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Agência de correios de Fukushima reabre 13 anos após desastre nuclear
Nesta quinta-feira, 7 de março, a cidade costeira de Futaba, prefeitura de Fukushima, reabriu sua agência de correios 13 anos após o desastre na usina nuclear Fukushima Daiichi, um ato simbólico para a retomada da normalidade na cidade.
Os residentes estão gradualmente voltando para a cidade fantasma após os reatores de Fukushima derreterem.
A pequena Futaba era o lar de cerca de 7.100 pessoas antes do acidente nuclear, mas chegou a registrar zero pessoas em abril de 2020.

O retorno dos moradores de Futaba começou em janeiro 2022 definido pelo prefeito Shiro Izawa como experimental.
Funcionários municipais e munícipes participaram da cerimônia de reabertura do posto de correio 4 dias antes do aniversário de 13 anos do Grande Terremoto de Tohoku.
“Queremos contribuir para o renascimento e desenvolvimento da cidade”, disse o carteiro Norio Sasaki durante a celebração de reabertura.
A agência fornecerá os mesmos serviços ofertados até 11 de março de 2011, incluindo serviços bancários e seguro de vida.
“Estive esperando por isso, é mais um pequeno passo em direção a uma vida melhor aqui. Agora posso receber minha aposentadoria aqui também”, contou Miuyki Ishii de 86 anos e foi até a agência enviar uma encomenda para um amigo.

Apesar da retomada simbólica, 85% da cidade é mantida sob ordem de evacuação. Atualmente 102 pessoas vivem na cidade, 61 dos quais não são originários. A maioria das pessoas vivem nos complexos habitacionais próximos a Futaba Station.
Uma loja de conveniência foi aberta em Futaba para as primeiras pessoas pudessem retornar para a cidade em 2022. Contudo, ainda faltam serviços essenciais à população como um supermercado e escolas, por exemplo.
Governo japonês acabará com subsídios para tratamento de COVID-19 no final de março
O governo japonês cessará os subsídios para os custos de tratamento médico para pessoas contaminadas COVID-19 no país, incluindo os subsídios para os custos com remédios no final de março, início do ano fiscal de 2024.
Com o sistema de saúde do Japão retornando ao modelo pré-pandêmico a partir de abril, os pacientes de SARS-CoV-2 terão de pagar 10% a 30% a mais pelos remédios para tratamento de COVID-19. A renda e a idade determinarão o quanto a mais a pessoa deverá pagar.

Os subsídios governamentais para pessoas hospitalizadas e para leitos em instituições médicas para pessoas com COVID-19 também cessarão.
“Os hospitais estão se preparando para admitir pacientes com coronavírus na enfermaria. Não consideramos isso um problema”, afirmou Keizo Takemi, ministro da Saúde, Trabalho e Bem-estar.
Segundo Takemi informou nesta quinta-feira, 7 de março, o ministério fornecerá aprovação formal para a farmacêutica Shionogi & Co (4507.T) para a produção da Xocova, medicamento oral para tratamento de COVID-19.

A companhia entrou com um pedido emergencial em novembro para ser a primeira produção doméstica de tratamento oral para o coronavírus.
Até agora, os pacientes com certo nível de renda pagavam só 30% o valor do remédio fixado em JP¥ 9 mil (US$ 60,87).
Pagando mais 30% a partir de abril, esse paciente hipotético pagará JP¥ 15 mil (US$ 101,45) por uma cartela de Xocova com duração de 5 dias. O medicamento sem os subsídios tem o custo aproximado de JP¥ 52 mil (US$ 351,69).
A Japan Association for Infectious Diseases e a Japanese Society of Chemotherapy solicitaram ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar que continuassem com o subsídio por temerem o aumento do preço desestimular pacientes infectados a comprarem a droga.

Desde o início da crise de COVID-19 o governo vem cobrindo todas as despesas médicas relacionadas a doença, mas desde maio de 2023 com o rebaixamento da COVID-19 a mesma categoria da gripe sazonal, os subsídios vêm caindo.
De acordo com o ministério, cerca de 5 mil pessoas estão sendo tratadas em instituições médicas, com uma média 7,92 pacientes por instituição e o número de contaminados vem sistematicamente caindo desde o início de fevereiro nas 47 prefeituras.
Salário real no Japão cai em janeiro
O governo japonês divulgou nesta quinta-feira, 7 de março, dados indicando recuo de 0,6% dos salários reais dos trabalhadores de janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado. Ademais, os salários do setor de mineração recuaram em 2,3%.
Essa é a 22ª queda mensal seguida dos ganhos reais dos salários em relação ao aumento de preços, mas é a menor em 13 meses.
Há grandes expectativas para o resultado do shunto, as negociações de reajustes salariais de primavera de 2024.

O salário nominal médio de um trabalhador japonês, incluindo as horas extras, subiu 2% para JP¥ 282.270,00 (US$ 1.909,05), o 25º aumento mensal seguido, informou o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar.
Porém, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de janeiro registrou um aumento da inflação em 2%, mas o IPC desconsidera o preço de alimentos frescos por causa de sua volatidade.
É o aumento mais lento em dois anos e reflete que o impacto do iene enfraquecido nos preços está se dissipando.
As principais altas no custo de vida e fizeram os salários perderem poder de compra foi o aumento no custo da energia e gás (9,6%), comunicações e informação (4,8%), finanças e seguros (4,7%).

Os salários de trabalhadores de tempo integral subiram 2,3% para uma média de JP¥ 269.239,00 (US$ 1.820,92), já os dos trabalhadores temporários e de meio período subiu 2,2% para uma média de JP¥ 101.358,00 (US$ 685,51).
O aumento real dos salários é crucial para o Japão consiguir sair do ciclo deflacionário e se arrasta por décadas através da reativação do consumo interno.
Embora as grandes empresas negociem aumentos superiores a 5%, é incerto se as pequenas e médias empresas serão capazes de acompanhar as grandes companhias.


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