Em um único post, confira uma seleção das principais e mais interessantes notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, economia, sociedade e mais.

Japão utiliza algas marinhas para capturar CO2 do oceano
No início do ano fiscal de 2020 surgiu uma associação no Japão, a JBE (Japan Blue Economy) Association, organização designada pelo estado japonês com o objetivo de reconstruir as colônias de algas marinhas a nível nacional.
A prática tem diversos benefícios: combate ao aquecimento dos oceanos e a mudança climática, aumento da produtividade da indústria pesqueira, algas marinhas de melhor qualidade e captura de carbono azul.

Há dois tipos de créditos disponíveis no mercado internacional: créditos de carbono verde calculados pela quantidade de CO2 absorvidas pelas florestas e o crédito de carbono azul visando a manutenção do ecossistema oceânico.
Os créditos azuis japoneses, o J Blue Credits tem certificação de valor econômico e podem ser convertidos em ienes. Os J Blue Credits são contabilizados pela quantidade de CO2 capturado no oceano.
Sob o atual sistema, os agentes que capturam o carbono podem vender seus créditos de carbono para empresas com desejo em reduzir sua pegada de carbono, mas não conseguem.

Durante o ano fiscal de 2022, 21 programas foram certificados e desde então foram emitidos créditos para um total de 3.800 toneladas de CO2 capturados.
Os créditos são emitidos para cada tonelada capturada. O valor de cada crédito azul é de JP¥ 65 mil (US$ 429,33).
Já foram gerados JP¥ 247 milhões (US$ 1,6 milhões). Os créditos azuis são 6,5 vezes mais caros em comparação com créditos verdes no Japão. Cada crédito verde paga JP¥ 10 mil (US$ 66,05) por tonelada capturada.
“Créditos azuis são mais escassos em comparação com os créditos verdes. Outra razão é que os créditos azuis geram benefícios como melhores condições de pesca e a melhor qualidade da água”, explicou Tomohiro Kuwae, presidente da JBE Association.

Um exemplo de sucesso é a parceria entre as cooperativas de pesca da cidade de Mashike, província de Hokkaido e a Nippon Steel Corp (5401.T) iniciada em 2004.
A cooperativa enterra a escória de ferro (subproduto da fundição de ferro) no solo do oceano para ajudar no crescimento das algas-marinhas konbu.
Em uma região da Mashike foram enterrados escória de ferro em uma área de 270 metros na costa.
A colônia de konbu cresceu de 0,6 hectares em 2015 para 3,3 hectares em 2022. Além do carbono capturado, o número de pesca de ouriços aumentou 1,8 vezes na área.
Mais de 50 locais do Japão tomaram o mesmo caminho dado o sucesso da experiência em Mashike.
Yokohama conseguiu reintroduzir as colônias de zostera na região de Yokohama Port, no Hyogo Canal em Kobe foram cultivadas espécies como alface do mar e outras variantes.

O Japão dividirá a experiência nas Nações Unidas para definir qual será o valor internacional dos créditos azuis.
Há diversas questões que precisam ser padronizadas para asalgas marinhas sejam aceitas como método de captura de carbono na comunidade internacional.
63% dos japoneses estão sob pressão financeira
Uma pesquisa online conduzida pelo Gabinete o Japão entre novembro e dezembro de 2023 com 3 mil pessoas com 18 anos ou mais (57,1% de respostas válidas) revelou um recorde de japoneses sob pressão financeira e com uma perspectiva negativa sobre o futuro: 63,2%.
Segundo o Gabinete, pessoas sob pressão financeira impulsionados pelo aumento dos preços durante o ano de 2023 foi 0,7% maior em relação ao ano de 2022, o pior resultado, desde que a pesquisa que mede a opinião pública sobre a economia e começou em 2008.

28,6% dos participantes citaram dificuldades em criar uma criança, e 28,2% disseram que é difícil para pessoas jovens se tornarem independentes.
26,2% afirmaram ser difícil para mulheres terem um papel ativo na sociedade, e 25,8% alegaram insatisfação com o ambiente de trabalho.
Quando perguntados sobre quais áreas o Japão está indo em uma direção negativa, 69,4% afirmaram ser a inflação e o aumento dos preços, além de parte significativa dos participantes terem expressado preocupações em relação a economia do país.
No ano de 2023 o Japão viu o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subir 3,1%, o maior aumento dos últimos 41 anos.
Em contraste, o salário real caiu 2,5%, o segundo ano seguido de perda salarial sinalizando indícios do aumento salarial não ter sido capaz de cobrir a inflação.

Para 25,1% os serviços de saúde e bem-estar estão melhorando. A prevenção de desastres foi percebida positivamente para 24,1% dos entrevistados e 18,6% também disseram que a segurança pública está na direção correta.
Segundo uma pesquisa do setor privado conduzida pela Mynavi Corp em novembro de 2023, 46,1% dos trabalhadores regulares com duas rendas familiar afirmaram estarem enfrentando problemas financeiros.
Segundo a Mynavi, a renda anual familiar de pessoas com dificuldades financeiras foi calculada em JP¥ 7,12 milhões (US$ 47 mil).
Já a renda familiar de pessoas sem estarem sob pressão financeira foi calculada em JP¥ 8,78 milhões (US$ 58 mil).

A pesquisa da Mynavi Corp foi conduzida com 3 mil respostas online com apenas com trabalhadores de tempo integral com idade entre 20 e 59 anos.
Suicídios no Japão diminuíram em 2023
Segundo dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, 21.837 cometeram suicídio em 2023, uma pequena queda em relação a 2022 e a primeira nos últimos dois anos.
Em números, 2023 houve 44 casos a menos, ou 0,2% em relação a 2022. Contudo, o número de crianças ainda é alarmante: 513, uma criança a menos em comparação com o recorde de 514 em 2022.

A queda foi notada na faixa etária dos 70 anos ou mais. O suicídio entre alunos do ensino fundamental, médio e superior continuam altos desde a crise da pandemia de COVID-19 no começo de 2022.
As estatísticas e analises foram feitas baseadas nos dados da NPA (National Police Agency). O pior ano no Japão foi em 2003 quando houve 34.427 casos e uma redução significativa até 2019 com 20.169.
Por gênero, os homens foram a maioria das vítimas com 14.62 casos, um aumento de 116 casos em relação a 2022. Vítimas do sexo feminino somaram 6.975, uma queda de 160 casos em relação a 2022.

É o segundo ano consecutivo, que o número de homens vítimas de suicídio aumenta e o quarto ano consecutivo, que o número de mulheres vítimas de suicídio diminui.
Apesar das quedas, o número de vítimas é altíssimo e seria catastrófico mesmo se apenas uma pessoa fosse vítima de suicídio.
ATENÇÃO: SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM COM SINTOMAS DE DEPRESSÃO, ANSIEDADE, PENSAMENTOS SUICIDAS OU QUALQUER OUTRA MANIFESTAÇÃO DE PROBLEMAS PSICOLÓGICOS, ACESSE A PÁGINA DO CENTRO DE VALORIZAÇÃO A VIDA (CVV) OU LIGUE PARA O NÚMERO 188 CASO ESTEJA NO BRASIL OU ACESSE A PÁGINA DA TELL JAPAN, A PÁGINA DE CHAT DA TELL JAPAN OU LIGUE PARA 03-5774-0992 CASO ESTEJA NO JAPÃO


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