Em um único post, confira uma seleção de resumos das principais notícias do Japão. Confira temas de categorias diferentes, como política, entretenimento, sociedade e mais. Se atualize e saiba o que aconteceu no país de uma vez só em poucos minutos.

Empresas “zumbis” aumentam no Japão pós COVID-19
O número de empresas japonesas declarantes de falência em decorrência direta ou indireta pelas consequências econômicas causadas pela pandemia de COVID-19 aumentam sistematicamente: 8 mil em 2023 com previsão de mais de 10 mil para 2024.
No entanto, segundo levantamento feito pela Teikoku Databank no ano fiscal de 2022 existiam cerca de 251 mil empresas zumbis no Japão.
O BIS (Bank for International Settlements) define empresas zumbis com mais de 10 anos, endividadas e com cobertura de juros inferior a 1% por pelo menos 3 anos consecutivos.

O problema não começou com a crise da COVID-19, ele começa com a crise financeira global de 2008.
Em resposta ao desafio global imposto, o governo japonês lançou o programa Small and Medium Enterprise Finance Facilitation Act derrubando os juros para empresas.
O pico foi em 2011 quando o número de empresas zumbis chegaram a 273 mil. A partir daí houve queda acentuada até 2016 quando as empresas zumbis estabilizaram em cerca de 143 mil, mas de 2019 a 2022 o número voltou a disparar.
Os estímulos econômicos de juros negativos nos empréstimos para empresas durante a crise econômica causada pela pandemia de COVID-19 permitiram as empresas continuarem suas atividades, apesar de estarem tecnicamente falidas.
Com o fim das políticas de taxas negativas de juros para empréstimos empresariais, a Teikoku Databank sugeriu que muitas empresas zumbis não terão mais condições de manterem suas atividades e deverão fechar suas portas definitivamente.
O setor de varejo é o mais afetado e representa 27,7% do total das empresas zumbis, seguida por transportes e comunicações, 23,4%. Manufatura e construção vêm na esteira representando mais de 15% cada.
As pequenas empresas são as mais afetadas: empresas com até 5 pessoas representam 25,1% das empresas zumbis. As empresas entre 6 a 20 funcionários representam 18,7%.

Essas duas categorias de empresas representam quase 110 mil. As companhias com mais de mil funcionários representam apenas 2,8%, isto é, cerca 7 mil do total de 251 mil.
As regiões com o maior índice de empresas zumbis no Japão são Tōhoku (muito também por causa dos efeitos do grande terremoto de 2011 e ainda afetam a economia local) e Chūgoku, ambas com mais de 20%, enquanto a região de Kantō tem a menor porcentagem: 12,9%.
Governo japonês proíbe agências de realizar transferência de trabalho para estrangeiros
O LDP (Liberal Democratic Party) colocou em votação na Dieta uma proposta de revisão de lei proibitiva para agências privadas de emprego realizarem procedimento de transferência de trabalho para estrangeiros ingressos no TITP (Technical Intern Training Program).
Sob os atuais termos da TITP, um estrangeiro participante do programa não pode trocar de local de trabalho pelo período de três anos, o que deve ser revisto e relaxado pela lei e deverá ser reduzido para um ou dois anos.

A ideia é preservar recursos humanos. Quanto a transferência de trabalhos, ela já é permitida entre os estagiários e quem adquire habilidades de trabalho e se efetivaram nas empresas.
Cerca de 40% dos trabalhadores estrangeiros que concluem o programa de estágio do TITP, recebem a certificação de trabalhador qualificado em sua área de atuação, podem mudar de prefeitura dentro de aproximadamente um mês.
Mas, há preocupações de grupos empresariais do Japão sobre agências de trabalho realizarem intermediações ilegais cobrando um alto valor dos trabalhadores estrangeiros. Por isso, agências privadas serão proibidas de realizar os procedimentos de transferência.
A revisão do TITP prevê os procedimentos de transferência de trabalhadores estrangeiros serão feitos por organizações sem fins lucrativos em colaboração com de funcionários públicos da OTIT (Organization for Technical Intern Training).

A OTIT está sob os guarda chuva do Ministério da Justiça e do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, e tem com atribuição dar consultoria e assistência aos estagiários estrangeiros, credenciar os planos de treinamento, ajudar na mudança de local de treinamento e mais.
Outra mudança no TITP deverá ser a exigência da elevação no nível de domínio do idioma.
Atualmente exige ao menos o nível A1 (compreensão básica do idioma) para o nível A2 (compreensão básica, mas com capacidade de comunicação mais complexas).
Centros de evacuação do Japão não dispõem de bens e suprimentos para mulheres e bebês
Uma pesquisa realizada pelo gabinete do primeiro ministro no final de 2022 conduzido em todas as 1.741 cidades do Japão revelaram uma falta generalizada de bens, suprimentos e materiais de emergência para mulheres e bebês na maioria dos centros de evacuação.
61,1% dos municípios não possuem nenhuma mulher nos departamentos de grupos de prevenção de desastres e gestão de crises.
Nos centros de evacuação, 82,5% têm absorventes estocados, mas apenas 11,9% dispõem de roupas íntimas para mulheres.

Quando se trata de roupas para mulheres gestantes, somente 0,5% possuem algum estoque.
Alimentos para bebês só estão presentes nos estoques de apenas 14,3% dos centros, fraudas estão em 66,9% e lenços umedecidos para bebês em 26,1%.
No momento, mais de 14 mil pessoas estão vivendo em centros de evacuação na região da península de Noto após o terremoto de 7,6 no dia 1º de janeiro de 2024.
Apesar de terem recebido ajuda e suprimento, não é possível afirmar que eles receberam todos os itens necessários.
1 em cada 5 estudantes universitários não pretende ter filhos
Uma pesquisa realizada entre 28 de novembro e 25 de dezembro de 2023 pela Mynavi Corp. com estudantes universitários (1.538 mulheres e 799 homens) formandos em 2025 revelou: um em cada cinco entrevistados não pretendem ter filhos.
O número de jovens que não querem ter filhos saltou dos 13,1% para 19,2%. As mulheres são a maioria com 23,5%.

Já a porcentagens de homens é consideravelmente menor, praticamente a metade: 12,1%.
As principais preocupações entre esses jovens é a falta de confiança em criar uma criança (57,4%), perda do tempo e da vida social (51,5%) e questões econômicas (51%).
A preocupação econômica faz com que 70% dos estudantes queiram uma família com renda dupla, um recorde desde o começo da pesquisa em 2016, refletindo o foco da vida na carreira, nas preocupações com os rendimentos futuros e com a segurança financeira a longo prazo.
Apenas 14,8% dos entrevistados afirmaram acreditar serem capazes de manter uma renda familiar satisfatória com apenas o rendimento de uma pessoa.


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