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Giro de notícias do Japão: 21 de janeiro de 2021, quinta-feira

Confira notícia sobre a vacinação no Japão do coronavírus, relatório das últimas 24 horas, protesto de conservadores e teoristas de conspiração, decisão sobre dupla cidadania e a condenação da parlamentar Anri Kawai

Em um único post, confira uma seleção de resumos das notícias do dia saídas e traduzidas dos principais portais de notícias no Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

COVID-19 no Japão nas últimas 24 horas

Na quarta-feira (20), o Japão fechou um acordo com a Pfizer para assegurar a vacinação de mais 12 milhões de japoneses, ou seja, cerca de 10% de sua população. No ano passado, o governo japonês já havia assegurado um contrato para 120 milhões de doses.

Com o novo acordo, o país de 126 milhões de pessoas garantiu vacinas para 72 milhões de seus habitantes. A expectativa é que o Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência aprove a droga da gigante estadunidense em 15 de fevereiro.

Vacina para novo coronavírus comprada pelo Japão
Produção em massa da vacina Pfizer-BioNTech contra o novo coronavírus SARS-CoV-2

Além do acordo com a Pfizer, o Japão também tem acordos firmados com a anglo-sueca AstraZenica em um contrato para vacinar 60 milhões de pessoas e um contrato para imunizar 25 milhões de pessoas com a estadunidense Moderna Inc.

Nessa quinta-feira foi reportado 1.471 novas contaminações na capital japonesa e 5.652 novos casos de coronavírus em todo o Japão. Os dados divulgados na quinta-feira são resultados de testes realizados no dia 18, segunda-feira.

Coronavírus no Japão
Paciente internado com novo coronavírus SARS-CoV-2 no Japão

Depois de Tokyo, as regiões mais afetadas foram Kanagawa (731), Osaka (501), Chiba (480), Saitama (436), Fukuoka (285), Aichi (270), Hyogo (237), Kyoto (140), Hokkaido (130), Ibaraki (83), Okinawa (68), Gunma (65), Shizuoka (60), Gifu (57) e Miyagi (51).

No total, 94 pessoas morreram em decorrência de complicações do novo SARS-CoV-2. Até a publicação desse artigo, 352.128 pessoas se contaminaram com a COVID-19 e 4.872 faleceram por causa da doença.

Apoiadores japoneses de Trump marcham em Tokyo no dia da pose de Joe Biden

Apoiadores japoneses de Trump marcham em Tokyo
Apoiadores japoneses do ex-presidente estadunidense Donald Trump marcham no dia 20 de janeiro horas antes a posse do presidente eleito Joe Biden. Foto por Issei Kato

Um grupo de 120 japoneses marcharam nas ruas de Tokyo em apoio ao ex-presidente estadunidense Donald Trump. Carregando cartazes com o slogan “Stop The Steal”, os manifestantes queriam que suas vozes atravessassem o Pacífico e chegasse aos EUA.

Entre os apoiadores do ex-presidente estavam cristãos conservadores e fãs de Trumpo por sua postura rígida com a China, grande rival do Japão na Ásia. Também haviam aqueles que seguiam e acreditavam nas teorias da conspiração propagada pelo grupo QAnon.

QAnon no Japão
Adeptos do grupo de teoria da conspiração QAnon no Japão

De acordo com as publicações do grupo QAnon, Trump combatia uma organização global que envolve as elites globais, democratas, Hollywood e o “deep state” controlado por alienígenas em uma agenda liberal que prevê, entre outras bizarrices, a legalização da pedofilia.

Tribunal de Tokyo mantém a proibição de passaportes com dupla cidadania

Uma ação coletiva movida em 2018 por oito pessoas, homens e mulheres que nasceram no Japão e que atualmente vivem na Europa questionaram se a exigência de renunciar a cidadania japonesa é uma violação a constituição.

São japoneses que ganharam cidadania em países europeus depois de anos trabalhando por lá, mas sentem-se emocionalmente e naturalmente cidadãos japoneses.

Corte japonesa rejeita ação coletiva sobre inconstitucionalidade de negar dupla cidadania
Corte de Tokyo mantém decisão de não permitir dupla cidadania de acordo com o artigo 11 da lei de nacionalidade

No entanto, residir por tanto tempo em um país sem ter a cidadania gera uma série de dificuldades, especialmente nos casos onde famílias foram formadas.

Essa foi a primeira moção do tipo no tribunal. O colegiado negou a ação alegando que ela não atende aos interesses nacionais causando “conflito nos direitos e obrigações em cada país, bem como entre o indivíduo e o estado”.

Junto com China e Coreia do Sul, o Japão integra um grupo de cerca de 50 países que não concede dupla cidadania a nenhum de seus compatriotas. No Japão trata-se do artigo 11 da lei de nacionalidade.

Parlamentar Anri Kawai é declarada culpada por compra de votos na Câmara dos Conselheiros

O Tribunal Distrital de Tokyo considerou a parlamentar Anri Kawai de 47 anos culpada pela compra de votos na Câmara do Conselheiros da Dieta do Japão. Katsuyuki Kawai, 57, marido de Anri ex-ministro da justiça também foi indiciado.

Anri Kawai é declarada culpada por compra de votos no Japão
Anri Kawai, 47. A parlamentar é acusada de compra de votos para um assento na Câmara dos Conselheiros (Câmara Alta da Dieta do Japão)

Esse episódio marca mais um atrito ao LDP (Liberal Democratic Party) do ex primeiro-ministro Shinzo Abe e de seu sucessor Yohishide Suga. Na eleição de 2019, Abe e Suga apoiaram fortemente a então candidata a uma vaga na Câmara dos Conselheiros.

No entanto, antes de serem presos preventivamente pela justiça japonesa, Anri e Katsuyuki Kawai deixaram o partido governista LDP. A promotoria afirmou que Katsuyuki distribuiu de JP¥ 29 milhões (R$ 1.501.727,17) para cerca de 100 políticos apoiarem a candidatura de Anri.

Eleita para uma cadeira na Alta Câmara da Dieta pela prefeitura de Hiroshima, Anri afirmou no tribunal que o dinheiro distribuído a cinco membros da assembleia de Hiroshima tratava-se de um gesto de parabenização e encorajamento de suas próprias campanhas.

Katsuyuki Kawai é indiciado por compra de votos no Japão
Katsuyuki Kawai, ex ministro da justiça e marido de Anri também foi indiciado por compra de votos para sua esposa

Além disso, a defesa do casal afirmou que o testemunho de outros políticos não poderia ser confiável uma vez que os promotores ofereceram um acordo onde eles não enfrentariam nenhuma acusação caso denunciassem o casal Kawai.

O colegiado reverteu a pena de 16 meses de reclusão foi suspensa, mas apesar de evitar a prisão, se o veredito culpar Anri, ela perderá seu assento na Câmara dos Conselheiros.

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