Em um único post, confira uma seleção das principais e mais interessantes notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, economia, sociedade e mais.

19 mil residências continuam sem água dois meses após o terremoto da península de Noto
Dois meses após o terremoto de 7,6 na península de Noto, prefeitura de Ishikawa do dia 1º de janeiro de 2024, 19 mil residências continuam sem água corrente para suas necessidades diárias.
A extensão dos danos nos encanamentos e a destruição das rodovias são os principais empecilhos para restaurar o abastecimento de água nas regiões mais afetadas.
De acordo com o governo de Ishikawa, o terremoto cortou o abastecimento de água de 110 domicílios em 16 cidades.

Segundo os oficiais do governo disseram a prioridade é restaurar o abastecimento de água da população. No início de fevereiro o fornecimento retomou em nove cidades e municípios.
Porém, o trabalho nas áreas mais atingidas está lento. Em Suzu, apenas 3,1% do fornecimento de água foi retomado.
Em Wajima o abastecimento de água está em 41,8%. A falta de água e as poucas habitações temporárias devem prolongar o período de permanência em centros de evacuação.
O terremoto causou danos em 75.421 residências em toda a prefeitura de Ishikawa, ao menos 23% delas foram completa ou parcialmente destruídas.
Das 7.884 habitações temporárias, apenas 302 unidades estavam prontas até o final de fevereiro.

4.600 habitações temporárias começarão a ser produzidas até o final de março, ainda assim, isso representa menos de 60% do necessário.
De acordo com o governo de Ishikawa, 11.447 estão em centros de evacuação e ainda não podem voltar para suas casas.
Há preocupações sobre a possível deterioração das condições de saúde dessas pessoas. Com a abertura de algumas partes da rodovia Noto Satoyama Kaido, o serviço de reparo de esgoto e fornecimento de água tem melhorado.
O terremoto causou grandes danos as estações de tratamento de água e encanamento de distribuição através da prefeitura, mas a expectativa do governo de Ishikawa é a maior parte do serviço de água voltar a ser fornecido até o final de março.

Mas, há dificuldades no processo. Para remover os destroços das casas é preciso de autorização de seus residentes em centros de evacuação, o que atrasa o processo de restauração.
Além disso, os trabalhadores enfrentam um grande desafio de gastar longas horas até os locais de trabalho, pois as regiões afetadas não possuem acomodações adequadas por causa da falta de água.
Cerca de 65% dos 393 km de encanamento da rede de esgoto da região norte da península de Noto foram danificados.
Restaurar o fornecimento de água da região levará tempo, portanto, a recuperação das regiões afetadas ainda tem um longo caminho pela frente.

“Levará um ou dois anos para o sistema de esgoto da cidade ser completamente recuperado”, informou um oficial do departamento do sistema hidráulico da cidade de Wajima.
Oizumi planeja contratação de servidores públicos estrangeiros
A cidade de Oizumi, a leste da prefeitura de Gunma, anunciou no sábado, 1º de março, planejamento em prosseguir com a remoção da obrigatoriedade da cidade contratar apenas cidadãos japoneses como servidores públicos municipais.
A ideia não é uma novidade. O prefeito de Oizumi, Toshiaki Murayama, anunciou em 2023 a remoção da obrigatoriedade do município contratar apenas cidadãos japoneses a partir do ano fiscal de 2025.

Porém, só no mês de fevereiro, o governo municipal recebeu 23 ligações telefônicas, 54 e-mails e uma visita pessoal.
Deste total de 78, apenas 4 contatos, incluindo o da visita pessoal, foram de suporte a iniciativa do prefeito, as outras 74 foram de reclamação e oposição a medida.
Curiosamente, cerca de 70% dos e-mails vieram de pessoas de outras prefeituras. Entre as negativas estão comentários como “Há países que tem a espionagem como atividade legal”, “Você está considerando como isso afetará os municípios vizinhos” e “O Japão está sendo tomado”.
Mas, o prefeito Tashiaki Murayama não está sozinho nesse caminho. O governador da prefeitura de Gunma, Ichita Yamamoto, também está considerando revogar a obrigatoriedade de funcionários públicos serem japoneses para todos os tipos de funções e serviços.

O movimento iniciado por Murayama em Oizumi, cidade com 20% da sua população composta por estrangeiros, coloca a pequena cidade de cerca de 41 mil habitantes na vanguarda do movimento.
Questionado sobre as mais de 600 queixas sobre o plano, Murayama afirmou: “Alguém tem de fazer isso. Até agora, uma quantidade esmagadora de candidatos para as vagas de trabalho do governo municipal citam o multiculturalismo como suas motivações para o ingresso no serviço público. Seguiremos por esse caminho com corações de ferro”.
Câmara dos Representantes aprova orçamento para o ano fiscal de 2024
A Câmara dos Representantes aprovou neste sábado, 2 de março, o orçamento de JP¥ 112,57 trilhões (US$ 750 bilhões) para o ano fiscal de 2024 mirando o aumento das capacidades defensivas do país, suporte para famílias lidarem com a inflação e a recuperação do terremoto de 1º de janeiro.
O orçamento proposto pelo campo do primeiro-ministro, Fumio Kishida, é o segundo maior da história do país ficando atrás apenas do ano fiscal de 2023 quando foi aprovado o orçamento de JP¥ 114,38 trilhões (US$ 857,85 bilhões na cotação da época).

A Câmara dos Representantes é controlada pela coalização LDP-Komeito que abriu caminho para o orçamento após deliberações do Comitê de Orçamento.
No comitê, a oposição acusou o partido do primeiro-ministro em meio ao escândalo de fraude no LDP.
O orçamento do ano fiscal agora será enviado para a Casa dos Conselheiros, a casa alta do Kokkai também comandanda pela mesma coalizão da Câmara dos Representantes, portanto, a promulgação deve acontecer sem obstáculos.

Segundo o primeiro-ministro durante sessão do Comitê de Orçamento, uma parte significativa será destinada para recuperar a vida das pessoas vítimas do terremoto da península de Noto.
Após o terremoto, o governo realizou uma rara revisão no orçamento sancionado em dezembro e dobrou os fundos de emergência para JP¥ 1 trilhão (US$ 7 bilhões).
O orçamento conta com subsídio para companhias aumentarem os salário e o recorde de investimento em defesa de JP¥ 7,95 trilhões (US$ 52,96 bilhões).


0 comentário em “Giro de notícias no Japão – 2 de março de 2024”