Estado de emergência prolongado no Japão até fim de maio e epicentros surgem em escolas e reuniões de trabalho
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Japão prolonga o estado de emergência, escolas e locais de trabalho viram epicentro de infecções

Medida visa parar o avanço de novas infecções de coronavírus em Tokyo, Osaka, Kyoto e Hyogo. Surtos acontecem em reuniões de trabalho e jogos esportivos

O Primeiro-Ministro Yoshihide Suga avisou em coletiva que o estado de emergência será prorrogado nas 4 maiores regiões do país. Tokyo, Osaka, Kyoto e Hyogo continuarão com medidas restritivas mais rigorosas até o fim do mês de maio, segundo informações divulgadas pelo NHK.

Os residentes destas regiões estão sendo orientados a ficar em casa, bares e restaurantes devem evitar vender bebidas com álcool e fechar cedo às 20 hs.

O estado de emergência foi levantado no mês passado, mas os números de pacientes que precisam ser internados continuam altos e os números de óbitos diários estão em um limite considerado perigoso no Japão.

Leia também: Coronavírus no Japão: 8 de maio de 2021

A cidade de Osaka, uma das maiores do Japão, registra o maior número de infectados por semanas seguidas do país e o sistema de saúde está em seu limite. Todos os leitos estão cheios.

Na quinta-feira, Osaka contabilizou 747 novos casos e a prefeitura pediu ao governo que prolongasse o estado de emergência que estava previsto para terminar no dia 11 de maio.

A governadora de Tokyo, Koike Yuriko, também deu declarações afirmando que a capital japonesa também está em estado crítico e o estado de emergência deveria continuar. Na quinta-feira, Tokyo registrou 592 casos.

O número pode parecer baixo, mas as autoridades avisaram que por conta do feriadão Golden Week, o número de testes foi menor em relação a outros períodos. O que pode dar uma falsa sensação de queda no número de casos.

Novos epicentros surgem no Japão

Enquanto isso, segundo informações do jornal Nikkei, noticiou que escritórios e escolas se tornaram o epicentro de infecções de coronavírus no Japão.

A taxa de infecções nestes locais está ultrapassando os dos hospitais e de retiros de idosos. De 463 surtos, 96 foram ligados a locais de trabalho.

Reuniões de trabalho

As reuniões de trabalho foram identificadas como fonte de alastramento de novas infecções quando existe um grande número de pessoas reunidos com comida e bebida compartilhada, segundo informações do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.

Nem o Ministério da Saúde ficou imune. Um surto foi registrado a partir de uma reunião com confraternização ao final de março em evento conectado com o Ministério da Saúde e Bem-estar para os Idosos.

O coronavírus contaminou espaços em comum, equipamentos, telefones, fontes de água e banheiros.

Um exemplo foi o caso de uma mulher na faixa dos 50 anos que foi a uma reunião de trabalho um dia antes de apresentar sintomas. Três pessoas desenvolveram a doença em quatro dias após o encontro e mais três nos próximos doze dias.

Em adição, duas pessoas que não estavam ligadas a reunião de trabalho também acabaram se infectando. Ao todo foram nove pessoas contaminadas por causa desse encontro de trabalho, segundo foi relatado pela reportagem do Nikkei.

Escolas e centros de educação

Além disso, escolas e centros de educação representaram 13% das novas infecções em abril, número muito maior em comparação com as outras 3 ondas prévias.

Clubes de esporte e centros atléticos acabaram se tornando um problema com focos impulsionados por jogos, como um surto que aconteceu a partir de um jogo de vôlei feminino em Kochi.

As novas variantes estão se mostrando mais contagiosas e os jovens estão se infectando com mais facilidade e evoluindo para casos graves.

Em Osaka, um terço de pacientes graves entre 1 de março a 2 de maio tinham menos de 50 anos de idade, quase o dobro da média registrada na terceira onda de outubro a fevereiro.

Fontes:

https://www3.nhk.or.jp/nhkworld/en/news/20210507_29/

https://asia.nikkei.com/Spotlight/Coronavirus/Japan-s-offices-schools-and-nurseries-become-COVID-hotbeds

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