Em um único post confira uma seleção de notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, economia, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Nikkei tem alta história e quebra recorde da bolha financeira do final da década de 80
Na quarta-feira, 21 de fevereiro, o índice da bolsa japonesa Nikkei 225 registrou uma alta 2,2% e fechou o dia em 39.098,68 pontos superando o recorde história da bolha financeira de 29 de dezembro de 1989, quando a bolsa fechou em 38.915,87 pontos.
Esse pico acontece em um momento em que os bancos anularam cerca de JP¥ 100 trilhões (US$ 663,96 bilhões) de títulos incobráveis.
As ações oscilaram muito abaixo durante muitos anos após o Grande Terremoto de Tohoku quando a Nikkei chegou próximo a 8.200 pontos.

Mas, nos últimos meses o mercado financeiro vem ganhando força com investidores estrangeiros buscando diversificar seus ativos, além do iene barato ser um atrativo para investir em grandes corporações.
Diferente dos EUA onde as ações cresceram baseados em títulos do governo na esperança dos investidores do FED aumentasse a taxa básica de juros para manter a inflação sob controle, a taxa de juros básica no Japão se mantém em -0,1% a mais de uma década.
O Japão se encontra em recessão técnica, isto é, os último dois trimestres (de julho a setembro e de outubro a dezembro) com taxa anual negativa, mas o governador do BOJ (Bank of Japan), Kazuo Ueno, na contramão da expectativa dos investidores e especialistas não demonstrou intenção em mudar sua política fiscal, nem a taxa de juros.

O muito do dinheiro bombeado pelo banco central do Japão na economia do país acabou indo para o mercado de ações.
Ao mesmo tempo, muitos investidores globais estão retirando seus investimentos da China em um momento de tensão entre o gigante asiático e os EUA, além da desaceleração da economia chinesa encontrando o Japão como destino.
As ações da Nikkei 225 aumentaram 15% nos últimos três meses e 44% no ano de 2023.
A ações na bolsa SSE Composite Index de Shanghai caiu cerca de 11% no ano passado e as ações da Hang Seng recuou 22% em 2023.
Em janeiro de 2024, investidores estrangeiros representaram mais de 2/3 dos acionistas, aproveitaram o iene cotado em JP¥ 150 por dólar e compraram JP¥ 123,2 trilhões (US$ 831,83 bilhões) em ações, o dobro do mesmo período do ano passado.

Os principais títulos negociados foram do setor de tecnologia de empresas como a Renesas Eletronics Corp (6723.T), SoftBank Group Corp (9984.T) e Tokyo Electron Ltd (8035.T). E de acordo com especialistas, os preços do Japão não estão supervalorizados.
“As empresas japonesas demonstraram sinais e fizeram os investidores olharem mais de perto”, afirmou Hiromi Yamaji, CEO da JPX (Japan Exchange Group).
Segundo Yamaji, investidores mais velhos estão relutantes em investir em ações depois do trauma do estouro da bolsa no começo dos anos 90.
A geração mais nova não tem essa lembrança e são mais destemidos na hora de investir.

Uma mudança no programa Nippon Individual Savings Account permite contas sem impostos em janeiro, também ajudou a seduzir os investidores estrangeiros no mercado japonês.
Por fim, a Government Pension Investment Fund, um dos maiores fundos de investimento do mundo gerenciado pelo governo japonês com um ativo JP¥ 1,05 quatrilhões (US$ 7 trilhões) da poupança das famílias japonesa, foi fundamental para aumentar e diversificar os investimentos e aumentar o preço das ações.
Chefe da Yakuza é processado pelos EUA por conspiração de venda de material nuclear
Autoridades dos EUA informaram na quarta-feira terem processado um membro da organização criminosa Yakuza.
A acusação é de porte de material nuclear oriundo de Myanmar e de uma tentativa de venda. Os fundos seriam utilizados em compra de armas ilegais.
O tribunal de Manhattan, estado de New York, fez uma acusação substitutiva não-selada contra Takeshi Ebisawa, um líder da Yakuza e Somphop Singhasiri, acusado em abril de 2022 por tráfico de drogas e crimes com armas de fogo.
“O réu é acusado de conspirar para vender material nuclear adequado para armas e narcóticos letais de Myanmar para comprar armamento militar em nome de um grupo insurgente armado”, informou o assistente procurador-geral Matthew Olsen do Justice Department’s National Security Division.

“É arrepiante imaginar as consequências se os esforços tivessem sido bem sucedidos, o Departamento de Justiça responsabilizará aqueles que traficaram esses matérias, ameaçaram a segurança nacional dos EUA e a estabilidade internacional”, concluiu Olsen.
De acordo com as alegações do indiciamento, os equipamentos militares fariam parte do acordo e incluiriam mísseis terra-ar.
Ebisawa movimentou urânio e plutônio adequado para armas, além de drogas oriundas de Myanmar.
Desde 2022 Takeshi Ebisawa se vangloriava para um agente disfarçado de ter acesso a uma grande quantidade de material nuclear para vender, além de fornecer provas como fotografias e contadores de Geiger com a radiação registrada.
Segundo outro envolvido Ebisawa tinha disponível mais de 2 toneladas de tório 232 e mais de 100 kg de urânio octóxido de triurânio, um composto concentrado de urânio em pó conhecido como bolo amarelo (yellowcake).
As investigações contaram com agentes infiltrados e a ajuda das autoridades tailandesas com os investigadores estadunidenses. Os tailandeses forneceram duas amostras de bolo amarelo aos EUA.

“O laboratório determinou que a composição dos isótopos encontrados nas amostras nucleares indicou serem adequados para armas. Aquele plutônio, se produzidos em quantidade suficiente poderia ser utilizado para uma arma nuclear”, informou o Departamento de Justiça dos EUA.
Takeshi Ebisawa poderá receber uma sentença de 25 anos de prisão pelo crime de tentativa de adquirir mísseis terra-ar e mais 20 anos pelo crime de tráfico internacional de material nuclear. O julgamento de Ebisawa ainda não foi marcado.
Itochu Corp planeja comprar a Bigmotor Co.
A Itochu Corp (8001.T), companhia especializada em transações comerciais, mas com oito seguimentos de negócios e a terceira maior empresa do Japão, planeja adquirir a Bigmotor Co., concessionária de carros usados envolvidas em escândalo de fraude financeira.

A ideia é incorporar a Bigmotor para impulsionar a já existente divisão automobilística da Itochu Corp.
A Itochu é a maior acionista da Tokyo Century Corp (8439.T), companhia de serviços financeiros e também dirige uma empresa de aluguel de carros.
Além disso, a Itochu Corp também controla a Yanase & Co., uma importadora e revendedora exclusiva de carros zero km de luxo internacionais e também de carros no Japão usados.
Caso a compra seja realizada, a família fundadora da Bigmotor Co não estará envolvida nas operações dos negócios.

A Bigmotor Co está enfrentando dificuldades em reestruturar seus negócios em meio a um declínio significativo de suas vendas.
O ponto de virada veio quando foi revelado a danificação intencional dos carros dos clientes para cobrar taxas excessivas de reparo.
A Itochu, através de sua subsidiária Itochu Enex Co. e do fundo de investimento J-Will Partners, vem avaliando os ativos da Bigmotor Co desde ter ganhado a exclusividades das negociações. A decisão será anunciada até a primavera.


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