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Nova regra de visto para estudantes estrangeiros permite que eles procurem trabalho no Japão
Nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, o governo japonês informou que relaxou regras de vistos para estudantes estrangeiros permaneçam no Japão, além de poderem procurar empregos no país, uma resposta a uma demanda dos círculos acadêmicos e empresariais.
Segundo a Immigration Services Agency of Japan o governo permitirá estudantes completarem seus estudos em escolas técnicas designadas pelo estado e poderem trabalhar em áreas não necessariamente relacionadas a área de formação.

Segundo a agência, a expectativa é da nova medida aumentar o número de estudantes estrangeiros e que trabalham em cerca de 3 mil estudantes por ano.
Até o anúncio, muitos estudantes estrangeiros, incluindo os que adquiriram diplomas de graduação técnica e aprenderam o idioma japonês na escola, deveriam retornar a seus países de origem após não conseguirem emprego correspondentes as habilidades adquiridas.
As escolas técnicas designadas pelo governo passarão a oferecer programas especiais, incluindo treinamento prático dentro das empresas, informou a Immigration Services Agency of Japan.

Além disso, o governo também ampliou o escopo de estudantes estrangeiros permitidos permanecer no Japão e trabalhar sob o visto de “atividades designadas”, um outro status residencial que permite trabalhar em áreas mais amplas.
Esse tipo de visto só era fornecido a estudantes formados em faculdades ou universidades japonesas.
Agora também será emitido para estudantes com japonês avançado e diplomas equivalentes a um bacharelado, incluindo programas de ensino técnicos com duração de 4 anos nas escolas designadas.
De acordo com um estudo realizado pela Japan Student Service Organization realizado no ano fiscal de 2021 com cerca de 2 mil estudantes de escolas técnicas pelo país, cerca de 75% gostariam de permanecer e trabalhar no Japão.

A nova medida é sucessora de um painel governamental proposto em abril de 2023 com o objetivo de facilitar a procura de trabalho no Japão por estudantes estrangeiros.
“Nossa esperança é os estudantes com diplomas de especializações e que aprofundaram sua compreensão do Japão trabalhem no país” disse um oficial da Immigration Services Agency of Japan.
Produção industrial japonesa cai 7,5% em janeiro
O resultado da produção industrial do Japão no mês de janeiro registrou sua pior queda desde maio de 2020, 7,5% em relação ao mês anterior.
A queda veio acentuada pela suspensão da produção da Toyota Motor Corp (7203.T) por causa das fraudes de segurança e desempenho.
Os dados apresentados nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria revisou para baixo sua avaliação sobre a produção industrial pela primeira vez em seis meses.

O ministério argumentou que a “produção industrial demonstrou fraqueza enquanto flutuava de forma indecisa”.
A queda foi a mais acentuada desde maio de 2020 quando a produção industrial encolheu 8% em meio a crise da pandemia de COVID-19.
Todos os 15 setores industriais, com exceção de equipamentos de transporte (excluindo veículos automotores), registraram queda na produção. A queda no setor automotivo chegou a 17,8%.
Equipamentos elétricos, de informação e equipamentos eletrônicos de comunicação, incluindo baterias de lítio-ion utilizadas em automóveis encolheram 8,3%. Já maquinas de uso geral voltado para empresas despencou 12,6%.

O ministério atribuiu a acentuada queda de produção nas suspensões das operações nas empresas Daihatsu Motor Co. e Toyota Industries Corp. (6201.T) em meio a uma série de escândalos de fraudes em testes de segurança e desempenho de motor.
A forte nevasca reportada em janeiro também fez com algumas indústrias suspendessem temporariamente suas operações – parcialmente ocasionadas pelas dificuldades em aquisição de peças, informou o ministério.
De acordo com o economista sênior da Dai-ichi Life Research Institute, Koichi Fuhishiro, se trata de um revés temporário à medida que a demanda doméstica e internacional segue em alta: “É provável a produção aumentar no futuro próximo”, afirmou.

A expectativa do ministério, baseado em uma pesquisa com as indústrias, é da produção industrial em fevereiro registrar alta de 4,8% e março tenha um resultado superior a 2%.
Contudo, funcionários do ministério apontam para a importância de seguir monitorando os efeitos causados pelo terremoto de 1º de janeiro de 2024 na península de Noto na produção, ainda que o impacto no resultado de janeiro tenha sido limitado.
Japão testa seu primeiro trem híbrido movido a hidrogênio
O primeiro trem híbrido movido a hidrogênio do Japão, batizado de Hybari, foi testado na quarta-feira, 28 de fevereiro, e demonstrado para a mídia na JR Tsurumi Line na prefeitura de Kanagawa.
O trem é uma iniciativa da East Japan Railway Co (JR East) em descarbonizar sua malha ferroviária (cerca de 27,8% da energia do Japão é gerada por usinas de carvão). A companhia almeja sua comercialização no ano fiscal de 2023.

Equipado com células de combustível, a energia para o funcionamento do Hybari é gerada quando o hidrogênio reage ao oxigênio, portanto, sem emitir carbono. Então, a energia é armazenada nas baterias.
O trem hibrido foi desenvolvido em parceria com a Toyota Motor Corp, desenvolvedora do modelo automotivo hibrido Mirai, e a Hitachi Ltd (6501.T) desenvolveu as baterias de armazenagem de energia.
Embora testes com o Hybari tenham começado desde março de 2022, foi somente na quarta-feira, 28 de fevereiro, que um teste entre a Tsurumi Station e a Ogimachi Station foi realizado para a imprensa.
O teto dos dois vagões do trem Hybari são equipados com tanque de hidrogênio com capacidade de mil litros no lugar dos pantógrafos que alimentavam os trens tradicionais com energia.
De acordo com a JR East, 23 dos seus 66 trens convencionais não são elétricos, são trens movidos a diesel. Os novos trens híbridos Hybari deverão substituir os modelos a diesel.
O único desafio enfrentando pela companhia é a extensão do alcance dos trens atualmente limitados a 140km.
A Central Japan Railway Co (9022.T) também está desenvolvendo trens híbridos para substituir os movidos a óleo diesel.


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