Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Setsubun é celebrado por todo o Japão
Neste sábado, 3 de fevereiro, foi celebrado em templos e santuários de todo o Japão o festival Setsubun famoso pelo ritual Mamemaki (豆撒き).
O ritual consiste no arremesso de grãos de soja assados nos presentes para afastar o mal e atrair saúde para o ano.
O Setsubun é originalmente um festival marcador da transição do inverno para a primavera. Como o calendário solar gregoriano foi adotado no Japão, o Setsubun nunca é celebrado no solstício de primavera, isso só é possível se celebrado pelo calendário lunar.

Para saber mais sobre a mudança de calendários no Japão, acesse Tempo no Japão: entenda a evolução do conceito do tempo e sua importância na sociedade moderna.
As celebrações mais populares do Japão acontecem nos templos budistas Osaka Naritasan Fudoson na cidade de Neyagawa, prefeitura de Osaka e o Naritasan Shinshoji na cidade de Narita, prefeitura de Chiba.
E na celebração de 2024, os dois templos contaram com a presença de lutadores de sumô e outras celebridades para jogar os grãos de soja nos participantes.
Quem conseguir pegar os grãos de soja arremessados e comer o mesmo número de sua idade terá boa fortuna.

Outra superstição é comer um enomaki em silêncio voltado para a direção do animal que regerá o ano, a pessoa terá boa sorte. 2024 é um ano regido pelo dragão e sua direção é “sudeste 1”.
O Setsubun também é celebrado em muitas casas do Japão, especialmente no interior onde há uma forte tradição do homem mais velho da casa vestir máscaras de Oni (demônio), enquanto as crianças jogam os grãos de soja gritando “Oni wa soto, Fuku wa uchi” (Fora demônios, venha boa fortuna).
Número de professor afastados por doenças psicológicas bate recorde
O número de professores de escolas públicas japonesas, que tiraram licença para tratar de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade bateu recorde no ano fiscal de 2022 (de março a abril) com 6.539 casos.
O aumento em reação ao ano anterior foi de 10,9%, isto é, 642 professores. Os dados revelam ser o segundo ano seguido de aumento e o número de professores afetados representa 0,71% de todos do país, ou 1 em cada 140.

Segundo pesquisa do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciências e Tecnologia do Japão, professores de todas os níveis são afetados pelas doenças mentais: ensino básico, fundamental, médio e superior.
Uma das causas apontadas para o aumento expressivo desde a pandemia de COVID-19 foi o aumento da carga de trabalho causada pela pandemia.
Porém, segundo especialistas em educação está muito mais ligada a tendência do aumento das reclamações dos pais dos alunos.
Há, como consequência, um aumento na falta de professores no Japão. O número de jovens com interesse em serem professores reduziu consideravelmente por entenderem que a profissão tem uma carga de trabalho muito pesada.
O ministério reconhece a seriedade do desafio no médio e longo prazo. Para lidar com o problema, o ministério estuda implementar uma reforma no modelo de trabalho incluindo redução no trabalho com papelada e redução da carga horária.

Além dos problemas de depressão e ansiedade, o número de professores punidos por comportamento de violência sexual foi de 242 no ano fiscal de 2022, o 10º ano consecutivo com mais de 200 casos (98% dos atos foram realizados por professores do sexo masculino).
Entre os casos de violência sexual, 119 casos se referiam a ofensas contra os estudantes, 42 por interação sexual, 32 por molestação e 21 por voyerismo. O número de professores punidos por violência física foi de 397, um aumento de 54 casos em relação ao ano anterior (2021).
Desalojados pelo terremoto da península de Noto serão realocados para habitações temporárias em Wajima
Neste sábado, 2 de fevereiro, as vítimas desalojadas pelo terremoto de 7,6 na península de Noto, prefeitura de Ishikawa, começaram a ser realocados para habitações temporárias em Wajima, próximo ao Wajima Kiriko Kaikan.
Até o momento 18 unidades foram construídas e deverão abrigar 55 desabrigados. As habitações feitas com madeira na parte interna são equipadas com janelas triplas para bloquear a temperatura externa, equipados com cozinha, ar condicionado, banheiro e água corrente.
O governo já recebeu mais de 4 mil pedidos para habitações temporárias, mas apenas 550 unidades estão sendo produzidas no momento. A cidade de Suzu deverá receber 40 habitações temporárias até terça-feira, 6 de fevereiro.

A prefeitura de Ishikawa precisará de aproximadamente 9 mil unidades de habitações provisórias para atender os residentes, que não podem voltar para casa. Quase 50 mil imóveis foram danificados ou completamente destruídos.
Segundo expectativas 1.300 unidades serão construídas até o final de março. Deverão ser alugados pelo governo 4.300 apartamentos e outras 900 unidades públicas de habilitação também serão mobilizadas para atender aos desalojados.
“Estou aliviada por entrar em uma casa temporária. Estou feliz por finalmente ter água para utilizar, tive muita dificuldade para fazer minha lavanderia”, contou Sumiko Oshita de 76 anos. Ela se mudou com sua filha, Naomi Oshita de 53 anos e seu gato para uma das habitações provisórias.

“Estou aliviada. Estava preocupada com minha mãe que ela pudesse pegar alguma doença infecciosa no centro de evacuação. As pessoas dormiam juntas sem nenhuma divisória no centro, então me sinto aliviada por poder me mudar com minha mãe”, desabafou Naomi Oshita.


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