Existe um rigor por lei na permissão dos ingredientes de remédios de farmácia japoneses. Alguns componentes normais em alguns países, se torna proibido ou regulamento.
É comum que compostos de descongestionantes sejam considerados narcóticos por terem a capacidade de viciar.
Portanto, se você for viajar ao Japão é melhor para deixar comprar os básicos lá, pois a alfândega é bem criteriosa com remédios e até cosméticos.
Para quem precisa de remédios que estejam na lista de proibidos, deve ter uma receita prescrita pelo médico bem descrita com outras informações para poder portar uma permissão especial.

Em 2026 saiu um comunicado do Ministério da Saúde, que alguns ingredientes comuns de remédios de gripe e tosse serão limitados para menores de idade, pois podem causar dependência.
Isso faz parte de medidas de controle para que as pessoas não tenham acesso a quantidades superiores e possam comprometer a saúde e criar vício. Ainda mais em jovens, grupo considerado vulnerável.
Por enquanto, o anúncio foi feito por um subcomitê, mas se tornará oficial apenas no meio de fevereiro.
São oito ingredientes farmacêuticos ao total e por enquanto sabemos do dextromertofano, que é comum em xarope contra tosse. Este é um opioide sintético e era vendido sem precisar de receita médica não só no Japão. Ele age no sistema nervoso central e agora só será vendido com prescrição orientada.
Outro ingrediente que entra para a lista será o difenidramina, que é um anti-histamínico de primeira geração daqueles que causam sonolência e comuns para rinite. Ele é bem forte e já não era indicado para crianças e idosos, agora para jovens deverá ter a venda limitada e com receita.
Ainda não se sabe exatamente quais serão as restrições, mas as vendas serão controladas com controle de receita farmacêutico e médico a partir de maio.
Como a lei mira evitar overdose de jovens, pessoas com menos de 18 poderão comprar um pequeno volume de produto com limite de no máximo 7 dias de uso, segundo informações divulgadas pelo Japan Times.
Remédios de farmácia japoneses
Os medicamentos de bancada de farmácia são uma parte prática do cotidiano, pois eles são facilmente comprados para emergências e alívios rápidos de sintomas.
Eles têm remédio para quase tudo, desde dor de cabeça a ressaca ou o que você imagina. Colírios para uso variados e suplementos.
No entanto, a regulação é algo bem séria e alguns ingredientes são proibidos no país, sendo considerados narcóticos. Por isso, em vez de pesquisar seus remédios por nome, faça com os componentes.
Pegue seu remédio de confiança e anote a lista de ingredientes em um papel. Com a tecnologia, você pode pesquisar sobre eles e saber o que eles fazem no corpo. Na hora de viajar ao Japão, já saberá o que procurar direto no balcão facilitando a vida.
Por exemplo, um remédio de gripe geralmente tem um composto principal que alivia os sintomas. Então, vai ter um ingrediente para tirar a dor, um antitérmico para abaixar a febre, algo para desentupir o nariz e um estimulante geralmente cafeína, pois esses remédios dão sono.
No Japão o que costuma ser restrito são os medicamentos que usam morfina, fentanil, oxicodona, codeína, tapendatol, pseudoefedrina (comum no Vicky), metilfenidato da Ritalina, zolpidem.
Portanto, para alergias, gripes, resfriados e tosse melhor comprar por lá. Se sofre com dores crônicas e precisa de remédios fortes a base de morfina, tenha uma receita com autorização médica relatando as condições para poder pedir o certificado Yunyu Kakunin-sho.
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