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COVID-19 avança no Japão e Vila Olímpica confirma primeira contaminação

Faltando 5 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tokyo, o Japão voltou a registrar aumento de casos de COVID-19, além de ter sido confirmado o primeiro caso de coronavírus na Vila Olímpica. Confira

A contaminação por COVID-19 na prefeitura de Tokyo voltou a registrar mais de mil casos diários, Osaka também voltou a ver alta em seus números. Especialistas temem que essas duas prefeituras estejam vivenciando uma 5ª onda de infecções.

Na sexta-feira (16), Tokyo informou que dos 1.271 testes PCR positivos, 303 eram da variante Delta. As prefeituras vizinhas, Saitama e Chiba, devem adotar medidas restritivas de quase-emergência enquanto Kanagawa fará o seu próprio estado de emergência.

Governador de Kanagawa, Yuji Kuroiwa. planeja realizar seu próprio estado de emergência para controlar o aumento no número de casos, especialmente a variante Delta que está crescendo no país
Governador de Kanagawa, Yuji Kuroiwa. planeja realizar seu próprio estado de emergência para controlar o aumento no número de casos, especialmente a variante Delta que está crescendo no país

“As infecções estão aumentando em um ritmo similar ao do início do ano durante o estado de emergência. Acreditamos que os leitos hospitalares dedicados a COVID estarão em uma situação muito apertada até o final de julho”, disse o governador de Kanagawa, Yuji Kuroiwa.

Também foi confirmado um caso de coronavírus na Vila Olímpica, o primeiro entre os 15 casos diários do sábado (10) de COVID-19 envolvendo pessoas ligadas aos Jogos Olímpicos de Tokyo desde 1° julho. Entre eles, sete são empreiteiros, seis funcionários do evento e dois profissionais de imprensa.

Queda no ritmo de vacinação

Uma pesquisa realizada pela Kyodo News revelou que 37 das 47 prefeituras japonesas terão de desacelerar ou até mesmo interromper a campanha de vacinação por falta de imunizantes. Muitas capitais (33) só têm metade das doses necessárias para o mês de julho.

Outras prefeituras como Fukui, Okayama e Nagasaki alegam que receberam apenas 20% das doses esperadas. Há preocupações em 32 governos sobre a insuficiência de doses para os meses de agosto e setembro considerando o quadro atual.

A falta de suprimentos obrigará 37 das 47 prefeituras japonesas a reduzirem o ritmo de vacinação
A falta de suprimentos obrigará 37 das 47 prefeituras japonesas a reduzirem o ritmo de vacinação

Na quinta-feira (15), o ministro encarregado da vacinação Taro Kono garantiu doses suficientes para aplicar 1,2 milhões de doses diárias no país, também pediu para que os governadores e prefeitos otimizem seus calendários.

Governadores e prefeitos alegam que foram encorajados pelo governo central a aumentar o número de pessoas vacinadas, para só depois serem informados de que os suprimentos para a campanha não são capazes de acompanhar o atual ritmo de vacinação.

Problemas com vacinas

Desde o início da pandemia, o Japão negociou com as principais farmacêuticas para garantir imunizantes suficientes para os seus 126 milhões de habitantes. E apesar dos imunizantes da Moderna e AstraZeneca já estarem aprovados, apenas a Pfizer está sendo utilizada.

Imunizantes da AstraZeneca ainda não estão disponíveis por preocupações com possíveis reações adversas e a Moderna está com problemas de fornecimento no momento
Imunizantes da AstraZeneca ainda não estão disponíveis por preocupações com possíveis reações adversas e a Moderna está com problemas de fornecimento no momento

Até agora, nenhuma vacina da AstraZeneca foi produzida ou entregue ao governo japonês, enquanto isso, a Moderna estava sendo utilizada para aplicar dentro dos locais de trabalho, no entanto, a empresa está com um gargalo em seu fornecimento.

Por enquanto o Japão não considera utilizar os imunizantes chineses (Coronavac) e russos (Sputnik V) e a Johnson &Johnson enviou pedido de autorização para o uso de sua vacina Janssen ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar no dia 24 de maio.

COVID-19 nos Jogos Olímpicos

Como predito por especialistas, diversos casos de COVID-19 foram detectados entre as pessoas envolvidas nos Jogos Olímpicos de Tokyo. O primeiro caso na Vila Olímpica é de um estrangeiro que trabalha na organização do evento e que não dividiu quarto com ninguém.

No total, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tokyo informaram que 45 testes deram positivo desde o dia 1° de julho. Apesar da promessa das autoridades de não ter surtos de SARS-CoV-2, há grandes preocupações com a importações de diferentes cepas ou o surgimento de uma cepa olímpica.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional prometeu imunizar 85% dos atletas e outros profissionais envolvidos na realização do evento
O presidente do Comitê Olímpico Internacional prometeu imunizar 85% dos atletas e outros profissionais envolvidos na realização do evento

O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, disse ao Primeiro-Ministro japonês, Yoshihide Suga, que 85 dos atletas e credenciados para trabalharem no evento serão imunizados contra a COVID-19.

Faltando cinco dias para a abertura dos jogos, ainda há forte pressão da sociedade dentro e fora do Japão para a não realização do evento apontando os claros riscos sanitários que podem ameaçar o Japão e todo o mundo.

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