Rejeição recorde do gabinede de governo do primeiro ministro do Japão, Fumio Kishida
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Giro de notícias no Japão – 20 de fevereiro de 2024

Confira dados sobre a rejeição recorde do gabinete do governo, gastos militares insuficientes e opinião sobre energia nuclear.

Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

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Gabinete de governo do primeiro ministro Fumio Kishida tem recorde de rejeição

Pesquisas realizadas por importantes jornais japoneses revelam uma rejeição recorde do gabinete de governo do primeiro-ministro, Fumio Kishida, bem como os piores índices de aprovação.

No recorte mais otimista, a pesquisa realizada por telefone pelo Asahi Shimbun nos dias 17 e 18 de fevereiro com 1.113 participantes (458 telefones fixos e 655 telefones móveis, números gerados aleatoriamente) revelou uma aprovação de 21% dos entrevistados.

Apesar da reforma no gabinete de governo, a rejeição é a maior pelo menos desde que o LDP voltou ao poder em 2012
Apesar da reforma no gabinete de governo, a rejeição é a maior pelo menos desde que o LDP voltou ao poder em 2012

Apenas um em cinco japoneses aprovam o governo Fumio Kishida. A reprovação do gabinete ficou em 65%.

Tanto os índices de aprovação quanto de rejeição são os piores desde que o LDP (Liberal Democratic Party) voltou ao poder em 2012.

Já o suporte ao LDP, embora superior a todos os outros partidos do Japão (CDP 7%, Nippon Ishin 4%, Komeito 3%, JCP 3%, Reiwa Shinsengumi 3%, DPP 2%e Social Democratic Party 1%) segue abaixo dos 30% desde julho de 2023 com o ponto mais baixo em dezembro com 23%.

Já os eleitores não apoiadores de nenhum partido ou sem uma resposta clara representaram 55% dos entrevistados. A intenção de votos para a Câmara dos Representantes na Kokkai ainda tem o LDP como favorito.

Ministros do gabinete governo do primeiro ministro, Fumio Kishida, suas alas e quais foram indicados pela primeira vez para o ministério (circulo vermelho) e quem foi mantido (bola azul). Data: 13 setembro de 2023
Ministros do gabinete governo do primeiro ministro, Fumio Kishida, suas alas e quais foram indicados pela primeira vez para o ministério (circulo vermelho) e quem foi mantido (bola azul). Data: 13 setembro de 2023

De acordo com a pesquisa do Asahi Shimbun, 21% votariam no LDP, 14% no CDP e 14% no Nippon Ishin. O Reiwa Shinsengumi tem a preferência de 6% dos eleitores, já o JCP e o DPP têm 5% de intenções cada e o SDP apenas 1%.

No recorte mais pessimista, a pesquisa realizada pelo Mainichi Shimbun também nos dias 17 e 18 de fevereiro com 1.024 participantes (571 telefones fixos e 453 telefones móveis) mostrou a aprovação do gabinete do primeiro-ministro em apenas 14%.

A rejeição registrada pelo Mainichi Shimbun também é significativamente maior: 82%.

É o maior índice de rejeição desde julho de 1947 quando o jornal realizou sua primeira pesquisa sobre o apoio dos japoneses ao gabinete de governo do primeiro-ministro.

Escandalos de sonegação nas principais alas do LDP levaram a uma queda de confiança sem precedente no partido do primeiro ministro, Fumio Kishida
Escandalos de sonegação nas principais alas do LDP levaram a uma queda de confiança sem precedente no partido do primeiro-ministro, Fumio Kishida

A rejeição do gabinete de Kishida só não é menor em comparação com do ex- primeiro-ministro Taro Aso registrado em 11% no ano de 2011. Em janeiro a aprovação, de acordo com o Mainichi, era de 20%, mas caiu em fevereiro.

São vários os fatores para explicar a rejeição popular, como o aumento do custo de vida e o salário real em queda, mas o escândalo de sonegação das duas principais alas do LDP revelado em novembro de 2023 foi decisivo para o desprestígio do partido, além da proximidade de ministros de Kishida com a Igreja da Unificação.

Gastos militares dos próximos 5 anos podem ser insuficientes

O plano nacional de defesa do Japão aprovado no ano fiscal de 2023 para os próximos cinco anos de JP¥ 43 trilhões, cerca de US$ 290 bilhões na época, pode não ser suficiente com o enfraquecimento do iene e o aumento generalizado dos preços.

Embora o investimento seja muito maior em comparação dos últimos anos em resposta ao rápido aumento do poderio militar chinês e ao programa nuclear da Coreia do Norte, Sadayuki Sakakibara, chefe do painel de especialistas de defesa, levantou dúvidas sobre a capacidade do governo em fortalecer sua postura defensiva dentro do plano estabelecido.

Sadayuki Sakakibara, ex presidente da Federação Empresarial do Japão, Keidanren, e atual chefe do painel de defesa do Ministério da Defesa
Sadayuki Sakakibara, ex-presidente da Federação Empresarial do Japão, Keidanren, e atual chefe do painel de defesa do Ministério da Defesa

Segundo Sakakibara, ex-presidente da Keidanren, a federação empresarial do Japão, a primeira coisa a ser feita pelo governo é aumentar o valor previamente estabelecido de JP¥ 43 trilhões.

“Não devemos fazer da revisão do plano um tema tabu, mas temos de ter uma discussão honesta baseado na realidade, aceitar o fardo público e especificar de onde virão os recursos para o financiamento”, alertou Sadayuki Sakakibara.

Segundo o primeiro-ministro, Fumio Kishida, em uma sessão da Kokkai em fevereiro, o governo pretende manter a verba e o conteúdo do plano apesar do aumento dos equipamentos de defesa e a depreciação da moeda.

Yoshimasa Hayashi, secretário chefe do gabinete de governo do primeiro-ministro declarou em conferencia de imprensa na segunda-feira os planos do governo em aumentar as capacidades de defesa do país sem ultrapassar as despesas estabelecidas e não haver intenção em rever o plano.

Atualmente, o Japão investe cerca de 1% de seu PIB em defesa, representando cerca de JP¥ 5 trilhões (US$ 33,35 bilhões).

Isso faz o Japão o 8º país que mais investe em defesa. No final de 2022 foi aprovada uma lei na Kokkai prevendo um aumento para 2% do PIB até 2027.

Atualmente o Japão ocupa a 8ª posição dos países que mais investem em defesa no mundo com investimento de cerca de 1% de seu PIB, até 2027 o país deverá investir 2% do PIB em defesa e saltar algumas posições no ranking dos países com maior investimento na pasta de defesa
Atualmente o Japão ocupa a 8ª posição dos países que mais investem em defesa no mundo com cerca de 1% de seu PIB, até 2027 o país deverá investir 2% do PIB em defesa e saltar algumas posições no ranking dos países com maior investimento na pasta de defesa.

Para cobrir o aumento dos custos em defesa, o governo japonês prevê aumentar os impostos de empresas, de renda e do tabaco, além de promover reformas de gastos, despesas e investimentos do governo.

Quando será realizado o aumento dos impostos, no entanto, ainda não foi determinado.

A estratégia de longo prazo da National Security Strategy inclui a aquisição de capacidades de contra-ataque capaz de atingir o território inimigo diretamente em situações de emergência.

Metade dos japoneses são favoráveis ao uso de energia nuclear no país

Planta nuclear Shika
Planta nuclear Shika

Após o Grande Terremoto de Tohoku em 2011 causador do maior acidente nuclear desde o acidente de Chernobyl, o acidente nuclear de Fukushima Daiichi, a maioria dos japoneses, por razões óbvias, não se sentiam seguros com o uso de usinas nucleares.

Mas agora, 13 anos após o desastre, a pesquisa anual realizada pelo Asahi Shimbun revelou que metade dos japoneses se dizem favoráveis ao uso da energia nuclear no país. Nos anos anteriores, apenas 30% se diziam favoráveis e de 50% a 60% desfavoráveis.

Localização das usinas nucleares no Japão
Localização das usinas nucleares no Japão

Na pesquisa de 2023, 51% dos entrevistados se disseram favoráveis a reativação das usinas nucleares no país e 42% se disseram contrários.

Em 2024, os favoráveis foram 50% e o número da parcela com o desejo de serem desligadas caiu para 35%.

Por gênero, o número de homens aprovadores do uso das usinas nucleares é de 64% em relação a 36% das mulheres.

O maior suporte, 73%, vem de pessoas com a faixa etária entre 18 a 29 anos. A maior oposição, 50%, é entre a população a partir de 70 anos.

Na região da península de Noto afetada pelo terremoto de 7,6 no dia 1º de janeiro de 2024, que causou danos Shika Nuclear Power Station operada pela Hokuriku Electric Power Company (9505.T), na cidade de Shika, prefeitura de Ishikawa, a percepção é diferente. Para 45% dos entrevistados da região, a resposta do governo não foi satisfatória contra 42%.

No que diz respeito ao preparo que as comunidades locais para lidar com desastres naturais, 55% acreditam não estarem preparados e apoiam a reativação das usinas nucleares, enquanto 28% sentem o oposto.

Após o Grande Terremoto de Tohoku, 62% dos entrevistados disseram não sentir suas comunidades estavam preparadas em relação a 32% com pensamento contrário.

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