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Akira Toriyama, criador do anime Dragon Ball morre aos 68 anos
Akira Toriyama, criador do icônico anime Dragon Ball morreu no dia 1º de março aos 68 anos.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 8 de março, por sua equipe de produção. Toriyama faleceu vítima de hematoma subdural agudo – um coágulo no cérebro.
“Lamentamos profundamente que ele ainda tinha muitos trabalhos em criação. Ele ainda tinha muitas coisas a conquistar. Contudo, ele deixou muito títulos de manga e trabalhos artísticos para o mundo. Esperamos que o mundo criativo único de Akira Toriyama continue sendo amado por todos e por longos anos por vir”, informou a Bird Studio em sua conta no X.

A principal obra de Toriyama sem sombra de dúvidas foi Dragon Ball de 1984, uma obra inspirada no clássico chinês Jornada ao Oeste e tinha a pretensão ser uma releitura moderna do livro de Wu Chengen do final do século XVI.
Dragon Ball foi fundamental para difundir a cultura pop japonesa pelo mundo, e quiçá, o mais importante softpower do Japão para as gerações millenials e Z com milhões de fãs em todos os continentes.
Toriyama já era famoso no Japão antes da série Dragon Ball por seu mangá de comédia Dr. Slump lançado no começo dos anos 80.
Ele também trabalhou na equipe de design dos personagens e monstros da franquia de games Dragon Quest.

A morte de Akira Toriyama é um grande luto, tanto para fãs quanto para criadores. Não há criadores de animes e mangás que não tenham se inspirado no trabalho de Toriyama.
Eiichiro Oda, criador de One Piece lamentou a morte do colega em um falecimento cedo demais deixando um espaço grande demais para ser preenchido: “Em pensar que nunca mais o verei… estou dominado pela tristeza”, disse Oda.
Em 2013 Akira Toriyama deu uma entrevista ao Asahi Shimbun e afirmou que seus quadrinhos eram dedicados ao entretenimento: “Espero que os leitores se divirtam lendo meu trabalho. Não há mais nada que eu queira conquistar.

Além disso, nunca se preocupou em deixar mensagens através de seus mangás. Na entrevista, descreveu a si mesmo como uma pessoa difícil.
“Dragon Ball é como um milagre que ajudou alguém problemático como eu, com dificuldades de personalidades em ter um trabalho decente e ser aceito pela sociedade”.
Também não tinha ideia do sucesso enorme mundial de Dragon Ball: “Quando eu estava desenhando a série, tudo o que eu queria conquistar era a satisfação dos meninos no Japão”.

O trabalho de Toriyama foi fundamental na vida de milhões de crianças. O mundo perdeu no dia 1º de março um de seus grandes gênios, que sabia como poucos se comunicar e conectar com os mais jovens com histórias de aventura, amizade, pureza e superação.
Turistas serão banidos dos becos do distrito das geishas em Kyoto
Representantes dos becos privados do distrito das geishas de Kyoto, capital cultural do Japão, informaram na quinta-feira, 7 de março, a banição dos turistas nos becos em meio ao turismo excessivo pós-pandemia.
Os moradores de Kyoto expressaram frustração e descontentamento com o mau comportamento dos turistas, especialmente no distrito de Gion, lar das casas de chá onde as geishas e suas aprendizes, maikos, realizam suas performances.

O conselho do distrito de Gion fez um reunião em dezembro para tratar do problema com afirmação do bairro não ser um parque temático.
Um membro do conselho contou sobre incidentes em que o kimono de uma maiko foi rasgado por um turista e um outro caso onde colocaram uma bituca de cigarro no colarinho do kimono.
Com o aumento destes problemas o conselho decidiu agir: “Pediremos aos turistas se absterem de entrar nas ruas privadas a partir de abril. Não queremos fazer isso, mas estamos desesperados”, disse Isokazu Ota, membro executivo do conselho em entrevista à AFP.
A rua Hanamikoji é pública e continuará aberta aos turistas. Segundo Isokazu Ota os grupos de turistas agem como paparazzi quando surge uma geisha na rua.
Em 2019 foi estipulada uma multa de JP¥ 10 mil (US$ 68,00) por fotografar geishas e maikos.
Porém, a medida não foi praticável nas áreas públicas, mas ela segue vigorando nos becos privados. O turismo no Japão voltou com força após as autoridades classificarem a COVID-19 com o mesmo status de gripe sazonal.
Mais de 40% das mulheres japonesas solteiras acima dos 65 vivem na linha da pobreza
Uma pesquisa realizada por Aya Abe, professora de economia especializada em pobreza na Tokyo Metropolitan University, revelou que 44,1% das mulheres japonesas solteiras com idade a partir de 65 anos vivem na linha da pobreza.
A pesquisa foi publicada no final de janeiro quando a professora compilou os dados sobre a condição de vida das pessoas fornecidos pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar em 2021.

“As normas sociais assumindo mulheres sendo apoiadas por homens fez o sistema deixar de considerar as mulheres vivendo sozinhas e isso persiste até os dias de hoje”, afirmou Aya Abe.
“A atenção na ‘pobreza das mulheres’ geralmente é focada em jovens e mães solteiras. As políticas também giram em torno das pensões alimentícias e essencialmente não apoiam as mulheres”, prosseguiu a professora.
Pessoas mais velhas enfrentam uma queda de renda ou nenhuma renda quando se aposentam, fazendo homens e mulheres vulneráveis a pobreza.
Uma pessoa solteira também tem maior probabilidade de cair na pobreza em comparação com um casal, quando há pelo menos uma parte com renda ou pensão.

Porém, há uma enorme disparidade de gênero no nível de pobreza. Ela atinge 30% entre homens solteiros com 65 anos ou mais. É quase um terço menor do nível das mulheres solteiras na mesma faixa etária.
A taxa de pobreza também varia dependendo do estado civil das mulheres mais velhas. Enquanto a taxa de pobreza entre mulheres casadas é de 13,5%, as de não casadas sobe para 43,1% e das mulheres divorciadas é ainda maior, 43,6%.
De acordo com os dados de 2021 da pasta do Bem-estar, a taxa de pobreza no Japão era de 15,4% e a taxa de pobreza infantil de 11,5%.
Segundo o censo de 2020 existiam 6,72 milhões de idosos solteiros no país, destes, 2/3 são mulheres, ou, 4,41 milhões.

Segundo dados de 2022, entre os pensionistas 62% dos homens recebem uma pensão de JP¥ 150 mil (US$ 1.019,96). Já 61% das pensionistas mulheres recebem menos de JP¥ 100 mil (US$ 679,97).
“Mulheres recebem salários menores em comparação com os homens, isso faz elas receberem pensões menores. As pensões para idosos são baseados em um modelo familiar centrado na figura do homem”, afirmou Aya Abe.


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