Crianças e jovens sofrem com divórcio
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Aumento de divórcios forçam crianças e jovens a passar dificuldades financeiras

Após divórcio renda familiar cai pela metade, crianças e jovens não tem ajuda financeira de um parente que fica ausente

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Justiça mostrou que 40.5% dos menores de idade no Japão sofreram com o divórcio ou separação de seus parentes de forma financeira.

Destas crianças e jovens, 78.6% foram morar com suas mães. Segundo reportagem do Japan Times, essa foi a primeira vez que uma pesquisa deste tipo foi conduzida pelo Ministério.

O objetivo é avaliar os impactos na vida dos jovens e crianças após a separação dos pais. Foi feita de forma online em janeiro de 2021 com 1.000 pessoas.

Um pouco mais da metade sabia informações sobre pagamentos de suporte financeiro. 16.8% afirmou que o parente ausente pagava esse suporte de forma adequada.

14.9% afirmou que o parente ausente pagou algum dinheiro por apenas algum tempo, enquanto, 18.9% disse que não foi pago nenhum tipo de auxílio financeiro.

Perguntados se esses menores de idade tinham com quem conversar sobre o período de separação ou divórcio de seus pais, 43.7% afirmaram que não tinham nada para falar.

Além desta questão preocupante, segundo informações do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, o número de crianças e jovens é de 14.93 milhões em dados de abril de 2021.

Isso é 190.000 menos que o ano anterior e estatisticamente a menor porcentagem desde que esse tipo de contagem passou a ser feito em 1950. Há 40 anos seguidos, o número de crianças e jovens cai no país.

Mães solteiras

Mães solteiras enfrentam problemas após divórcio

Quem cria um filho sozinho/a no Japão costuma passar por apuros, tanto para homens quanto para mulheres.

No entanto, a taxa é maior entre as mães que costumam obter a guarda de seus filhos e acabam com a responsabilidade da criação, além dos custos financeiros.

Elas acabam tendo que aceitar empregos de meio período ou em trabalhos maus remunerados. Muitas após a dar a luz ficam muito tempo afastadas do mercado de trabalho, o que dificulta conseguir uma recolocação que pague bem.

Além disso, sozinhas e sem com quem deixar seus filhos, também não conseguem dedicar tempo integral ao trabalho.

Segundo dados de 2017 da Organização para desenvolvimento e cooperação econômica (OECD), 85% das mulheres japonesas criavam seus filhos sozinhas. 56% viviam na pobreza mesmo trabalhando.

Segundo o professor da Temple University Japan, Jeff Kingstom, contou a revista The Atlantic, os números de divórcio cresceram muito, pois as mulheres estão menos tolerantes com traições, abusos e maridos que exigem que suas esposas abandonem suas carreiras.

As mulheres japonesas tendem a sofrer economicamente após o divórcio, pois tradicionalmente quem trabalha no Japão é o homem e as mulheres tendem a ser donas de casa. Essa mentalidade ainda persiste na sociedade.

Além disso, as mulheres ganham 30% menos do que os homens. Na hora de tentar conseguir um empregos, elas enfrentarão preconceito e resistência dos empregadores.

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