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Fevereiro bate recorde de turismo no Japão
No mês de fevereiro, o Japão recebeu 2,79 milhões de turistas, um recorde para o mês e para todos os meses desde o início da pandemia de COVID-19. O turismo do mês foi impulsionado pelo feriado do Ano Novo Lunar.
Segundo dados da JNTO (Japan National Tourism Organization) divulgados nesta terça-feira, 19 de março, em janeiro o número de turismo empresarial e turismo a lazer estrangeiro no Japão foi de 2,69 milhões.

Os visitantes em fevereiro deste ano foi 7,1% em relação ao mesmo período de 2019 quando o Ano Novo Lunar também caiu em fevereiro. Em todo o ano de 2019, o Japão recebeu 31,9 milhões de turistas antes da crise do SARS-CoV-2.
O turismo no Japão foi praticamente interrompido por mais de dois anos pelas restrições impostas pela COVID-19.
Com a reabertura do país, o setor de turismo foi impulsionado pelo iene fraco fazendo do Japão um país mais atrativo aos turistas estrangeiros.
Dados correntes sobre o mês de janeiro demonstrou um recorde nos ganhos impulsionado pelo turismo revelando o papel que o setor tem na economia.
Em 2023, os turistas deixaram no Japão mais de JP¥ 5 trilhões (US$ 33,3 bilhões), excedendo as expectativas do governo.

Segundo a JNTO, entre os principais turistas que entraram no Japão no mês de fevereiro, dos 23 países e territórios, turistas sul coreanos e estadunidenses bateram recordes de visitantes.
Segundo Omri Morgenshtern, executivo-chefe da agência de booking online Agoda, o Japão foi o principal destino de turismo nos 12 países em que a agência atua: “A demanda pelo Japão está muito forte. Acredito que 2024 superará o ano de 2019”, disse Morgenshtern.
Imagens dos reatores de Fukushima levantam muitas dúvidas
Imagens feitas por mini drones dos reatores destruídos após o tsunami causado pelo Grande Terremoto de Tohoku em 2011 mostrou equipamentos da sala de controle e materiais deformados, mas deixaram mais dúvidas do que certezas.
No total foram divulgadas 12 fotos da estrutura de suporte do reator nº 1, o mais danificado, chamado de pedestal que contém o cilindro do núcleo do reator.
Funcionários tinham a esperança de chegar até o núcleo do reator e ver o combustível nuclear derretido.
Em tentativas anteriores foram utilizados robôs equipados com câmeras para observar a área, porém, a mobilidade deles era limitada e o tempo de exposição a radiação necessitou criar outra forma para observar dentro dos reatores.
A investigação de dois dias utilizando drones do tamanho de uma fatia de pão foi completada na semana passada pela Tokyo Eletric Power Company (9501.T) e as fotos foram divulgadas pela TEPCO na segunda-feira, 18 de março.
Cerca de 880 toneladas de combustível nuclear derretido e altamente radioativo ainda estão dentro dos três reatores nucleares destruídos.
As imagens dos drones servirão para entender a localização e as condições dos reatores para o combustível ser removido e a usina descomissionada.

As imagens de alta definição capturadas pelos drones mostraram objetos marrons de vários formatos e tamanho pendurados no pedestal, além da haste de controle da reação nuclear em cadeia e outros equipamentos do núcleo deslocados.
Funcionários da TEPCO disseram não ter sido possível saber se os objetos pendurados no núcleo eram combustíveis derretidos ou equipamentos por não haverem dados sobre o nível de radiação.
Os drones não puderam carregar densímetro para medir o nível da radiação porque o peso do equipamento prejudicaria a mobilidade.
Será necessário desenvolver um equipamento adequado para o tipo de drone utilizado na operação.

As câmeras dos drones também não puderam fotografar o fundo do reator por causa da escuridão dentro do cilindro.
As informações colhidas servirão para investigações futuras sobre os detritos radioativos e são fundamentais para o desenvolvimento de tecnologia para removê-los.
Ainda não se sabe sobre a situação do interior dos reatores e isso revela a dificuldade para descobertas.
Segundo críticos, a TEPCO e o governo japonês são otimistas demais ao afirmar serem necessários de 30 a 40 anos para descomissionar Fukushima Daiichi.
Bank of Japan encerrará política de juros negativos
O BOJ (Bank of Japan) encerrou nesta terça-feira, 19 de março, com uma política de mais de uma década de juros negativos e de aumento da dívida pública com emissão de títulos, uma mudança baseada no aumento salarial e a manutenção da meta de inflação de 2%.
No primeiro aumento das taxas de juros desde 2007, o BOJ decidiu subir a taxa de curto prazo em 0% e 0,1%, mas manterá as condições fiscais.
A decisão faz do BOJ o último banco central a encerrar com a política de taxa de juros negativa.

Segundo o Policy Board, corpo de executivos tomadores de decisão do BOJ, o banco desmantelará o programa de juros a longo prazo nos níveis mais baixos para perimir ser determinada pelo mercado, a menos que suba muito.
O BOJ também terminará com as compras de fundos negociados nos mercados de ações.
Embora seja uma sinalização quase simbólica, os indicadores são do BOJ caminhar para a normalização da política econômica, ainda que num ritmo lento.
O governador do BOJ, Kazuo Ueda, foi questionado sobre a velocidade que o banco aumentaria as taxas de juros. Respondeu depender da situação econômica do país e dos preços.
“A flexibilização monetária sem precedentes acabou. Com base nas perspectivas que temos neste momento, as taxas de juros serão aumentadas rapidamente”, disse Ueda em coletiva de imprensa após reunião do Policy Board.

Apesar do anúncio do aumento na taxa de juros, o iene caiu 1% e fechou em JP¥ 150,92 por cada US$ 1,00, uma marca psicológica importante para a economia japonesa e a menor cotação em 4 meses.
O rendimento dos títulos de longo prazo (10 anos) emitidos pelo governo caiu para 0,725%, abaixo do limite estabelecido pelo BOJ de juros a de longo prazo a 1%.
Segundo o primeiro-ministro, Fumio Kishida, a medida foi apropriada e vai de encontro a um momento raro do Japão vislumbrar a possibilidade de sair da crise deflacionária e assola o país há décadas.
Com o fim da política de juros negativos, os custos de financiamento para empresas e famílias aumentarão, mas ao mesmo tempo, aumentará a rentabilidade dos bancos comerciais e das instituições financeiras.


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