Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias no Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.
Black Box Diaries: documentário dirigido pela jornalista Shiori Itō é exibido no festival de cinema Sundance
A 40ª edição do maior festival de filmes independentes, Sundance, exibiu gravado a partir de câmera Black Box Diaries dirigido pela jornalista Shiori Itō, que ficou mundialmente conhecida por iniciar o movimento #MeToo no Japão na sessão Sundance’s World Cinema Documentary.
O documentário releva a batalha vivida por Shiori Itō em sua luta na justiça contra Noriyuki Yamaguchi, um famoso jornalista acusado por Ito de estuprá-la em 2015, após um jantar em que Noriyuki a convidou para discutir uma oportunidade de trabalho.

As denúncias de Itō foram ignoradas não só pela polícia e por promotores de justiça, que alegaram que ela não tinha provas suficientes para acusar o colega de trabalho, como também pelos próprios veículos de comunicação japoneses. O caso só veio a público em 2017.
No Japão, país que ocupa a 125ª posição entre 146 países pesquisados no Index de Desigualdade de Gênero 2023, apenas 4% das vítimas de estupro fazem uma denúncia formal contra seus agressores de acordo com uma pesquisa realizada pelo governo em 2017.
“O ponto de vista nunca é o da vítima e dos sobreviventes quando vemos programas de TV, documentários ou filmes. Então eu quis genuinamente contar a visão do sobrevivente. E é isso o que realmente é. Não quis que ninguém contasse a minha própria história.”, afirmou Itō a AFP na premier de sábado (20).

Isso faz de Shiori Itō uma raridade, especialmente por se expor publicamente. Mais do que isso, a jornalista precisou enfrentar sozinha um sistema de justiça que privilegia os agressores, os tabus sociais e personalidades poderosas.
Noriyuki Yamaguchi era próximo do então ex primeiro-ministro Shinzo Abe. Em um momento do documentário, os policiais que tinham afirmado a Itō que prenderiam Noriyuki voltam atrás e dizem que as ordens para não o prender vieram de cima.
A exposição do caso de Itō também ajudou outras mulheres a exporem seus agressores, como Rina Gonoi, ex soldada das SDF (Japan Self-defense Forces) que sofreu agressões sexuais de três oficiais.
“Rina entrou em contato comigo antes dela expor o caso dela publicamente… se ela não fosse a público, o caso dela teria sido arquivado e nada teria acontecido”, lembrou Shiori Itō.

Tanto Shiori Itō quanto Rina Gonoi conseguiram o histórico feito de vencer a batalha judicial contra seus agressores. Shiori recebeu uma indenização de JP¥ 3.3 milhões (U$ 30.000,00) e Rina Gonoi conseguiu fazer com que as SDF pedissem desculpas publicamente, uma raridade.
Tsuchinoko é revitalizado em vila da prefeitura de Nara para promover o turismo
Na pequena vila de Shimokitayama no distrito de Yoshino, sudeste da prefeitura de Nara, um antigo Yokai está sendo revitalizado. Trata-se de Tsuchinoko (ツ チ ノ コ), uma espécie de víbora que mede entre 30 a 80 centímetros conhecida também como Bachi Hebi (バチヘビ).
As lendas sobre Tsuchinoko dizem que o pequeno, porém largo e achatado Yokai, é capaz de pular até 2 metros de altura, é atraído por bebidas alcóolicas, especialmente sake, e é capaz de falar, contudo, é dito que ele costuma mentir muito.

O objetivo da pequena vila que atualmente possui pouco mais de 800 habitantes é promover a região que sofre com uma forte depopulação e estimular a letárgica e asfixiada economia local com uma ideia que já deu certo no final da década de 80.
Em 1988, o conselho da vila de Shimokitayama lançou a “Tsuchinoko Expedition”, uma gincana para capturar Tsuchinoko com prêmios de JP¥ 1 milhão (U$7.800,00 na época) por criaturas capturadas e JP¥ 300 mil pela pele da criatura mitológica.
Como a criatura não existe, foi um ato simbólico com o animal esculpido em madeira para ser encontrado.

A iniciativa atraiu mais de 200 pessoas de todo o país e chamou a atenção da mídia com cobertura da caçada pela televisão e por periódicos semanais. O programa “Tsuchinoko Expedition” encerrou em 1990 com o colapso da bolha econômica.
A iniciativa de Shimokitayama levou outras vilas do país a fazerem o mesmo como Higashishirakawa na prefeitura de Gifu e Susami na prefeitura de Wakayama, além de outras pequenas vilas em diversas prefeituras do país.

A expectativa é que o recém inaugurado Shimokitayama Tsuchinoko Park ajude na reedição e revitalização da Tsuchinoko Expedition e ajude a pequena vila a promover a fruta cítrica da região, jabara, semelhante ao yuzu, e outros produtos produzidos lá.
Montadoras japonesas dão toque estrangeiro a novos modelos
Nos últimos anos, o Japão registrou um aumento significativo do estilo de vida ligado a modelos automotivos. Isso motivou as montadoras japonesas a desenvolverem modelos de automóveis Adventure, Offroad, Motorsports, entre outros.
A partir de 15 de fevereiro de 2024 a Mitsubishi Motors Corp. (7211.T) relançará o modelo Triton no Japão, caminhonete muito popular no sudeste asiático, depois de um hiato de 12 anos.

A nova versão do 4×4 produzida na Tailândia e revelada em julho de 2023 é estimada em JP¥ 4,98 milhões (U$ 33.600,00). O modelo saiu de linha do Japão em 2011 pela baixa procura, mas voltou pela busca por atividades na natureza após a pandemia.
Já a Honda Motor Co. Ltd. (7267.T) colocará no mercado japonês o SUV produzido no Bharat (Índia), o WR-V. O modelo é estimado em JP¥ 2,09 milhões (U$14.097,81) e ao lado dos modelos Vezel e ZR-V, o WR-V tem os jovens como público alvo.
Surfando no interesse por SUV e pick-ups após as restrições de movimento na pandemia de COVID-19, a Toyota Motor Corp. (TM) também deve ressuscitar as caminhonetes Hilux depois de um hiato de 13 anos no Japão.


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