Yoshihide Suga promete reduzir emissõe de carbono
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Primeiro-Ministro se compromete em reduzir as emissões de carbono do Japão em 46% até 2030

Promessa foi feita durante cúpula do clima. Veja a situação do Japão para reduzir as emissões de carbono e entenda como as mudanças cli

Durante a cúpula do clima realizada pelo presidente estadunidense Joe Biden com líderes do mundo inteiro, o Primeiro-Ministro Yoshihide Suga se comprometeu a reduzir as emissões de carbono do Japão em 46% até 2030.

Yoshihide Suga e Joe Biden em encontro em abril de 2021

A meta ambiciosa adiciona um corte 26% maior do que o país tinha se comprometido anteriormente. Com isso, Suga pretende colocar o Japão na vanguarda da transição para a economia verde e sustentável.

Contudo, as palavras do Primeiro-Ministro soam mais como propaganda política, do que como algo realizável, afinal, uma pesquisa realizada pela Teikoku Databank Ltd., revelou que 43,3% das empresas japonesas consideram essa transição difícil e 17,9% a consideram impossível.

Entre palavras e ação

Emissão de carbono

Atualmente, poucos países estão conseguindo cumprir com as metas ambientais definidas pelo Acordo de Paris de 2015. Inclusive, o país anfitrião, a França, que foi considerado culpado pelo tribunal parisiense em 2021 por descumprir suas obrigações no Acordo.

As palavras de Suga na cúpula do clima revelaram a pressão interna que o Japão vem sofrendo para não ficar para trás na questão ambiental entre as economias mais desenvolvidas do mundo.

No entanto, desde o Grande Terremoto de Tohoku, a opinião pública e as consequências do tsunami fizeram o país abrir mão de sua energia nuclear e depender cada vez mais de combustíveis fósseis como gás natural, petróleo e carvão para manter a oferta de energia.

Além disso, as tecnologias para a geração de energia limpa e renovável são bem caras, e em alguns casos como as fazendas de energia solar, demandam muito espaço, um ativo bem limitado para o pequeno arquipélago japonês.

Ajuda de gigantes

Mesmo diante da monumental tarefa que hoje parece ser irrealizável, o novo Plano Estratégico de Energia prevê um aumento dos atuais 17% de dependência de energia renovável no país a 22% e 24%.

Honda não fabricará mais carros movidos a gasolina

Não obstante, empresas como a Honda serão grandes aliados na diminuição da emissão de carbono.

De acordo com o presidente da Honda Motor Co., Toshihiro Mibe, afirmou em coletiva de imprensa realizada no dia 23 de abril que a companhia irá parar completamente as vendas de carros a gasolina e até mesmo híbridos até 2040.

Serão investidos cerca de JP¥ 5 trilhões (U$ 46 bilhões) nos próximos seis anos para a pesquisa de desenvolvimento de motores elétricos seguros e eficientes os veículos da nova geração, uma aposta de alto risco que a companhia está disposta a arriscar, de acordo com Toshihiro.

Toyota fabricará células de hidrogênio

Já a Toyota Motors Corp. está focada no desenvolvimento de células de hidrogênio para a geração de energia para veículos e outras áreas sensíveis. De acordo com Akio Toyoda, presidente da companhia, o investimento na produção maciça dessas células de energia será um importante ativo para neutralizar a emissão de carbono no Japão até 2050.

Nissan produzirá veículos 100% elétricos

A Nissan Mortos Co. também está apostando alto e pretende produzir veículos 100% elétricos como seus principais produtos por volta de 2030.

Essas gigantes internacionais possuem diversos departamentos de pesquisa e tecnologia que deverão beneficiar a política ecológica do Japão nos próximos anos.

Iniciativas inteligentes do setor privado do Japão

Apesar das ambiciosas promessas feitas durante a Cúpula do Clima, algumas empresas japonesas já começaram o processo de zerar a emissão de carbono de suas principais atividades econômicas.

Como um dos melhores exemplos do país, a Itochu Corp. colocou sua participação de 20% em uma mineradora de carvão natural a venda ainda em fevereiro de 2021, como parte de seus esforços na descarbonização do meio ambiente.

Já a Mitsubish Motors Co. realizou investimentos em uma empresa canadense, a CarbonCure Technologies Inc. O investimento desenvolverá concreto com baixo carbono para a indústria da construção civil.

Desafios globais

A tarefa de remodelar a economia e as fontes de energia serão uma grande dificuldade para todos os países do mundo.

E apesar da humanidade ter atingido um ponto de tecnologia altamente sofisticado para a utilização de energia renovável, existem muitos impedimentos burocráticos que impedem o avanço dessas tecnologias para o mundo.

Alguns poucos países desenvolveram tecnologia para reduzir sua dependência do combustível fóssil de forma que, com muito esforço, zerem suas emissões de carbono até 2050. Contudo, essa tecnologia não será partilhada por questões de propriedade intelectual e segurança nacional.

Mas, existem outros desafios para além do campo político e econômico, a complexidade em implementar esses sistemas.

A China, por exemplo, desenvolveu um sol artificial ainda em fase de teste capaz de gerar energia plasmada, uma tecnologia extremamente complexa que, mesmo compartilhada, muitos países não possuem profissionais qualificados para lidar com essa tecnologia.

De forma semelhante, o Japão desenvolveu células de energia baseada na queima de hidrogênio que não emite carbono. No entanto, o custo para substituir a atual infraestrutura do país e a complexidade dessa tecnologia já é um enorme desafio para os próprios inventores.

Uma coisa é certa: há uma emergência climática que já é sentida em muitos países, especialmente do sudeste asiático e da América Central. Mesmo assim, 2020 quebrou recordes em emissões de carbono.

Quanto mais a humanidade demora em parar de emitir gases do efeito estufa, a situação tenderá ao caos climático com consequências dramáticas para o Japão, afinal, o pequeno arquipélago poderá perder boa parte de seu território com o aumento do nível do mar.

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