A cidade Nagi em Okayama tem chamado a atenção de jornais japoneses e internacionais por conta de suas bem-sucedidas políticas para aumentar as taxas de natalidade em meio a crise que o país enfrenta.
Continue por aqui e conheça mais sobre esta interessante cidade.
Nagi, a cidade dos milagres

Atualmente o Japão vive uma crise de natalidade sem precedentes. A taxa cai de forma contínua desde 1970.
O número de nascimentos de 2017 foi de 950.000 bebês para 1.3 milhões de falecimentos. No entanto, Nagi tem conseguido resolver o problema à sua maneira com incentivos, facilidades e qualidade de vida.
O local tem atraídos jovens casais de outras cidades maiores para terem filhos. Os grandes centros urbanos têm problemas que dificultam a vida de quem quer começar uma família.
Começando pela dificuldade em achar um local adequado de moradia. Jovens casais não possuem estabilidade financeira no começo de suas carreiras.
O custo de moradia nas grandes cidades é muito alto e o espaço pequeno. Além disso, a vida corrida de trabalho não permite espaço para engravidar.
Quem tem um filho e trabalha acaba enfrentando problemas de falta de vaga na creche, entre muitos outros. Decidir ter outro é impensável.
Isso reflete a média de filhos dos casais (1.46) a nível nacional, segundo dados da reportagem da CNN e do Pulitzer Center.
Em Nagi a média é de 2.39. As mulheres da cidade tem em média três ou mais crianças. O dobro da média nacional.
A cidade conta com 6.000 habitantes e possui um centro de produção de 19 empresas. Além disso, é famosa pelo bife wagyu.
Veja algumas medidas adotadas por Nagi para aumentar sua taxa de natalidade.
Incentivo financeiro a cada nascimento
Nagi paga dinheiro pago em parcela única para as famílias. 100 mil ienes para o primeiro filho, 150 mil para o segundo e 400 mil ienes para o quinto filho nascido na mesma família (pai e mãe). Os pagamentos são feitos desde 2004.
Criação de ambiente amigável para pais e crianças
Toda a cidade foi adaptada para ser amigável para a criação de pequenos e toda a família.
Quebra do conceito de que a mulher com filhos deva ficar em casa
A obrigação da mulher ficar em casa cuidando dos filhos era algo esperado dentro da sociedade. No entanto, este tipo de mentalidade acaba prejudicando a decisão dos casais terem filhos com grande peso para as mulheres.
Em Nagi este pensamento está sendo rompido aliviando o fardo e impulsionando a economia familiar e do Japão.
Incentivos de trabalho de meio período para mulheres trabalharem
As empresas locais oferecem trabalhos de meio período freelance para quem deseja fazer uma renda extra. O trabalho envolve trabalhos manuais leves como empacotar caixas.
Alívio financeiro diminuindo custos de serviços para crianças
Muitos custos com criação de filhos são menores em Nagi como subsídio na moradia, vacinação gratuita e subsídios escolares são apenas alguns.
Creches disponíveis sem filas de espera
Além de ter vaga para todas as crianças, o ambiente é de acolhimento, pois as mães podem trabalhar lá, junto com voluntários idosos e funcionários.
Inclusive, tem mães que levam os filhos apenas para brincarem e interagirem como uma forma de estímulo social.
O preço é bem acessível. Paga-se 300 ienes por hora. Esse sistema flexível é perfeito para cuidar de coisas pessoais e até trabalhar.
Além disso, o ambiente de Nagi é tranquilo com a cidade cercada por montanhas e florestas. É berço das Forças de Defesa do Japão e do Museu de Arte Contemporânea.
Antes das políticas a média de nascimentos era quase a mesma do resto do país 1.4. Pulou para 2.95 em 2019, segundo reportagem do The Guardian.
Foram duas décadas de esforços locais para ser a cidade das crianças e sendo chamado como a cidade do milagre mostrando que o país possui as ferramentas para reverter o quadro atual.
Para concluir você conheceu a cidade Nagi em Okayama que chamou a atenção por conseguir resultados impressionantes com seus incentivos.
Fontes: CNN e Pulitzer Center em reportagens especiais sobre declínio populacional no Japão, The Guardian, Mainichi.
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