6 bilhões):
- Propriedades economicamente produtivas como fábricas e escritórios: JP¥ 200 bilhões (US$ 1,3 bilhões) a JP¥ 400 bilhões (US$ 2,7 bilhões);
- Propriedades residenciais: JP¥ 400 bilhões (US$ 2,7 bilhões) a JP¥ 900 bilhões (US$ 6 bilhões);
- Infraestrutura pública: JP¥ 500 bilhões (US$ 3,3 bilhões) a JP¥ 1,3 trilhão (US$ 8,8 bilhões).

O cálculo leva em consideração os danos causados nas três prefeituras afetadas: Ishikawa, Toyama e Niigata. O gabinete do primeiro-ministro, no entanto, só liberou JP¥ 150 bilhões (US$ 1 bilhão) para a recuperação das regiões.
O anúncio das estimativas dos custos, contudo, não veio junto a informações sobre quando, como e de quanto será o aporte do governo nas regiões afetadas. Ainda há milhares de pessoas sem água e vivendo em abrigos.
O terremoto leva ainda mais incerteza ao cenário econômico doméstico para o ano fiscal de 2024.
Os conflitos na Ucrânia e em Gaza, crise no Oriente Médio, inflação e volatilidade dos mercados financeiros são os principais pontos de atenção do governo.


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