Curso de sorriso no Japão parece piada, mas não é.
As pessoas ficaram tão acostumadas a usar máscara o tempo todo durante a pandemia, que a escola de artes Sokei aumentou a frequência de um curso para reensinar quem se desacostumou a usar expressões faciais de forma social.
Curso de sorriso no Japão
Usar máscaras era algo comum no país, mas não era obrigatório, mas sim algo que se fazia por educação, conforto para tempos de kafuncho (temporada de pólen), preguiça de colocar maquiagem, entre outros motivos.
Pessoas se acostumaram a não usar expressões faciais
Fato é que eles eram usados em trajetos, mas sem usar a maior parte do dia.
Como tirar a máscara era contra-indicado no pico da pandemia, as pessoas se acostumaram a ficar com elas.
Então, sair em público e manter o cerne sério virou regra, já que ninguém via a boca de ninguém.
Portanto, em 2023 quando o governo finalmente levantou as restrições para uso de máscara, Himawari Yoshida, 20 anos, contou a Reuters que ela era uma das pessoas que havia se esquecido como agir sem a máscara.
“Eu não usei muito meus músculos faciais durante a COVID”
Himawara Yoshida, 20 anos contou a Reuters
Fez o curso para se preparar para buscar trabalho
Ela foi uma das alunas do curso e teve lições com uma instrutora de sorriso. A experiência foi importante, pois era um bom exercício para se preparar para a temporada de busca por empregos, que ocorre todos os anos com candidatos em massa pelas empresas em abril.
Músculos da face enfraquecidos

A maioria das pessoas do curso de sorriso no Japão era de jovens da geração Z, mas pessoas mais velhas também estavam fazendo o curso pelo enfraquecimento dos músculos faciais ou falta de confiança em saber sorrir.
Uso de espelho
A professora Keiko Kawano ensinou seus alunos a erguerem um espelho na frente do rosto e usar os dedos para alargar a boca pelas laterais.

Educação do sorriso
Sua empresa chamada Egaoiku (educação do sorriso) teve uma alta em sua demanda com aulas particulares com custo de 7.700 ienes.
“Eu penso que existe uma necessidade crescente para as pessoas sorrirem”.
Isso casa com a época que o Japão abriu suas fronteiras e os japoneses estão se deparando e interagindo com turistas.
Sorrir não é cultural
Ela acredita que os japoneses são menos inclinados a sorrir que os ocidentais, pois existe um senso de comodidade de ser um país ilha.
Kawano explica que culturalmente sorrir é um sinal social de não ameaça. De forma social sorrir não é uma regra no Japão.
Mídia ocidental repercute
O assunto chamou atenção da mídia ocidental em como a geração Z japonesa desaprendeu a saber sorrir e precisava de um curso.
CNN, ABC, Reuters e outras mídias acabaram fazendo reportagens para cobrir o assunto.
Habilidades sociais prejudicadas
Isso mostra que habilidades sociais como sorrir foram prejudicadas pela pandemia no Japão.
Mudanças comportamentais
Este curso já existia e era realizado uma vez ao ano reflete uma cultura diferente da ocidental aonde um sorriso é comum para interações sociais.
No Japão se preza pelo respeito, cortesia e educação com atitudes diferentes sendo esperadas pelas pessoas. Muito mais que um sorriso se curvar é mais esperado.
Mas, a influência ocidental mostra que sorrisos como sinal de amizade e abertura estão encontrando espaço na sociedade.


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